Netanyahu in Congress: J'lem will not be divided

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Do MASHIACH ou, de um (futuro) Rabi Desconhecido




Do MASHIACH ou, de um (futuro) Rabi Desconhecido


Por Rav Pietro Nardella-Dellova
Da Sinagoga Scuola – Beith Midrash

Creio plenamente na vinda do Mashiach e,
embora ele possa demorar, aguardo todos os dias
a sua chegada
12º Fundamento da Fé Judaica (Maimônides)


Andamos perdidos nas sombras de tantos séculos, sem direção nem contentamento, porque o sentido de Mashiach tornou-se um peso milenar e o talhe do teu reino mal pode ser reconhecido. Nos últimos milênios fizeram-no com mil faces e, sendo tantas, ninguém a conhece. Ninguém o espera e nem pode ouvir a sua voz.

Mas, os que esperam Mashiach verão quão suaves serão sobre os montes de Israel os seus pés anunciando a renovação, a Teshuvá e a Face de HaShem Sua voz que fará ouvir a paz, que anunciará o bem, que fará ouvir a plenitude e que dirá à Sião: O Eterno יהוה reina! E dirá à Judá: celebra as tuas festas e cumpre os teus votos... porque...em nossa terra e entre nós nasceu um homem, o filho de David, o Rei, e sobre seus ombros estará o reino do conhecimento, e ele será chamado o Conselheiro maravilhoso, o Guerreiro valente, o Mestre definitivo e o príncipe da paz..." Ele será a imagem e a semelhança de HaShem e nele serão soprados os Sete Espíritos do Eterno. E, com ele, o Reino será ligado à Coroa...

Quando ele vier, o Eterno se alegrará de sua Justiça, de sua Mansidão, de seu Conhecimento de Torá, de seu Cântico e de seu Halel e, nele, as obras da “creação” serão terminadas. Sob seu Reino os homens encontrarão as fontes de conhecimento, da sabedoria e da inteligência e não haverá fome sobre a terra, nem terror, nem injustiças. O cego não errará o caminho e o surdo não será privado de entendimento e ninguém será enganado, pois ele ensinará o equilíbrio e como suplantar a “árvore do aprofundamento do bem e do mal”, como vencer as inclinações para o bem e para o mal e, assim, levará ao caminho de volta à “árvore da vida”, e apontará o Temor de HaShem, a Coragem e a Força!

Então, ouviremos a voz de HaShem plena de alegria ecoando pelo espaço: “...é muito bom...” e o Eterno finalmente ficará plenamente satisfeito...

Mas, por agora, ninguém conhece o seu perfume, os seus olhos, as suas mãos, os seus cabelos, a sua barba, o seu caminhar, o seu partir do pão e do peixe, e o seu delicioso vinho. Ninguém sabe como será aquela que ele amará como esposa nem como serão seus filhos, porque ele trará em si os olhos e a música de David e a poesia e juízos de Sh’lomò, de cuja descendência nascerá. Ninguém viu, ainda, o seu sorriso, o seu modo de abençoar, o seu cântico, a sua amizade, a sua presença, o seu sangue, o seu espírito e, não obstante, ele é o desejado de todas as nações.

E por que ainda não o conhecem? Porque vêem mal, com os olhos enceguecidos da religião, das teologias e das intrigas medievais, vêem com más intenções, e por isso não enxergam; não ouvem e não escutam, porque ouvem mal, conforme as conveniências e, se o encontrassem não lhe reconheceriam. Provavelmente, o desprezariam, porque não seria grego ou romano, não seria russo nem alemão. Desprezariam porque ele seria um judeu – o melhor dos judeus! Desprezariam porque ele não nasceria em um calendário pagão, como querem os homens platônico-aristotélicos, nem seria um judeu nascido em terra estranha, como querem algumas escolas e grupos.

Desprezariam porque ele teria em um dos braços a Torá e no outro, os Nevi’im. De um lado o acompanharia Moshè rabenu; do outro, os Profetas. Desprezariam Mashiach porque o seu coração é a força dos Tehilim e a sua alma formada nas deliciosas Festas Judaicas e nas Canções que enchem nossas vidas de contentamento.

E somente aqueles que ouviram, repetidas vezes, o seu pai declamando delicadamente os versos dos Cânticos de Sh’lomo para sua terna esposa; e ouviram, também, a voz e a força dos Provérbios e da Meguilat Ester, quando estavam junto com seus irmãos, ao redor de uma mesa, iluminada pelas chamas de um Candelabro e perfumada pela delícia das Chalôt, poderiam saber como será o Mashiach.

Os outros o desprezariam e o odiariam porque na sua boca e no seu coração os Ensinamentos jamais seriam uma nova religião: mas a luz, a renovação, o azeite, o ser humano pleno que nos falta: a perfeita leitura e interpretação da vontade do Eterno יהוה: “...que os homens sejam feitos à nossa imagem e semelhança...”, superando as faces do bem e do mal, com a unção e o fogo da Ruach HaElohim!

Os homens maus, poderosos, senhores do império de ouro, prata, ferro e barro, mataram milhares de crianças judias pelos milênios, esperando que ele fosse morto – e continuam matando crianças e comendo a carne de seus filhos, com seus votos ao vento! E hoje, vestidos de Babilônia, de Roma e Edon, culpam-nos de uma cruz forjada na ignorância dos ecos do Coliseu e, insistem, que devemos morrer por ela. E em dois mil anos de necrofagia que não termina, num discurso de morte que não termina, numa procissão mórbida que não termina, em cruzadas genocidas que não terminam, em inquisições necrófilo-religiosas que não terminam, em holocaustos que não terminam, em bombas que não se calam – embriagados do nosso sangue, exigem que nos dobremos diante dos seus deuses pagãos e profetas tresloucados! Exigem que ouçamos seus missionários delinqüentes e nos dão o fel da exclusão!

E as filhas, orientais e ocidentais, desta grande prostituta, estejam ou não cobertas, vendem a ilusão in memoriam (aos pedacinhos) nas praças, nos salões alugados, nos templos de isopor, nos canais de rádio e televisão mal adquiridos, nos campos de futebol, nas capelas, nas basílicas, nas igrejas, nos terreiros, nos centros, nas encruzilhadas, nos sagrados Shopping Centers, nas Bolsas de Valores, nos chaveiros, nas lojas, nas passadas Torres Gêmeas, nas peregrinações, na estampa maledetta do dinheiro, nos porta-aviões, nos discursos vazios, nas lojas de hambúrgueres, nas árvores, nas bolinhas de natal, nas ceias de natal e no frango assado de natal e nos dias de dezembro (aliás, dezembro e novembro inteiros, porque os pedacinhos da ilusão devem mover o comércio!)

Ah, esse Rabi desconhecido, o Mashiach, se os homens o encontrassem em quaisquer lugares, certamente o desprezariam (porque não nasceu em dezembro!) porque será do sangue hebreu de Abraham, Itschak e Ya'akov, e porque seria instruído/instruindo por Moshè rabenu, e porque é o coração e o gemido de Yehoshua, dos Shoftim, dos Melajim, de David, de Sh’lomò, de Yeshayahu, de Yirmiahu, de Yejezkel, de Daniyel, de Hoshea, de Yoel, de Amós, de Ovadiá, de Yoná, de Mijá, de Najum, de Javacuc, de Tz'faniá, de Jagai, de Zejariá, de Malají e de todos os Yehudim de todos os tempos. Porque é a plenitude: a perfeita Creação/Creador; porque chora desde sempre, com gemidos de quem quer estar em Jerusalém – e ninguém pode amá-lo ou compreendê-lo se não souber amar Jerusalém, o Beit HaMikdash e a Torá!

Ah, esse Rabi, meu irmão, jamais poderia ter nascido de Atenas, em meio às festas e bacanais, porque não é filó-sofo: é a própria Sabedoria. Jamais poderia ter nascido de Roma ou de suas Províncias, em meio aos festins e orgias, porque não é jur-ista: é a própria Justiça. Somente poderá nascer em Judá, em meio às Festas de Pessach, e Shavuot, Yom Kipur e Sucot, e na alegria de um Shabat: porque ele será Shalom!

Choramos e esperamos nesta triste Galut, o tempo de seu reino. No “quatiere ebraico” da Via Olmo Perino, de Fondi, Província de Latina, na Itália, há uma antiquíssima Sinagoga que se chama Scuola, conhecida pelos italianos como Casa Degli Spiriti. Às vezes, quando caminho por aquele “quartiere” e paro no pequeno pátio florido diante da Sinagoga (ali, minha família viveu por séculos), meus olhos se enchem de luz e esperança. Enquanto fico ali, diante da Sinagoga, fora do “quartiere”, às minhas costas, exatamente atrás, ficam as três Igrejas Católicas de Fondi: Santa Maria Assunta, San Pietro e San Francesco. Mais distante, do outro lado da cidade, à minha esquerda, ficam duas Chiese Evangeliche di Fondi, e à minha direita, um grupo de muçulmanos. E eu, parado ali, sinto um calor invadir meu peito e é impossível não chorar, porque ouço das vias deste “quartiere ebraico” o clamor das vozes de centenas de judeus, levados e mortos, pelos religiosos de fora, pela sua inquisição, pelos fascistas, nazistas e outros canalhas injustos. E ouço, também, como auto-condenação, os sinos badalando incessantemente e alguma gritaria conjunta de igrejas evangélicas e vozes islâmicas.

Mas, do silêncio estranhamente respeitoso da Sinagoga, ouço a voz inconfundível de Mashiach, dizendo-me: “...o Espírito de HaShem יהוה está sobre mim, porque Ele me ungiu, para pregar aos mansos e revigorá-los: enviou-me a restaurar os chorosos de coração, a proclamar liberdade aos escravizados, e a abertura de prisão aos presos...”

Texto dedicado à memória de centenas de vidas que tombaram diante do furor bestial eclesiástico, nazista e fascista, durante os séculos no Ghetto do Lazio, Itália, cujo sangue e fé honro em cada uma das linhas da Torá. Às vozes judaicas que teimam em não calar pelos séculos e séculos até que possamos estar com Mashiach em Yerushalaim!

27 novembre 2003 – 2 kislev 5764 © copyright do autor

© Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direitopela USP. Mestre em Religião pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Bacharel em Direito e Licenciado em Filosofia. Rav na Sinagoga Scuola - Beit Midrash. Membro da UBE. Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. Advogado e Professor universitário.


domingo, 14 de setembro de 2008

Contribuição para o Midrash sobre a Parashá RÊE




Contribuição para o Midrash sobre a Parashá RÊE

pelo Rav Pietro Nardella-Dellova



in Devarim (Deuteronômio) 11:26 a 16:17



Tendo feito a Bênção da Torá (pág. 357 do Sidur), desenvolvemos o Midrash sobre a Parashá Rêe, destacando quatro pontos fundamentais da Porção:







Abaixo uma síntese do Midrash!






1) A reafirmação da alimentação Casher e o corpo humano, como expressão máxima do cuidado com o próprio corpo (somos o que comemos!!!). O Eterno fez primeiramente o "corpo" e o considerou bom e muito bom, por isso mesmo o cuidado com o mesmo, o asseio, a alimentação, os exercícios, manifestam o respeito que temos com o nosso próprio corpo. Ao contrário do pensamento "comum" ocidental (não judaico) o corpo deve ser valorizado, respeitado e cuidado, pois é parte do "homem integral": corpo, alma, espírito e relações sociais! O corpo deve ser valorizado a fim de que a alma e o espírito se completem! Escolher a boa alimentação "casher", os relacionamentos saudáveis e "permitidos" por HaShem e respeitar-se enquanto um "ser humano" são manifestações do nosso processo de respeito e adoração a HaShem! Voltar-se contra o corpo, violando-o e permitindo que seja aviltado com relações ilícitas, é dar as costas a HaShem!






2) As duas faces da criação: Brachá (Bênção) e Kalala (Maldição), sintetizadas no trecho Devarim 11: 26-28, colocam cada judeu e cada judia em estado de "responsabilidade" a fim de optarem por uma ou outra situação. A Bênção (Brachá) está intimamente relacionada com a prática das Mitzvôt e a Maldição (Kalala), com a desobediência! Foi lembrado que todas as coisas já estão "creadas", feitas e constituídas, sobretudo, as "energias" que determinam a "bênção" e a "maldição". A questão não é de "vingança" de HaShem, mas, ao contrário, de Misericórdia, tendo em vista que Ele nos deu a Torá e as Mitzvôt para, primeiramente, Instrução e, em segundo lugar, constituição, formação! Ao negarmos uma Mitzvá, negamos todas, e negamos HaShem, pois, na passagem, em hebraico, de Devarim 11:27 (vide na parte em hebraico) aparecem três expressões significativas: Mitzvôt HaShem e Mitzvá!!! Ou seja, os Mandamentos (Mitzvôt, no plural) são de HaShem. Por isso mesmo são 613=1 (Echad): O Eterno é Um! No trecho, encontramos a expressão Mitzvôt de HaShem (Mandamentos de HaShem). No final da frase do pasuk (versículo) 27 encontramos a expressão Mitzvá (Mandamento) no singular dando o fechamento. Ou seja, é uma Mitzvá única o conjunto das Mitzvôt (613)! Baruch HaShem!






Ao nos voltarmos contra HaShem e contra as Mitzvôt ficamos "deformados" fisicamente, emocionalmente, espiritualmente e socialmente. Nossa face demonstra o defeito da desobediência e a conseqüente situação de "kalala" e deterioramos nossa vida pois, como ensina o Tanach (Torá, Profetas e Escritos) "...um abismo atrai outro abismo..."Enfatizei que é um estado de infantilidade espiritual e imaturidade na experiência com a Torá querer, movido por forças emocionais, determinar uma bênção sobre qualquer pessoa (estranho ou parente) que, por vontade própria, coloque-se em "atrito" com as Mitzvôt, vez que a "bênção" possível a uma pessoa é cumpri-las (as Mitzvôt) em sua vida individual!






3) Os profetas idólatras! (Devarim 13: 2-6). É possível haver "profetas ou sonhadores" que mostrem sinais ou façam milagres! Fazer sinais ou milagres não é característica de um Profeta de HaShem! Ao contrário, o Eterno "nos testa" com manifestações mágicas, diante de profetas ou sonhadores "milagrosos" a fim de sabermos qual o nosso estado de "obediência" à Tora, diante de HaShem!4) Os missionários idólatras! (Devarim 13: 7-12). É possível aparecer no nosso meio, social ou familiar, pessoas de nossa relação de amizade ou afeição (por exemplo, membros, filhos, filhas, esposas etc...) que, movidas por qualquer razão desconhecida, tentam desviar o foco, procurando conduzir os outros para distante do Eterno, das Mitzvôt e do Judaismo! O estado de missionário, nestes casos, é um defeito de caráter! Muitas pessoas têm a necessidade de "conduzir" outros, dominar sobre outros, influenciar outros! Não são apenas missionários "declaradamente idólatras", mas os que, de modo secreto, incentivam os membros de um grupo social judaico a descumprirem quaisquer das Mitzvôt (lembramos que são 613)! No mais das vezes, o mau incentivo do missionário idólatra (pois seu deus é seu "ego") relaciona-se a "idéias", "conceitos", "lashom hará" e uma influência contra os ensinamentos saudáveis transmitidos na Sinagoga!






Este é o resumo do Midrash! Baruch HaShem!



Nas bênçãos,



Rav Pietro Nardella-Dellova

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Mitzvá 207 - Amar o Prosélito

Mitzvá 207 - Positiva:
AMAR O PROSÉLITO (CONVERTIDO)

Por esta Mitzvá somos ordenados a amar o convertido (prosélito). Ela está expressa na Palavra de HaShem, enaltecido seja Ele "e amareis o prosélito" (Devarim "Deuteronômio" 10:19). Embora esse prosélito esteja incluído em Israel - de tal forma que as palavras "amarás o teu próximo com a ti mesmo" (Vayicrá "Levítico" 19:18) se aplique também a ele -, o Eterno ordenou que lhe seja dedicado um amor maior, porque ele se converteu à Fé, e acrescentou uma Mitzvá especial em seu favor, assim como fez no caso da advertência quanto a enganá-lo, onde HaShem ordena: "e não enganareis cada um a seu companeiro" (Vayicrá 25:17), e depois acrescenta: "ao convertido não fraudareis" (Shemot "Êxodo" 22:20). A explicação dada na Guemará é que "aquele que engana um convertido/prosélito é culpado de duas violações, ou seja, "não enganareis cada um a seu companheiro" e "ao prosélito/convertido não fraudareis". Também nossa obrigação de amá-lo está em ambos: "amarás o teu próximo como a ti mesmo" e "amareis o convertido/prosélito". Isto está claro acima de qualquer dúvida, e não conheço ninguém que, ao enumerar as Mitzvôt, tenha se enganado a este respeito.
Na maioria dos Midrashot está explicado que o Eterno nos ordenou em relação aos convertidos/prosélitos o que Ele nos ordenou com relação a Si mesmo ao dizer: "e amarás o Eterno, teu D'us" (Devarim "Deuteronômio" 6:5) e "amareis o prosélito".

Maimônides

Mitzvá 206 - amar o próximo

Mitzvá 206:
Amar o próximo - por esta Mitzvá somos ordenados a amar unsn aos outros da mesma forma que amamos a nós mesmos, e que o amor e a compaixão de alguém por seu irmão de fé deve ser igual ao amor e compaixão que ele tem por si mesmo, com relação ao seu dinheiro, seu corpo, e a tudo o que ele possui e deseja. Tudo aquilo que eu desejar para mim, devo desejar também para ele; e tudo o que eu não quiser para mim nem para meus amigos também não devo desejar para ele. Esta Mitzvá está expressa nas Palavras de HaShem, enaltecido seja Ele, "amarás o teu próximo como a ti mesmo"
Torá: Vayicrá (Levítico) 19:18

quarta-feira, 4 de junho de 2008

בחוקתי BECHUCOTAI ou, PORQUE EU NÃO QUERO MORRER

בחוקתי BECHUCOTAI ou, PORQUE EU NÃO QUERO MORRER
(Midrash da Parashá Vayicrá (Levítico) 26:3 a 27:34)

...não me ensina a morrer/ que eu não quero/
...é como se perder de D’us/ e eu não quero/...
in Perdão Você in cd Marisa Monte

Um dia, com os pés sobre o Sinai, o Eterno chamou as almas judias (nefesh iehudim) em sua Mão e contemplou-as com seus olhos de fogo, dando-lhes o elemento vivificador. Tomou-as em suas mãos, concentrando-as, iluminando-as e provendo cada uma delas de capacidade de movimento e discernimento, lançando-as, por fim, como um semeador, em todos os tempos e lugares, para que se realizassem integralmente e criassem ambientes propícios para a humanização.

A voz de HaShem, convertida em Torá תורה , ecoou desde os tempos de Avraham avinu e se fez retumbante diante de Moshè. Fez-se davar! Fez-se humana! Fez-se próxima! Fez-se única e imortal!

E porque a misericórdia dEle é duradoura, fez sua Torá תורה imprimir-se nessas almas concentradas, então, em suas Mãos e, ao lançá-las em um tempo/espaço humanizáveis, orientou cada uma delas com Mitzvôt, ou seja, com Palavras-Princípio. São elas, as Mitzvôt, que garantem a saúde do corpo, da alma, do espírito e das relações sociais. São elas que fazem um homem e uma mulher erguerem suas cabeças e seus olhos e possuírem seu tempo! São elas que nos alinham com HaShem e com todas as forças da creação. São elas que nos possibilitam a integridade de todos os setores de nossas existências. E, ainda, são elas que nos dão a força necessária para empurrarmos nossos filhos para adiante, para um futuro em que não estaremos, no qual dependerão exclusivamente das Mitzvôt para sobreviverem.

As Mitzvôt nos garantem o sereno planejamento da nossa economia, a tranqüilidade das transações, uma energia suplementar para o abrir as janelas, a supremacia sobre o tempo, sobre as oportunidades, porque elas nos ensinam a contar. Contamos horas, dias, meses e anos! Contamos entre uma Festa e outra e utilizamos o tempo a nosso favor. Elas nos garantem um domínio singular sobre as necessidades básicas, de alimentação e vestuário, sobre as oportunidades de trabalho e de descanso. Com elas escolhemos a dedo o que queremos pôr em nossas mesas, em nossas casas.

Com elas, criamos um ambiente propício, em que a massa do pão cresce e o seu perfume, ao forno, percorre todos as salas, quartos e vidas. Com elas, olhamos em direção ao sol (mas, não para o sol) e vislumbramos Yerushalaim e, irresistivelmente, cantarolamos o Sh’má...

E quando nos encontramos em situações-limite, em situações de opressão e perseguição, em problemas cotidianos, apenas com elas, as Mitzvôt, nos levantamos, sem excitação, sem perda de energia, e descobrimos as perspectivas diante de nossos olhos! Com elas não ficamos sem perspectivas!

Por isso mesmo, HaShem usou, em uma das mãos a sua Justiça אלהים e, em outra, a Misercórdia יהוה , para nos legar as Palavras-Princípio, ou seja, as Mitzvôt. Com elas vivemos e sem elas, morremos! Com elas conseguimos passar adiante, sem que nos sintamos sufocados, com o peito fechado e a respiração ofegante. Com elas não trocamos o pão pelo lixo, nem nos sentimos compelidos a um suicídio cotidiano, não precisamos de elementos artificiais em nossas relações inter-pessoais. Com elas não temos pressa nem jogamos nossos recursos ao vento, não ficamos excitados pelo vazio e mantemos, pontualmente, o discernimento lê chaim (para a vida)!

Bechucotai בחוקתי é o movimento em direção à luz. É um simples e atento movimento em direção ao que está posto em nossas almas, em nossos olhos, em nossas vidas (a vida inteira). É o passo necessário para não nos afligirmos na ansiedade, na depressão, na excitação e na perda das perspectivas. Baruch HaShem!

E, assim, fortalecidos, amadurecidos e resolvidos pelas Mitzvôt, sentimos, à distância, a voz de HaShem, porque nesse momento, ela nos faz sentido! E ouvimos as vozes de Avraham, Ytzchak e Ya’akov, e a voz de Moshè, e as vozes de Sarah, de Rivka, de Leah e de Rahel, as nossas matriarcas nos legando leveza e robustez. Sabemos o caminho de ida e de volta!

© do autor, Contagem do Ômer, em 1 de Sivan, 5768 (3/6/2008)

Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direito pela USP e em CRe pela PUC/SP. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE. Autor dos livros AMO, NO PEITO e ADSUM. Professor e Consultor de Direito
Mais informações e textos: http://nardelladellova.blogspot.com/
Contato: professordellova@libero.it

Nestes Shabat: Shacharit, Bat Mitzvá e Preparação para Shavuot


Querida Sinagoga Scuola, Shalom Alechem!

Neste Shabat teremos a alegria de estar em mais um "delicioso" Serviço de Shacharit, tendo a oportunidade singular de navegar pelas águas de Ma Tôvu, Adon Olan. E voar com as asas das Bênçãos da Manhã, interagindo com o Eterno, B'H com as passagens de Hallel, enquanto nossos olhos, em modo discreto e respeitoso, contemplam as Portas do Aron HaKodesh se abrindo para, como dois braços, convidar-nos à Torá. Provocando-nos à dança com a Torá e seu descanso sobre a Bimá e, diante destas maravilhas, integralmente, mergulharmos na doçura do Sh'má Yisrael..., recebendo o Midrash que HaShem nos inspirar a oferecer e, finalmente, o manto com que nos cobre a Birkat HaKohanim.

Entrementes, a jovem Gabriela Ribeiro Zucco, em Bat Mitzvá, será trazida pelos seus pais e demais jovens da Sinagoga, diante de um consciente Minyan. Sob o som de músicas judaicas e, após as recitações em que foi orientada, serão lançadas sobre ela as Brachôt pertinentes e a especial Birkat HaKohanim. E, assim, ela será recebida como uma "batmitzvá", fortalecida com a responsabilidade de interagir com o Eterno, B'H, de forma direta e precisa, por via das Mitzvôt e de uma Vida Judaica da qual ela venha a se orgulhar, sendo, finalmente, considerada uma Mulher Virtuosa!

E, para que nosso júbilo se complete, este Shabat é a preparação para SHAVUOT, a Festa da Torá, a Festa da Colheita. A Festa especialmente dedicada à comemoração da Entrega da Torá, pelo Eterno, por intermédio de Moshè rabenu. A Torá, A Instrução, como expressão da Misericórdia de HaShem pelo seu povo e do seu Amor pela humanidade!

Nossas crianças receberão doces, chocolates e sorrisos afetuosos, nesta preparação. Domingo, à noite, é a Véspera de Shavuot e é de boa conduta que, todos, deixando do lado seus problemas, suas dificuldades e suas vicissitudes, possam, efetivamente, promover reuniões de almoço, de jantares, de cafés em que haja doces, muitos doces, pois a Torá é doce como o mel... Baruch HaShem...

Continuem, de forma intensa e precisa, na segunda-feira e terça-feira, ou seja, o primeiro e o segundo dia de Shavuot, promovendo jantares, encontros festivos, cafés etc... Não importa como, mas a reunião, feliz e sincera, cujo assunto sejam as Maravilhas do Eterno, especialmente, a Entrega da Torá!

Nas bênçãos, um Shabat Shalom

Rav Pietro Nardella-Dellova

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Próximas Festas Judaicas (de 2/6 a 10/6) - Sinagoga Scuola/Beit Midrash

Iyar/5768 – 6/5 a 3/6/2008
2/6 – Dia da Libertação de Jerusalém

Sivan/5768 – 4/6 a 3/7/2008
4/6 – Rosh Chôdesh (lua nova)
8/6 – Véspera de Shavuot
9 e 10/6 – primeiro e segundo dia de Shavuot

domingo, 25 de maio de 2008

Declaration of Establishment of State of Israel

ERETZ-ISRAEL [(Hebrew) - the Land of Israel, Palestine] was the birthplace of the Jewish people. Here their spiritual, religious and political identity was shaped. Here they first attained to statehood, created cultural values of national and universal significance and gave to the world the eternal Book of Books.
After being forcibly exiled from their land, the people kept faith with it throughout their Dispersion and never ceased to pray and hope for their return to it and for the restoration in it of their political freedom.
Impelled by this historic and traditional attachment, Jews strove in every successive generation to re-establish themselves in their ancient homeland. In recent decades they returned in their masses. Pioneers, ma'pilim [(Hebrew) - immigrants coming to Eretz-Israel in defiance of restrictive legislation] and defenders, they made deserts bloom, revived the Hebrew language, built villages and towns, and created a thriving community controlling its own economy and culture, loving peace but knowing how to defend itself, bringing the blessings of progress to all the country's inhabitants, and aspiring towards independent nationhood.
In the year 5657 (1897), at the summons of the spiritual father of the Jewish State, Theodore Herzl, the First Zionist Congress convened and proclaimed the right of the Jewish people to national rebirth in its own country.
This right was recognized in the Balfour Declaration of the 2nd November, 1917, and re-affirmed in the Mandate of the League of Nations which, in particular, gave international sanction to the historic connection between the Jewish people and Eretz-Israel and to the right of the Jewish people to rebuild its National Home.
The catastrophe which recently befell the Jewish people - the massacre of millions of Jews in Europe - was another clear demonstration of the urgency of solving the problem of its homelessness by re-establishing in Eretz-Israel the Jewish State, which would open the gates of the homeland wide to every Jew and confer upon the Jewish people the status of a fully privileged member of the comity of nations.
Survivors of the Nazi holocaust in Europe, as well as Jews from other parts of the world, continued to migrate to Eretz-Israel, undaunted by difficulties, restrictions and dangers, and never ceased to assert their right to a life of dignity, freedom and honest toil in their national homeland.
In the Second World War, the Jewish community of this country contributed its full share to the struggle of the freedom- and peace-loving nations against the forces of Nazi wickedness and, by the blood of its soldiers and its war effort, gained the right to be reckoned among the peoples who founded the United Nations.
On the 29th November, 1947, the United Nations General Assembly passed a resolution calling for the establishment of a Jewish State in Eretz-Israel; the General Assembly required the inhabitants of Eretz-Israel to take such steps as were necessary on their part for the implementation of that resolution. This recognition by the United Nations of the right of the Jewish people to establish their State is irrevocable.
This right is the natural right of the Jewish people to be masters of their own fate, like all other nations, in their own sovereign State.
ACCORDINGLY WE, MEMBERS OF THE PEOPLE'S COUNCIL, REPRESENTATIVES OF THE JEWISH COMMUNITY OF ERETZ-ISRAEL AND OF THE ZIONIST MOVEMENT, ARE HERE ASSEMBLED ON THE DAY OF THE TERMINATION OF THE BRITISH MANDATE OVER ERETZ-ISRAEL AND, BY VIRTUE OF OUR NATURAL AND HISTORIC RIGHT AND ON THE STRENGTH OF THE RESOLUTION OF THE UNITED NATIONS GENERAL ASSEMBLY, HEREBY DECLARE THE ESTABLISHMENT OF A JEWISH STATE IN ERETZ-ISRAEL, TO BE KNOWN AS THE STATE OF ISRAEL.
WE DECLARE that, with effect from the moment of the termination of the Mandate being tonight, the eve of Sabbath, the 6th Iyar, 5708 (15th May, 1948), until the establishment of the elected, regular authorities of the State in accordance with the Constitution which shall be adopted by the Elected Constituent Assembly not later than the 1st October 1948, the People's Council shall act as a Provisional Council of State, and its executive organ, the People's Administration, shall be the Provisional Government of the Jewish State, to be called "Israel".
THE STATE OF ISRAEL will be open for Jewish immigration and for the Ingathering of the Exiles; it will foster the development of the country for the benefit of all its inhabitants; it will be based on freedom, justice and peace as envisaged by the prophets of Israel; it will ensure complete equality of social and political rights to all its inhabitants irrespective of religion, race or sex; it will guarantee freedom of religion, conscience, language, education and culture; it will safeguard the Holy Places of all religions; and it will be faithful to the principles of the Charter of the United Nations.
THE STATE OF ISRAEL is prepared to cooperate with the agencies and representatives of the United Nations in implementing the resolution of the General Assembly of the 29th November, 1947, and will take steps to bring about the economic union of the whole of Eretz-Israel.
WE APPEAL to the United Nations to assist the Jewish people in the building-up of its State and to receive the State of Israel into the comity of nations.
WE APPEAL - in the very midst of the onslaught launched against us now for months - to the Arab inhabitants of the State of Israel to preserve peace and participate in the upbuilding of the State on the basis of full and equal citizenship and due representation in all its provisional and permanent institutions.
WE EXTEND our hand to all neighbouring states and their peoples in an offer of peace and good neighbourliness, and appeal to them to establish bonds of cooperation and mutual help with the sovereign Jewish people settled in its own land. The State of Israel is prepared to do its share in a common effort for the advancement of the entire Middle East.
WE APPEAL to the Jewish people throughout the Diaspora to rally round the Jews of Eretz-Israel in the tasks of immigration and upbuilding and to stand by them in the great struggle for the realization of the age-old dream - the redemption of Israel.
PLACING OUR TRUST IN THE "ROCK OF ISRAEL", WE AFFIX OUR SIGNATURES TO THIS PROCLAMATION AT THIS SESSION OF THE PROVISIONAL COUNCIL OF STATE, ON THE SOIL OF THE HOMELAND, IN THE CITY OF TEL-AVIV, ON THIS SABBATH EVE, THE 5TH DAY OF IYAR, 5708 (14TH MAY,1948).
David Ben-Gurion
Daniel AusterMordekhai BentovYitzchak Ben ZviEliyahu BerligneFritz BernsteinRabbi Wolf GoldMeir GrabovskyYitzchak GruenbaumDr. Abraham GranovskyEliyahu DobkinMeir Wilner-KovnerZerach WahrhaftigHerzl Vardi
Rachel CohenRabbi Kalman KahanaSaadia KobashiRabbi Yitzchak Meir LevinMeir David LoewensteinZvi LuriaGolda MyersonNachum NirZvi SegalRabbi Yehuda Leib Hacohen Fishman
David Zvi PinkasAharon ZislingMoshe KolodnyEliezer KaplanAbraham KatznelsonFelix RosenbluethDavid RemezBerl RepeturMordekhai ShattnerBen Zion SternbergBekhor ShitreetMoshe ShapiraMoshe Shertok
* Published in the Official Gazette, No. 1 of the 5th, Iyar, 5708 (14th May, 1948).

domingo, 17 de fevereiro de 2008

ISRAELE: NOTIZIE DI FEBBRAIO

ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova

FONTE: ISRAELE.net
http://www.israele.net/

15/02/2008
Almeno otto missili Qassam palestinesi lanciati giovedì pomeriggio e sera dalla striscia di Gaza verso Israele. Uno si è abbattuto vicino a una cisterna d'acqua a sud di Ashkelon. Altri due sul moshav Netiv Haassara colpendo il cortile di una abitazione e le serre.

15/02/2008
''Israele è minacciato sin dalla sua nascita. Sappiamo come misurarci con queste minacce ed è ciò che faremo anche ora”. Così il ministro degli esteri israeliano Tzipi Livini ha reagito alla dichiarazione di “guerra aperta” a Israele del capo Hezbollah Hassan Nassrallah.

15/02/2008
In segno di solidarietà con gli abitanti di Sderot, la rete televisiva israeliana Canale 10 ha deciso di annunciare ogni allarme Qassam proveniente dalla striscia di Gaza con una luce rossa in un angolo dello schermo, durante la diffusione dei suoi programmi.

15/02/2008
Washington allarmata per la dichiarazione di “guerra aperta” lanciata a Israele dal segretario generale di Hezbollah Hassan Nasrallah. “Ogni volta che un'organizzazione terroristica minaccia una democrazia, uno stato membro delle Nazioni Unite, ciò dovrebbero preoccupare tutti i paesi civili”, ha dichiarato il portavoce del dipartimento di stato Usa Sean McCormack.

15/02/2008
Libano: il leader dei drusi ha affermato che la Siria è all'origine della eliminazione di Imad Mughniyeh. L'accusa è stata formulata durante un discorso in occasione del terzo anniversario dell'assassinio dell'ex primo ministro Rafic Hariri.

15/02/2008
Il ministro della difesa israeliano Ehud Barak stima in 200 milioni di shekel la somma necessaria per la protezione dell'insieme delle abitazioni di Sderot. Il dossier sarà esaminato dal prossimo consiglio dei ministri.

15/02/2008
“I fedeli musulmani devono essere fieri di Mughniyeh”. Lo ha dichiarato giovedì il ministro degli esteri iraniano Manoushehr Mottaki. Poco prima, il presidente Ahmed Ahmedinejad aveva inviato un telegramma di condoglianze al capo di Hezbollah Hassan Nassrallah nel quale si legge: ''Benché il popolo libanese abbia perso il comandante supremo, ne abbiamo in serbo milioni come lui”.

15/02/2008
Al-Qaeda esorta gli islamisti ad “attaccare Israele e liberare la Palestina”. Abu Omar al-Bagdadi, capo di Al-Qaeda in Iraq, ha diffuso un messaggio via internet nel quale propone di trasformare l’Iraq “nella piattaforma di lancio per la conquista di Gerusalemme” e critica le organizzazioni terroristiche palestinesi, Hamas in testa, per aver fallito nel “liberare la Palestina”.

15/02/2008
Iraq: il capo sciita estremista Moqtada Sadr ufficialmente in lutto per Imad Mughniyeh.

15/02/2008
5 missili Qassam palestinesi sono stati lanciati dalla striscia di Gaza su Israele nella mattina di giovedì.

15/02/2008
Imad Mughniyeh aveva incontrato un alto responsabile della sicurezza siriano poco prima di essere ucciso. Una fonte iraniana avrebbe detto al giornale arabo Asharq al-Awsat che il capo terrorista Hezbollah era partito 25 giorni fa da Teheran per Damasco, dove doveva incontrare il capo dell'ufficio politico di Hamas Khaled Mechaal.

15/02/2008
Le Forze di Difesa israeliane hanno distrutto giovedì mattina degli edifici abbandonati nella vecchia zona industriale di Erez, al nord della striscia di Gaza: da tempo fungevano da riparo per i commando terroristici che lanciano Qassam di Israele.

15/02/2008
Secondo Nir Barkat, membro del consiglio comunale di Gerusalemme, alti responsabili palestinesi hanno affermato che il vice primo ministro israeliano Haim Ramon e il funzionario di Fatah Mohamed Rashid avrebbero condotto negoziati segreti sulla divisione di Gerusalemme, approvati dal ministro degli esteri israeliano Tzipi Livni.

15/02/2008
Sette missili Qassam palestinesi lanciati mercoledì dalla striscia di Gaza verso il territorio israeliano.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Por: Yossi Groisseoign: Visão Judaica Panorâmica

Prezados amigos, Shalom Alechem!

Vejam no link

http://www.visaojudaica.com.br/Marco2006/panoramica/panoramica.htm

Shalom
Sinagoga Scuola
Rav Pietro Nardella-Dellova

Manifesto sionista su carta intestata del Judenrat dell'anno 1941


Manifesto sionista su carta intestata del Judenrat dell'anno 1941

ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova


fonte: israele.net







"Una nazione ebraica è qualcosa di cui il mondo ha bisogno, e questa è la ragione per cui verrà creata. Se fosse solo un uomo a pensarla così, si potrebbe definirla un’idea folle. Invece l’idea di uno stato ebraico è certamente accettabile e fattibile. Diventerà realtà senza particolari difficoltà. Nello stato ebraico, la giovane generazione scoprirà un futuro luminoso di libertà e dignità”.

Questo passaggio appare in un documento, finora mai reso pubblico, che venne scritto nel ghetto di Lodz nel 1941 e che descrive la formazione di un futuro stato ebraico. Il documento, che precede di sette anni l’effettiva dichiarazione di indipendenza di Israele (1948), sarà messo in mostra al pubblico presso il museo del kibbutz Lohamei HaGetaot (Combattenti del Ghetto), in Galilea occidentale.L’autore è anonimo, ma la dichiarazione in polacco è scritta sulla carta da lettere ufficiale dello Judenrat (ente amministrativo ebraico) del Ghetto di Lodz.





La firma in calce è quella di Mordechai Chaim Rumkowski, capo dello Judenrat del Ghetto di Lodz. Il documento è datato 18 e 19 maggio 1941.“Formeremo una sola legione sull’esempio della Legion d’Onore francese e la chiameremo Onore Ebraico. Il suo simbolo sarà un nastro giallo, e così il simbolo della nostra vergogna si trasformerà nel nuovo emblema del nostro orgoglio ritrovato”, recita l’ultimo periodo del documento di tre pagine.Il museo ha dato l’annuncio del documento nella ricorrenza del Giorno della Memoria.





Secondo il direttore generale del museo, Simcha Stein, il documento manoscritto comprende piani dettagliati per la formazione di uno stato ebraico. Stein dice che sono anche elencate le ragioni dell’esigenza di fondare un tale stato e gli enti responsabili della sua fondazione. Contiene anche suggerimenti di sanzioni per quanti violeranno le leggi fondamentali dello stato.La dichiarazione era scritta sul retro dei documenti che elencavano la lista delle persone aventi diritto a ricevere indumenti e cibo, e anche quelle escluse da quella lista.





Essere sulla lista poteva significare la differenza tra la vita e la morte nel ghetto di Lodz, che era il secondo maggior ghetto, dopo quello di Varsavia, per ebrei e rom nella Polonia sotto l’occupazione tedesca.Circa 200.000 persone lottavano per la sopravvivenza sulla superficie di 4 km quadrati del ghetto. Circa 43.500 di loro morirono d’inedia, freddo e malattie varie. Chiunque si avvicinasse alle mura del ghetto rischiava di essere ucciso a fucilate dalle guardie naziste del ghetto.Inteso all’inizio come punto di raccolta temporaneo per ebrei, il ghetto divenne una specie di centro industriale, che riforniva la Germania nazista. La sua notevole produttività permise al ghetto di sopravvivere fino all’agosto 1944.





Il ghetto fu l’ultimo in Polonia ad essere “liquidato”, quando i prigionieri che vi erano rimasti furono trasportati ad Auschwitz, insieme a Rumkowski e alla sua famiglia che vi morirono il 28 agosto 1944.“Nella nostra terra promessa, anche se avremo lunghi nasi aquilini, anche se avremo la barba rossa o nera e le gambe storte, non saremo oggetto di ridicolo e di scherno”, si legge nel documento.

Finalmente vivremo là come uomini e donne liberi, e moriremo in pace nella nostra patria. Là riceveremo riconoscimento per le nostre grandi imprese”. La dichiarazione, che il direttore degli archivi del museo Yossi Shavit dice poter essere una bozza, prosegue così: "Vivremo là con il consenso di tutto il mondo. La nostra emancipazione a sua volta servirà a emancipare il mondo. Le nostre ricchezze arricchiranno il mondo e la nostra grandezza contribuirà a quella del mondo. La parola zyd [giudeo], che era usata come termine offensivo ed umiliante, diventerà ragione di orgoglio, come altri popoli sono fieri di chiamarsi tedeschi, inglesi o francesi”.Shavit dice che qualunque pezzo di carta nel ghetto di Lodz era un bene prezioso, per non parlare della lista che appare sul retro della “dichiarazione di indipendenza”.





La carta, dice, era preziosa perché serviva a riscaldare, a foderare e a isolare indumenti e scarpe.Lo stile della scrittura induce Shavit a sospettare che l’autore fosse Oskar Singer, che spesso scriveva durante la sua permanenza nel ghetto di Lodz. Alcune delle sue opere firmate si possono trovare nella documentazione nel The Ghetto Fighters' House - Itzhak Katzenelson Holocaust and Jewish Resistance Heritage Museum.Oskar Singer morì dopo che il ghetto fu liquidato. “Si tratta di un uomo di statura e visione straordinaria. Lo definirei un secondo Herzl – dice Shavit – Allora doveva lottare per sopravvivere. Il cibo era scarso e tutti cercavano di metter le mani su una briciola di pane o su un pezzo di legno per fare un fuoco con cui scaldarsi. E là quest’uomo fu in grado di conservare la sua umanità, di creare e di pensare lucidamente”.





Stein, il direttore del museo, dice che quello che l’ha colpito di più del documento è stato che, mentre gli ebrei di Polonia e dell’Europa intera venivano raccolti e assassinati in massa, “c’erano ancora quelli che credevano nel trionfo del popolo ebraico nella propria terra. Rivelare questo documento pieno di speranza e di ottimismo nel 60esimo anno dell’esistenza di Israele riveste un significato speciale”.





(Da: Ha’aretz, 29.01.08)





Nella foto in alto: Ebrei internati nel Ghetto di Lodz

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Dichiarazione della Fondazione dello Stato d'Israele / Declaração da Fundação do Estado de Israel


Dichiarazione della Fondazione dello Stato d'Israele



Ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova

ai miei fratelli ebrei del grande Kibutz della galut



In ERETZ ISRAEL è nato il popolo ebraico, qui si è formata la sua identità spirituale, religiosa e politica, qui ha vissuto una vita indipendente, qui ha creato valori culturali con portata nazionale e universale e ha dato al mondo l'eterno Libro dei Libri.Dopo essere stato forzatamente esiliato dalla sua terra, il popolo le rimase fedele attraverso tutte le dispersioni e non cessò mai di pregare e di sperare nel ritorno alla sua terra e nel ripristino in essa della libertà politica. Spinti da questo attaccamento storico e tradizionale, gli ebrei aspirarono in ogni successiva generazione a tornare e stabilirsi nella loro antica patria; e nelle ultime generazioni ritornarono in massa.


Pionieri, ma'apilim e difensori fecero fiorire i deserti, rivivere la loro lingua ebraica, costruirono villaggi e città e crearono una comunità in crescita, che controllava la propria economia e la propria cultura, amante della pace e in grado di difendersi, portando i vantaggi del progresso a tutti gli abitanti del paese e aspirando all'indipendenza nazionale. Nell'anno 5657 (1897), alla chiamata del precursore della concezione d'uno Stato ebraico Theodor Herzl, fu indetto il primo congresso sionista che proclamò il diritto del popolo ebraico alla rinascita nazionale del suo paese.


Questo diritto fu riconosciuto nella dichiarazione Balfour del 2 novembre 1917 e riaffermato col Mandato della Società delle Nazioni che, in particolare, dava sanzione internazionale al legame storico tra il popolo ebraico ed Eretz Israel [Terra d'Israele] e al diritto del popolo ebraico di ricostruire il suo focolare nazionale.La Shoà [catastrofe] che si è abbattuta recentemente sul popolo ebraico, in cui milioni di ebrei in Europa sono stati massacrati, ha dimostrato concretamente la necessità di risolvere il problema del popolo ebraico privo di patria e di indipendenza, con la rinascita dello Stato ebraico in Eretz Israel che spalancherà le porte della patria a ogni ebreo e conferirà al popolo ebraico la posizione di membro a diritti uguali nella famiglia delle nazioni. I sopravvissuti all'Olocausto nazista in Europa, così come gli ebrei di altri paesi, non hanno cessato di emigrare in Eretz Israel, nonostante le difficoltà, gli impedimenti e i pericoli e non hanno smesso di rivendicare il loro diritto a una vita di dignità, libertà e onesto lavoro nella patria del loro popolo.Durante la seconda guerra mondiale, la comunità ebraica di questo paese diede il suo pieno contributo alla lotta dei popoli amanti della libertà e della pace contro le forze della malvagità nazista e, col sangue dei suoi soldati e il suo sforzo bellico, si guadagnò il diritto di essere annoverata fra i popoli che fondarono le Nazioni Unite. Il 29 novembre 1947, l'Assemblea Generale delle Nazioni Unite adottò una risoluzione che esigeva la fondazione di uno Stato ebraico in Eretz Israel.


L'Assemblea Generale chiedeva che gli abitanti di Eretz Israel compissero loro stessi i passi necessari da parte loro alla messa in atto della risoluzione. Questo riconoscimento delle Nazioni Unite del diritto del popolo ebraico a fondare il proprio Stato è irrevocabile. Questo diritto è il diritto naturale del popolo ebraico a essere, come tutti gli altri popoli, indipendente nel proprio Stato sovrano.


Quindi noi, membri del Consiglio del Popolo, rappresentanti della Comunità Ebraica in Eretz Israel e del Movimento Sionista, siamo qui riuniti nel giorno della fine del Mandato Britannico su Eretz Israel e, in virtù del nostro diritto naturale e storico e della risoluzione dell'Assemblea Generale delle Nazioni Unite, dichiariamo la fondazione di uno Stato ebraico in Eretz Israel, che avrà il nome di Stato d'Israele.Decidiamo che, con effetto dal momento della fine del Mandato, stanotte, giorno di sabato 6 di Iyar 5708, 15 maggio 1948, fino a quando saranno regolarmente stabilite le autorità dello Stato elette secondo la Costituzione che sarà adottata dall'Assemblea costituente eletta non più tardi del 1 ottobre 1948, il Consiglio del Popolo opererà come provvisorio Consiglio di Stato, e il suo organo esecutivo, l'Amministrazione del Popolo, sarà il Governo provvisorio dello Stato ebraico che sarà chiamato Israele.


Lo Stato d'Israele sarà aperto per l'immigrazione ebraica e per la riunione degli esuli, incrementerà lo sviluppo del paese per il bene di tutti i suoi abitanti, sarà fondato sulla libertà, sulla giustizia e sulla pace come predetto dai profeti d'Israele, assicurerà completa uguaglianza di diritti sociali e politici a tutti i suoi abitanti senza distinzione di religione, razza o sesso, garantirà libertà di religione, di coscienza, di lingua, di istruzione e di cultura, preserverà i luoghi santi di tutte le religioni e sarà fedele ai principi della Carta delle Nazioni Unite.


Lo Stato d'Israele sarà pronto a collaborare con le agenzie e le rappresentanze delle Nazioni Unite per l'applicazione della risoluzione dell'Assemblea Generale del 29 novembre 1947 e compirà passi per realizzare l'unità economica di tutte le parti di Eretz Israel.Facciamo appello alle Nazioni Unite affinché assistano il popolo ebraico nella costruzione del suo Stato e accolgano lo Stato ebraico nella famiglia delle nazioni.Facciamo appello - nel mezzo dell'attacco che ci viene sferrato contro da mesi - ai cittadini arabi dello Stato di Israele affinché mantengano la pace e partecipino alla costruzione dello Stato sulla base della piena e uguale cittadinanza e della rappresentanza appropriata in tutte le sue istituzioni provvisorie e permanenti.Tendiamo una mano di pace e di buon vicinato a tutti gli Stati vicini e ai loro popoli, e facciamo loro appello affinché stabiliscano legami di collaborazione e di aiuto reciproco col sovrano popolo ebraico stabilito nella sua terra. Lo Stato d'Israele è pronto a compiere la sua parte in uno sforzo comune per il progresso del Medio Oriente intero.


Facciamo appello al popolo ebraico dovunque nella Diaspora affinché si raccolga intorno alla comunità ebraica di Eretz Israel e la sostenga nello sforzo dell'immigrazione e della costruzione e la assista nella grande impresa per la realizzazione dell'antica aspirazione: la redenzione di Israele.


Confidando nell'Onnipotente, noi firmiamo questa Dichiarazione in questa sessione del Consiglio di Stato provvisorio, sul suolo della patria, nella città di Tel Aviv, oggi, vigilia di sabato 5 Iyar 5708, 14 maggio 1948.




Ricerca dal Dott. Pietro Nardella-Dellova, Maestro (Rav) della Sinagoga Scuola, a San Paolo, oriunda della Sinagoga Beit HaMidrash (Scuola) o Casa degli Spiriti, nel Lazio, Italia

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