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domingo, 14 de setembro de 2008

Contribuição para o Midrash sobre a Parashá RÊE




Contribuição para o Midrash sobre a Parashá RÊE

pelo Rav Pietro Nardella-Dellova



in Devarim (Deuteronômio) 11:26 a 16:17



Tendo feito a Bênção da Torá (pág. 357 do Sidur), desenvolvemos o Midrash sobre a Parashá Rêe, destacando quatro pontos fundamentais da Porção:







Abaixo uma síntese do Midrash!






1) A reafirmação da alimentação Casher e o corpo humano, como expressão máxima do cuidado com o próprio corpo (somos o que comemos!!!). O Eterno fez primeiramente o "corpo" e o considerou bom e muito bom, por isso mesmo o cuidado com o mesmo, o asseio, a alimentação, os exercícios, manifestam o respeito que temos com o nosso próprio corpo. Ao contrário do pensamento "comum" ocidental (não judaico) o corpo deve ser valorizado, respeitado e cuidado, pois é parte do "homem integral": corpo, alma, espírito e relações sociais! O corpo deve ser valorizado a fim de que a alma e o espírito se completem! Escolher a boa alimentação "casher", os relacionamentos saudáveis e "permitidos" por HaShem e respeitar-se enquanto um "ser humano" são manifestações do nosso processo de respeito e adoração a HaShem! Voltar-se contra o corpo, violando-o e permitindo que seja aviltado com relações ilícitas, é dar as costas a HaShem!






2) As duas faces da criação: Brachá (Bênção) e Kalala (Maldição), sintetizadas no trecho Devarim 11: 26-28, colocam cada judeu e cada judia em estado de "responsabilidade" a fim de optarem por uma ou outra situação. A Bênção (Brachá) está intimamente relacionada com a prática das Mitzvôt e a Maldição (Kalala), com a desobediência! Foi lembrado que todas as coisas já estão "creadas", feitas e constituídas, sobretudo, as "energias" que determinam a "bênção" e a "maldição". A questão não é de "vingança" de HaShem, mas, ao contrário, de Misericórdia, tendo em vista que Ele nos deu a Torá e as Mitzvôt para, primeiramente, Instrução e, em segundo lugar, constituição, formação! Ao negarmos uma Mitzvá, negamos todas, e negamos HaShem, pois, na passagem, em hebraico, de Devarim 11:27 (vide na parte em hebraico) aparecem três expressões significativas: Mitzvôt HaShem e Mitzvá!!! Ou seja, os Mandamentos (Mitzvôt, no plural) são de HaShem. Por isso mesmo são 613=1 (Echad): O Eterno é Um! No trecho, encontramos a expressão Mitzvôt de HaShem (Mandamentos de HaShem). No final da frase do pasuk (versículo) 27 encontramos a expressão Mitzvá (Mandamento) no singular dando o fechamento. Ou seja, é uma Mitzvá única o conjunto das Mitzvôt (613)! Baruch HaShem!






Ao nos voltarmos contra HaShem e contra as Mitzvôt ficamos "deformados" fisicamente, emocionalmente, espiritualmente e socialmente. Nossa face demonstra o defeito da desobediência e a conseqüente situação de "kalala" e deterioramos nossa vida pois, como ensina o Tanach (Torá, Profetas e Escritos) "...um abismo atrai outro abismo..."Enfatizei que é um estado de infantilidade espiritual e imaturidade na experiência com a Torá querer, movido por forças emocionais, determinar uma bênção sobre qualquer pessoa (estranho ou parente) que, por vontade própria, coloque-se em "atrito" com as Mitzvôt, vez que a "bênção" possível a uma pessoa é cumpri-las (as Mitzvôt) em sua vida individual!






3) Os profetas idólatras! (Devarim 13: 2-6). É possível haver "profetas ou sonhadores" que mostrem sinais ou façam milagres! Fazer sinais ou milagres não é característica de um Profeta de HaShem! Ao contrário, o Eterno "nos testa" com manifestações mágicas, diante de profetas ou sonhadores "milagrosos" a fim de sabermos qual o nosso estado de "obediência" à Tora, diante de HaShem!4) Os missionários idólatras! (Devarim 13: 7-12). É possível aparecer no nosso meio, social ou familiar, pessoas de nossa relação de amizade ou afeição (por exemplo, membros, filhos, filhas, esposas etc...) que, movidas por qualquer razão desconhecida, tentam desviar o foco, procurando conduzir os outros para distante do Eterno, das Mitzvôt e do Judaismo! O estado de missionário, nestes casos, é um defeito de caráter! Muitas pessoas têm a necessidade de "conduzir" outros, dominar sobre outros, influenciar outros! Não são apenas missionários "declaradamente idólatras", mas os que, de modo secreto, incentivam os membros de um grupo social judaico a descumprirem quaisquer das Mitzvôt (lembramos que são 613)! No mais das vezes, o mau incentivo do missionário idólatra (pois seu deus é seu "ego") relaciona-se a "idéias", "conceitos", "lashom hará" e uma influência contra os ensinamentos saudáveis transmitidos na Sinagoga!






Este é o resumo do Midrash! Baruch HaShem!



Nas bênçãos,



Rav Pietro Nardella-Dellova

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