Netanyahu in Congress: J'lem will not be divided

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

RUTH, a moabita, e o ESPÍRITO DE HANUKÁ


RUTH,a moabita, e o ESPÍRITO DE HANUKÁ
por Pietro Nardella-Dellova

especialmente dedicado à Denise

Então, uma mulher atravessou a Piazza Duomo, em Milano, com o rosto banhado em lágrimas e em ansiedades que vêm de épocas remotas, vibrantes e presentes entre as letras da Torá. Ela estava desnorteada e aflita, com fome e sede – em uma busca que nasce nos recantos da alma e vai se agigantando, entre pedras e areia seca, com soluços tão intensos que atravessaram mares, ressoando no espaço e tocando, de leve, na alma do universo e na face multicolorida da Ruach HaElohim.

Estas caminhadas que se fazem de dentro, do entranhável e indevassavel universo da própria subjetividade, em direção à luz, ao Éden, à liberdade, ao Sinai, à terra de onde brotam leite e mel, e se abençoam com o vinho e o pão, não podem ser compreendidas em toda sua extensão, substância, calor e intensidade, nem, de fato, ser avaliadas por quaisquer outras pessoas, individual ou coletivamente, com ou sem autoridade jurídica. De repente, uma pessoa se levanta em contexto adverso, contra fluxos de maldição e obscuridade, exatamente no meio do nada, sufocada em todos os sentidos pela aspereza e insipiência religiosas e, movida pela energia da subjetividade, levanta os olhos para enxergar longe e adiante, para buscar sentido e profundidade, para envolver-se por um manto legado por Moshè, e para conhecer a partitura de uma canção ensinada por Miriam e, ainda, ver as mãos de Aaran se unirem em bênção sacerdotal.

E tanto faz que este choro seja derramado em Milano ou nos Montes de Moav, porque os processos não dependem da vontade humana. Aqui, em Milano, a cola asfáltica nascida na insensatez e ignorância de Nicéia. Ali, em Moav, o cheiro de enxofre concentrado na caverna de Lot! Mas, é possível que do enxofre e fedor procedentes dos ventres moabitas nasça, quem sabe, a bisavó do maior e mais encantável dos reis que tivemos, o rei David! É possível que dali, exatamente dali, germine a semente que fará nascer o Mashiach para, finalmente, abençoar o mundo com sua Cátedra de uma Torá por dentro!

Porque a Torá é, em um mesmo tempo, tanto elixir quanto veneno, vida e morte, caminho e bloqueio. Ela mata e ela dá vida! Depende dos comportamentos, das decisões, de um ato gandhiano de „satyagraha“, ou seja, de estar resoluto com a verdade! Príncipes levitas, como Korach, podem não suportá-la, e herdeiros como Lot, tropeçarem. Mas, moabitas desprezadas como Ruth podem compreendê-la com profundidade e fazerem um movimento em sua direção! Ao final, serão demonstrados os movimentos de dentro para fora, e de fora para dentro. Ao final, o Eterno – e somente Ele – passará e refinará em sua peneira o material com que Mashiach construirá seu reino e determinará o Malkhut!

A voz da Torá ecoa entre miríades, rasgando mares, destronando faraós, talhando pedras, transformando escravos em homens e mulheres, estabelecendo pastores, pequenos e tímidos, em reis cujo nome mantém-se para sempre. A voz da Torá ecoa em determinadas almas e faz com que voem, e a mesma voz arrebenta tímpanos. A mesma voz transforma reis em animais ou em loucos!

O que nasce em determinadas almas, em sua subjetividade, é a identidade com a Torá. O que morre é ficar tempo demais olhando o deserto, e brincando de esconde-esconde, entre uma Kehila e outra! Quem pode rasgar em pedacinhos o manto de Moshè? Quem pode desafinar a partitura de Miriam? Quem pode ousar levar fogo estranho, em estupidez e de costas à Aaran, para dentro do Tabernáculo? Qual dos irmãos é digno para sepultar Rabenu? Quem pode constranger Avraham a um passo ou a um cordão, a uma cidade ou a uma tumba? Quem pode ensinar à Rivkah qual dos filhos é o príncipe e qual é o tolo? Quem pode chorar mais intensamente de amor que Rahel? E qual dos irmãos pode tirar Yossef do poço, profundo e indigno, e quem pode ouvir-lhe o pranto e o choro? Quem pode dizer: basta ao crime!? Quem pode entender o gemido diuturno dos Profetas? Quem pode dar a sua vida sobre Masada? Quem pode erguer dos humanos infernos os seis milhões mortos – muitos levados ao matadouro, mas outros, deixados, vendidos e trocados – e, diante daqueles, quem pode se colocar com uma espada? E destes, quem pode voltar e rezar o abandono e o desprezo dos pares?

Rapidamente, muito rapidamente, idiotas do leste e oeste, enlouquecidos em sua ignorância, foram se esquecendo da história. A História que não começa ali, mas vem de longe, de muito longe! Se cobriram de vaidade e desvario, de arrogância e insensibilidade, atacando uns aos outros, aconselhando guerrilhas religiosas e afronta às letras da Torá!

Nada pode ser acrescentado à Torá! Nada pode ser subtraído à Torá! E as inclinações mais acentuadas para o bem ou para o mal não dependem de um DNA, mas de uma decisão-ação. Algumas pessoas, brancas ou negras, do sul ou do norte, do leste ou do oeste, decidem ser boas e decidem praticar atos de bondade. Outras, com maior ou menor erudição, paramentadas ou não, decidem ser más e decidem praticar atos de maldade!

Quem vem de berço diverso e caminha em direção à Sinagoga, diz não à sua história, converte-se, e chora honestamente à porta de uma Kehilá ou em qualquer outro lugar, pode, não poucas vezes, interromper a queda das muralhas de Jerusalém, esconder espiões em Jericó ou, simplesmente, aconselhar Moshè aumentando-lhe os dias de descanso e reflexão. Estas pessoas merecem o conforto de um abraço e um olhar de hospitalidade e delicadeza! Elas virão de longe com o espírito de Ruth, a moabita, dejuntamente com o remanescente dos filhos de Ya`akov, e elas pegarão em pás e enxadas, à sombra de uma Maguen David, e nos ajudarão a reerguer o Beit HaMikdash para as perpétuas Festas de Hanuká, para a Cátedra de Mashiach e para a Glória do Eterno!

E o sentimento que vem, assim, não pode ser explicado na Bimá, porque está além da Bimá – está dentro do Aron HaKodesh, em pergaminho milenar. E dalí, apenas dalí, sopra uma Mitzvá que impõe, de modo categórico e perpétuo, a obrigação de todo e qualquer judeu a „não ofender os sentimentos de um convertido“, pois, para os convertidos o amor deve ser dupla e sonoromente dedicado! (Shemot 22:20, Vaikrà 19:18 e Devarím 10:19 – 63 negativa e 243 e 431 positivas).

Sankt Gallen, Schweiz (Svizzera) 9 dicembre 2009 (22 Kislev 5770)
*
© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, SP: Ed. Scortecci, 2009, 312 p..
Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/
e para contactar utilize o e-mail: professordellova@libero.it*

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SHABAT VAYICHLACH וַיִּשְׁל֨ח ou, ELE ENVIOU

ברוך ה"ה


SHABAT VAYICHLACH וַיִּשְׁל֨ח ou, ELE ENVIOU
por Pietro Nardella-Dellova

Meus caros chaverim e chaverot: Shalom Alechem!

Desejo-lhes um Shabat Vayichlach com pleno de Shalom.

Nesta Parashá Vayichlach וַיִּשְׁל֨ח (e ele enviou) de Bereshit (Gen) 32:4 a 36:43, Ya`akov avinu, volta à terra e esta prestes a se encontrar com seu irmão Esav, de quem obteve, anos antes, a primogenitura por direito "qualitativo".

E, após mandar notícias suas para o irmão, recebe a informação por seus funcionários de que ele vem ao seu encontro (ou de encontro) com 400 homens!

Quatro aspectos nesta passagem (32: 4 e ss) devem ser ressaltados:

1. uma informação de conteúdo adverso a Ya`akov (32:7);
2. que gera um profundo temor e aflição em Ya`akov (32: 8);
3. que o leva à consciência de seu relacionamento com HaShem e de seu objetivo (32: 10-13);
4. e à atitude de sabedoria e estratégia de enfrentamento (32: 14 e ss)


Talvez quiséssemos que tudo fosse fácil, tranqüilo e acessível. Talvez quiséssemos que não houvesse oposições nem inimigos. Mas, para nosso bem e para nosso crescimento, o Eterno não apenas nos apresenta desertos, mas, oposições multifacetadas. Ou seja, temos diante de nós um ambiente, um espaço, de exercício fenomenal para desenvolvermos nossa capacidade de enfrentamento. E temos, também, oposições e inimigos de variadas cores, pesos e medidas.

Nosso pai Ya`akov vivia, muitos anos antes, em seu conforto de estudante da Torá, por isso mesmo era chamado de Ish Tam, ou seja, um homem de estudo, um estudioso (25: 27).

Mas, embora os estudos nos tragam imenso e indizível prazer, não vale por si mesmo, enquanto estivermos em curso de construção e movimentação, em devir como diriam os gregos, ou em formação, como ensinam os sábios judeus. Haverá um tempo, quando Mashiach nascer, em que os estudos valerão por si mesmos pois estarão na completude sefirótica e seguirão, normalmente, os vinte e dois caminhos que ligam cada uma das sefirot! Os estudos, no presente momento, servem para o embate, para a concretização, para a travessia daqueles desertos e desta galut!

Por isso mesmo, o encontro entre Ya`akov e Esav determinam duas forças e suas naturezas de ação. De um lado, a força e habilitade de um caçador, Esav. De outro, a sutileza e sabedoria aplicavel de Ya`akov. Mas, ambos cresceram juntos, conforme revela a Torá (25: 27).

O fruto do conhecimento é sua exata aplicação no mundo da praxis. O conhecimento leva à consciência do estado em que nos encontramos, a força de nossos inimigos, nossos medos e pavores, nosso objetivo e relacionamento com HaShem e, sempre, a uma reflexão de comportamento e estratégia de ação! Não nos tornamos heróis com o conhecimento e isso é particularmente verdadeiro no caso de nós judeus, mas, o tempo que dispomos aos estudos em nossas tendas, assim como Ya`akov fazia (25:27) apenas será valorado diante das (e de todas) as dificuldades que encontramos entre nossos passos iniciais e o objetivo a ser alcançado.

Ser um Ish Tam (homem de estudos) refere-se com singular especialidade aos Estudos da Torá, de seus fundamentos, de suas Mitzvôt e de tanto quando se possa alcançar em cada uma das Letras que a compõem! Geralmente, os que estudam, fazem-no em busca de um diploma ou de um status social. Como judeus, estudamos para nossa formação e, por isso mesmo, a Torá se traduz por Instrução, não sendo à-toa que a Torá escrita foi dada em um ponto inicial da caminhada entre o Egito e a Terra prometida a nossos pais!

Um dos pontos fundamentais dos estudos realizados em face da Torá é a capacitação psicológica do „ish tam“. Ou seja, nela Torá (e, no caso de Ya`akov estamos falando de uma Torá Oral apreendida em seu tempo pelo Mestre de Justiça (o Melk Tzedek) Shem, filho de Noach), encontramos todos os perfis psicológicos, emocionais e intelectuais, bem como do trato físico e de seus respectivos e, acima de tudo, dos comportamentos sociais. Seu estudo nos ilumina e nos faz conhecer as espirais comportamentais humanas.

Por isso mesmo, Ya`akov analisa, verifica, reflete e decide a estratégia de enfrentamento com que encontrará seu irmão Esav, conforme Bereshit 32: 14-22. E, após este mesmo pasuk (versículo) 22, Ya`akov reserva-se a uma luta maior, solitário e na noite inteira, em busca de um resultado ainda maior, isto é, o de ser reconhecido pelo estranho com quem lutou (possivelmente o mesmo Bi`ilam que, mais de dois séculos depois será vencido definitivamente por Moshè rabenu!) de forma cabal como „Isra`el“ (o príncipe do Eterno ou o que luta para vencer).

Ao final, verificamos que muitas são as situações de oposição e de conflito, muitos são os inimigos, mas, a cada um devemos dedicar uma estratégia. Com cada um lutamos, mas de modo diferente e estrategicamente variável!

No caso deste trecho, Bereshit 32, que vai do pasuk 4 ao 22, o eminente perigo que se apresenta é Esav com seus 400 homens (32:7 e 33:1), para o qual existe uma determina reflexão e a disponibilização de um certo recurso material. Do pasuk 22 ao 33, a luta é solitariamente outra – a de ser reconhecido como um príncipe ou como alguém que saiu para vencer! No primeiro caso a defesa não é apenas de Ya`akov, mas de sua família. No segundo, trata-se de uma luta para além, de cuja vitória depende a nossa própria e individual existência. Se na primeira situação ele reflete sobre seus medos, pensa, e orienta seus funcionários e familiares, no segundo, ele deve ficar só, imensamente só, profundamente só, em uma luta, agora, individual, onde realmente verifica suas forças interiores e sua lucidez em saber-se como um Ish haElohim (homem de D-us) e concentrar sobre si o reconhecimento de outras forças, igualmente, poderosas!

Em termos cabalísticos, Esav e seus 400 homens em nada mais resultam que em „bet“, a casa/espaço que deve ser ocupada, a expressão da dualidade em relação a Ya`akov e seus melachim (mensageiros), que resultam em força, proveniente da Torá, em „het“, que transcende o tempo/espaço para a verdadeira luta que ocorre com o homem estranho (pasukim 22-33). Ali, Ya`akov tem reconhecido seu status de „Isra-el“, ou seja, seu „yod“ e seu posicionamente número um!

Nas Bênçãos do Eterno,

Rav Pietro Nardella-Dellova

Sankt Gallen, Svizzera, 4 dezembro 2009 (17 Kislev 5770)

© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, SP: Ed. Scortecci, 2009, 312 p..
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Inauguração prédio Sinagoga Scuola - Beit Midrash, São Paulo

SINAGOGA SCUOLA – BEIT MIDRASH
DA SINAGOGA SCUOLA
Originada do Ghetto (quartiere) de Fondi, Itália, Sinagoga Scuola/Casa Degli Spiriti, cujos membros foram, em sua maioria, massacrados pelos nazistas e fascistas. Reorganizada pelos remanescentes judeu-italianos no Brasil, São Paulo, a partir de 10 Nissan 5720 (1960). Atual responsável: Rav Nardella-Dellova.
Prédio Sinagogal, em São Paulo, término e inauguração em 22 Shevat, 5767 (10/2/2007), com a Parashá YITRÓ (Shemot 18 - 20:23)
ORIENTAÇÃO JUDAICA TRADICIONAL (moderada), com ESTUDOS SEMANAIS baseados na TORÁ (Parashiot e Haftarôt), Nevi'im e Ketuvim, Talmud, Zôhar e Outros Escritos Judaicos de variadas origens (apócrifos ou não) desde que demonstrados histórica e arqueologicamente na perspectiva judaica. Indicações objetivas acerca do Sêfer HaMitzvôt e Festas Judaicas Tradicionais. Liturgia e Serviços com Preces, Canções e Bênçãos em Hebraico, Português e Italiano (eventualmente em inglês). Participação de ashkenazi, sefaradi, ebrei e convertidos (guer).
Apoio humanitário aos judeus na Galut, à Israel e às Forças de Defesa de Israel, em Eretz Yisrael.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

15 Julho - 13 Tamuz: Dia Especial do Nascimento do Rav Biagio



B"H


Prezados amigos, Shalom!


Neste dia, 15/7, um dia veramente muito especial, seja no calendário comum ou no corresponde hebraico, nasceu o Rav Biagio - uma alma singular!


Rav Biagio era uma pessoa necessária. Pessoa que faz a diferença do tipo que, sem ele, nada seria igual! Uma alma solidária, bondosa e justa. Em uma das mãos, dizia sempre, devemos levar a bondade; em outra, a justiça!


Ele nasceu em 15 Julho, 1924 - 13 Tamuz, 5684 (Parashá Balac) e sua vida toda foi para agregar, fazer entender, explicar, amparar a teshuvá, indicar o caminho. Jamais chegou à casa de alguém sem, ao menos, levar um pão! Jamais deixou de honrar seus pais e jamais deixou de receber alguém em sua casa...


Seu sorriso era daqueles sorrisos abertos, pois ele estava sempre de bem com a vida e com HaShem, a quem amava incondicionalmente! Nele a Torá se mostrava humana, não como um manto que o cobrisse, mas como a pele. A Torá aparecia no seu sorriso ou quando abraçava sua esposa e a chamava de "amiga". A Torá era seu rosto, seus ossos e sua carne. A Torá nele, era, de fato, Torá Chaim! A Torá brilhava em seus olhos verdes! Sim, o Rav Biagio tinha os olhos verdes!


O Rav Biagio alimentava as formiguinhas com leite em pó e gomos de laranja, ainda no espaço externo da casa, para que elas não morressem afogadas na pia e gostava de ficar sob as árvores vendos os pares de passarinhos namorarem. Era a pessoa para a qual os cachorrinhos corriam de alegria, o papagaio cantava de alegria...a pessoa a quem tudo parecia fácil, tudo simples, tudo completo!


Ensinou-me coisas maravilhosas! Uma das mais especiais foi o respeito e carinho pelo elemento feminino. Dizia-me ele: Giuseppe, em tudo que encontrarmos no caminho, o elemento feminino é superir, determinante e imprescindível!


Ajudou sempre. Ensinou sempre, mas nem sempre encontrou pessoas amigas ou esforçadas!
Hoje ele teria 85 anos! E, então, fazemos esta homenagem para o Patrono de nossa Sinagoga Scuola, na esperança de reencontrá-lo, em um tempo de Mashiach. Preciso reencontrá-lo em tempo de Mashiach, para dizer que sua vida não foi em vão, pois sua luz, seus ensinamentos, seus olhos verdes e sua bondade, estão presentes em mim, com carinho eterno....


Nas Bênçãos
Rav Nardella-Dellova

terça-feira, 14 de julho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

CRONOLOGIA DA PERSEGUIÇÃO LUSO-ESPANHOLA CONTRA OS JUDEUS



fonte: Morashá


Século X a.C. - Alguns estudiosos levantam a hipótese de que navegantes israelitas acompanharam os fenícios em suas viagens pelo Mediterrâneo, chegando à Península Ibérica. Vários pesquisadores estão de acordo que o termo Lusitânia (antigo nome de Portugal) provém do fenício-hebraico através da raiz semântica luz (avelã ou amendoeira);


Início desta era comum (e.c.) - A administração romana na Península Ibérica atrai para a região diversos comerciantes judeus;


Século IV - A presença judaica na Espanha já devia ser significativa, ao ponto do concílio de Eliberi incluir na pauta de discussão a questão judaica;


468 - Eurico, rei visigodo, conquista a Península Ibérica;


489 - Os ostrogodos, comandados por Teodorico, invadem a Península Ibérica;


589 - A conversão do rei visigodo Recaredo ao catolicismo romano proíbe os casamentos mistos e a conversão de cristãos ao judaísmo. Os judeus são excluídos de posições de confiança ou de autoridade no Estado;


616 - Subida de Sisebuto ao trono dos reinos espanhóis. Desde então por quase um século a prática aberta do judaísmo fica absolutamente proibida;


711 - Invasão bérbere muçulmana à Península Ibérica. A vida dos judeus peninsulares se desenvolve em circunstâncias mais favoráveis que sob os reis cristãos;


756 - Fundação do emirato de Córdoba;



Séculos X-XII -Idade de Ouro do judaísmo espanhol sob domínio muçulmano. Brilham a medicina, a filosofia e a literatura entre os judeus ibéricos (sefaradis);


1200 - Início dos estudos da Cabala na península. Girona torna-se o centro cabalístico mais famoso;


1223 - O papa Gregório IX estabelece um sistema legal de investigação nos centros dos albigenses e os coloca sob responsabilidade dos dominicanos. Início da Inquisição;


1265 - Na Summa Teologica Tomás de Aquino (teólogo italiano da ordem dos dominicanos) prescreve a morte para os hereges que, depois de duas advertências não se arrependam. Alexandre IV ratifica a bula Ad extirpanda, promulgada por Inocêncio IV a 15 de maio de 1252, que institui a tortura. É oficializada a primeira Inquisição na Itália, conhecida como medieval ou papal, com informantes, exame de prelados, confisco de bens, queima de propriedades, processos, sessões de tormentos e cremação pública de impenitentes. Aquino não inclui os judeus entre os heréticos, mas referindo-se ao "deicídio judaico" recomenda que aqueles fossem mantidos em estado de "servidão perpétua por causa de seu crime" e que os príncipes confiscassem seus bens, deixando-lhes apenas o necessário para viver;


1376 - O teólogo e perito em jurisprudência Nicolau Eymerich (exilado de Catalunha e Aragão), após demonstrar excesso de zelo como inquisidor geral é convidado pelo papa Gregório IX para ser seu capelão em Avinhão. Aí elabora o famoso manual resumindo suas experiências, o Directorium inquisitorum;


1391 - Aproveitando-se da morte de João I de Castela e do arquiduque da cidade, o arquidiácono de Sevilha, Fernando Martinez de Ecija, predica contra os "deicidas" e, a 16 de junho, a turba popular precipita-se para o bairro judeu. Os que não conseguem fugir e não se convertem à força são chacinados no local. Fanáticos seguidores vão de cidade em cidade agitando a massa aos gritos de "Martinez está chegando! Para os judeus, a morte ou a água benta!" O massacre em cadeia atinge as judiarias de Andaluzia, Murcia, Mancha, Ciudad Real, Leon, Logroño e Navarra. O cronista Paulo Lopez de Ayala observa: "A avidez de saquear os judeus cresce a cada dia". E a massa saqueia e mata judeus em Alcalá de Guadaira, Ecija, Carmona, Santa Olalla, Cazalla, Córdoba, Andújar, Montoro, Úbeda, Baeza, Jaen, Ciudad Real, Ocaria, Huete, Cuenca, Madri, Toledo, Estremadura, Logroño, Valência, Barcelona, Girona, Cervera, Lérida e Palma de Maiorca. O balanço final foi de quase 50 mil mortos. A essa matança, que marca o fim da convivência pacífica entre cristãos e judeus na Espanha, sucedem-se muitos batismos. Mas os conversos logo passam a ser vistos como "hipócritas" e são perseguidos com maior ferocidade. Na mesma época, percorrendo a França e a Espanha, o dominicano francês Vincent Ferrer converte dezenas de milhares de judeus com pregações seguidas de violências e pilhagens;


1443 - Surgem na Espanha os primeiros decretos de Limpieza de sangre segregando judeus e conversos. Em Ávila as casas dos judeus são saqueadas;


1449 - Ocorre o primeiro ataque aos conversos, quando alguns ricos mercadores são culpados pelo brusco aumento de impostos devido à guerra contra Aragão. O panfleto Fortalicium Fidei, do franciscano Alonso de Espina, de Segóvia, que conhece oito reedições em 58 anos, leva o papa Nicolau VI a decretar uma série de medidas contra os conversos. Ocorre o primeiro assalto a uma judiaria em Portugal. Progom contra os conversos em Toledo;


1478 - A pedido dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela é instalada em Sevilha a Inquisição, levando os judeus a fugirem em massa e pagando aos nobres o abrigo em seus castelos;


1450-1480 - Época de paz e prosperidade dos judeus em Portugal;


1478 - Fernando e Isabel, assistidos por eclesiásticos como Pedro Gonzalez de Mendoza e Francisco Jimenez, culpam a tolerância da Santa Sé Romana frente aos judeus pela "guerra civil, homicídios e males inumeráveis que afligem os reinos espanhóis";


1480-1496 - Judeus fogem da Inquisição espanhola, aumentando consideravelmente as comunidades israelitas em Portugal;


1483 - É criado na Espanha o Conselho da Inquisição, presidido pelo frei Tomás de Torquemada;


1486 - Os reis católicos pressionam o papa a autorizar a nomeação de um inquisidor geral e, a 11 de fevereiro, Inocêncio VIII assina a bula que nomeia para o cargo o frei dominicano Tomás de Torquemada. Sua tarefa era destruir a heresia "pela via do fogo". Torquemada foi o responsável por quase metade dos cremados pela Inquisição espanhola em toda sua história: cerca de dois mil queimados vivos e 15 mil garroteados até 1490. O próprio papa ficou chocado e tratou de impor limitações à Inquisição espanhola, mas não conseguiu dissuadir os reis católicos a renunciar à arma que agora tinham nas mãos;


1492 - (31 de março) Decreto de Fernando e Isabel expulsa os judeus da Espanha. Os que não emigram são obrigados a se converterem ao cristianismo. Cerca de 180 mil judeus fogem para outros países, desses, 120 mil entram em Portugal;


1493 - Instalados em cabanas nas fronteiras de Portugal com Espanha, os judeus passam fome e conhecem uma medita inédita em sua crueldade: por ordem de Dom João II cerca de duas mil crianças de dois a dez anos de idade, filhos daqueles refugiados, são transportadas para as ilhas de São Tomé (África) para morrerem de fome ou serem trucidadas por animais selvagens;


1495 - Assinado o contrato de casamento entre Manuel de Viseu (primo de Dom João II) e Isabel (princesa espanhola viúva), filha dos reis católicos Fernando e Isabel;


1496 - (5 de dezembro) Decreto de Dom Manuel expulsa os judeus de Portugal. Fica clara a influência da intolerância religiosa espanhola sobre o reino português;


1497 - A expulsão de Portugal na verdade não ocorre. Efetua-se o seqüestro das crianças judias até 14 anos para serem distribuídas à população cristã e reeducadas na fé católica, às expensas da Coroa. Os judeus adultos são batizados compulsoriamente em Portugal. Há menções históricas ao fato de que, neste ano, cerca de um décimo de toda a população portuguesa era constituído de judeus. Inicia-se o criptojudaísmo português;


1498 - (26 de julho) - Roma celebra um auto-de-fé com 250 conversos de origem espanhola diante da Catedral de São Pedro, na presença do papa Alexandre VI;


1499 - (21 de abril) Proibição dos cristãos-novos deixarem Portugal;


1500 - (22 de abril) Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. A bordo de suas naus está o cristão-novo Gaspar da Gama, intérprete da expedição;


1506 - (15 de abril) Pogrom de Lisboa. Cerca de três mil cristãos-novos são massacrados pela população incitada por clérigos fanáticos;


1535 - (12 de outubro) O papa Paulo III concede perdão geral aos criptojudeus;


1536 - (23 de maio) Bula de Paulo III estabelece a Inquisição em Portugal. Reinado de Dom João III;


1539 - Início da atividade do Santo Ofício em Portugal. O cardeal Dom Henrique é o primeiro Inquisidor-geral. João III, insatisfeito por não ter o controle da Inquisição, afronta o papa nomeando seu próprio irmão, Dom Henrique, no posto de inquisidor-mor;


1540 - (20 de setembro) Primeiro auto-de-fé na Ribeira das Naus, em Lisboa, assistido pessoalmente por João III, nobreza, alta hierarquia, clero e povo portugueses;


1542 - O reformador protestante alemão Martinho Lutero publica o panfleto Contra os Judeus e suas Mentiras, tratando-os de "povo endemoninhado, peste, pestilência e pura desgraça em nosso país". Em Shem Hamephoras aponta-os como "filhos do Diabo", propondo que se ateasse fogo nas sinagogas e as recobrisse de areia e lama e se matassem os judeus que louvassem a Deus, orassem, ensinassem ou cantassem em solo alemão. Quando surge na Península Ibérica a "questão cristã-nova", os teólogos já dispõem de uma longa tradição teológica e prática de cremação para justificar seu desejo, sabendo muito bem o que fazer com os judeus convertidos e seus descendentes. Assim, o frei Antônio de Sotomayor não hesitou em opinar, "em boa razão discreta e cristã" que era conveniente queimar os cristãos-novos, já que tal havia sido o critério de homens tão destacados como frei Juan de Portugal, Diogo Nuño e Domingo Bánez, "que seu parecer era que os queimassem todos e tal era o sentir do povo em todas as escalas sociais";


1547 - (11 de maio) Decreta-se o segundo perdão geral aos cristãos-novos;


1560 - (Aproximadamente) José Mendes Nassi adquire e reconstrói Tiberíades (antiga cidade israelita) e incentiva os judeus dispersos a retornarem a Israel. Por sua atitude tornou-se um dos pioneiros do sionismo;


1567 - (30 de junho) Alvará proíbe a saída dos conversos forçados de Portugal;


1591 - Visitadores da Inquisição chegam pela primeira vez ao Brasil (Bahia);


1593 - Judeus portugueses fundam a primeira comunidade sefaradi em Amsterdã (Holanda);


1605 - (16 de janeiro) Perdão geral dado aos forçados, pelo Vaticano, mediante a extorsão de um milhão e setecentos mil cruzados;


1618 - Visitadores da Inquisição chegam pela segunda vez ao Brasil;


1630-1654 - Os holandeses dominam o Nordeste brasileiro. Isaac Aboab da Fonseca, o primeiro rabino do Novo Mundo, atua em Recife entre 1642 a 1654;


1654 - Com a tomada de Recife pelos portugueses, os judeus da cidade fretam 16 navios, fogem e fundam a primeira comunidade israelita da América do Norte, em Nova Amsterdã, hoje Nova York;


1665 - O padre Antônio Vieira é preso pela Inquisição por sua posição teológica contra a instituição eclesiástica. Em 1667 Vieira é privado pela Inquisição "para sempre de voz ativa e passiva, e de poder pregar, e reclusão no colégio ou casa de sua religião, que o Santo Ofício lhe assinar, donde sem ordem sua não sairá";


1765 - (27 de outubro) Último auto público de fé realizado em Lisboa, em que saem condenados por judaísmo;


1773 - (25 de maio) O marquês de Pombal determina a abolição jurídica da distinção entre cristão-velho e cristão-novo em Portugal;


1774 - Pombal transforma a tribunal da Inquisição portuguesa, de religioso a tribunal régio; 1821 - Extinção formal da Inquisição em Portugal;


1822 - (7 de setembro) Independência do Brasil de Portugal;


1823 - O antiprojeto da primeira Constituição brasileira previa a tolerância religiosa, mas o catolicismo continuava sendo a religião oficial do Império e proibia-se a construção de templos para as demais religiões;


1834 - (15 de julho) A rainha Isabel II decreta o fim da Inquisição espanhola;


1899 - (15 de novembro) Proclamação da República no Brasil;


1890 - (7 de janeiro) Separada oficialmente a Igreja do Estado brasileiro;


1962 - O Concílio Vaticano II, comandado pelo papa João XXIII, abre uma nova era de diálogo e respeito da Igreja Católica Romana com os judeus;


1978 - No primeiro ano de seu pontificado o papa João Paulo II afirma: “A Inquisição é um capítulo doloroso do qual os católicos devem se arrepender";


1990 - Fundação da Sociedade Hebraica para Estudo do Marranismo (Shemá) em São Paulo (SP).


1995 - Publicação do livro Os Marranos e a Diáspora Sefardita.


1997 - Lançamento da revista JUDAICA, a principal publicação de divulgação sobre o marranismo no Brasil. (HDC)


Bibliografia:
ARRIBAS, Antonio. Os Íberos (Ed. Verbo, Lisboa, 1969, Trad. Rodrigo Machado).

BARNAVI, Élie (Org.). História Universal dos Judeus (Ed. Cejup, Belém, 1995, Coord. de Trad. Beatriz Sidou).

BEREZIN, Rifka (Org.): Dicionário Hebraico-português (Ed. Edusp, São Paulo, 1995).

BETHENCOURT, Francisco. História das Inquisições (Ed. Cia. das Letras, São Paulo, 2000).

CARNEIRO, Maria Luíza Tucci. Preconceito Racial no Brasil Colônia (Ed. Brasiliense, São Paulo, 1983).

CARVALHO, Flávio Mendes. Raízes Judaicas no Brasil (Ed. Nova Arcádia, São Paulo, 1992).

CORDEIRO, Hélio Daniel. Judaísmo, Sefarad: uma Arqueologia Cultural (Ed. Capital, São Paulo, 1997)._____. Os Marranos e a Diáspora Sefardita (Ed. Israel, São Paulo, 1995).

ESPÍRITO SANTO, Moisés. Dicionário Fenício-português (UNL, Lisboa, S/d.).

HARDEN, Donald. Os Fenícios (Ed. Verbo, Lisboa, 1968, Trad. Gustavo Anjos Ferreira).

HERCULANO, Alexandre. História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal (Ed. Paulo de Azevedo, Rio de Janeiro, S/d.).

KAISERLING, Meyer. História dos Judeus em Portugal (Ed. Pioneira, São Paulo, 1971, Trad. Anita Novinsky e Gabriele Borchardt Corrêa da Silva).

KAMEN, Henry. A Inquisição na Espanha (Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1966, Trad. Leônidas Gontijo de Carvalho).

LEITE FILHO, Solidônio. Os Judeus no Brasil (Ed. J. Leite & Cia., Rio de Janeiro, 1923).

LIPINER, Elias. Gaspar da Gama: um Converso na Frota de Cabral (Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1987).

_____. Os Judaizantes nas Capitanias de Cima (Ed. Brasiliense, São Paulo, 1969).

_____. Santa Inquisição: Terror e Linguagem (Ed. Documentário, Rio de Janeiro, 1977).

LOEWENSTAMM, Kurt. Vultos Judaicos no Brasil (S/ed., Rio de Janeiro, 1949 e 1956).

MELLO, José Antônio Gonsalves de. Gente da Nação (Ed. Massangana, Recife, 1989).

NOVINSKY, Anita. A Inquisição (Ed. Brasiliense, São Paulo, 1983)._____. Cristãos-novos na Bahia (Ed. Perspectiva, São Paulo, 1972).

PEDRERO-SÁNCHEZ, Maria Guadalupe. Os Judeus na Espanha (Ed. Giordano, São Paulo, 1994).

POLIAKOV, Léon. De Maomé aos Marranos (Ed. Perspectiva, São Paulo, 1984, Trad. Ana M. Goldberger Coelho e Jacó Guinsburg).

PORTO, Humberto. Os Protocolos do Concílio Vaticano II sobre os Judeus (Ed. Germape, São Paulo, 2005).

ROTH, Cecil. Pequena História do Povo Judeu (CIP, São Paulo, 1963, Trad. Emanuele Corinaldi).

SALVADOR, José Gonçalves. Cristãos-novos, Jesuítas e Inquisição (Ed. Pioneira, São Paulo, 1969).

_____. Os Cristãos-novos: Povoamento e Conquistas do Solo Brasileiro (Ed. Pioneira, São Paulo, 1976).

SCLIAR-CABRAL, Leonor. Romances e Canções Sefarditas (Ed. Massao Ohno, São Paulo, 1990).

WIZNITZER, Arnold. Os Judeus no Brasil Colonial (Ed. Pioneira, São Paulo, 1966, Trad. Olívia Krähenbühl).

WOLFF, Egon e Frieda. Judeus no Brasil Imperial (Centro de Estudos Judaicos, São Paulo, 1975).

ZWERLING, Uri (Org.). Os Judeus na História do Brasil (S/ed., Rio de Janeiro, 1936).

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

I - Gli Ebrei in Italia: dalle origini al 1000 dopo l'E.V.


I. Gli Ebrei in Italia: dalle origini al 1000 dopo l’E. V.





א
L’Italia è l’unico paese - oltre la terra santa e terre finitime - che ha una storia ebraica continua e ininterrotta. La Comunità ebraica di Roma è la più antica d’Europa: si hanno notizie di Ebrei che abitavano in questa città già nel secondo secolo avanti l’E.V.; altri sopraggiunsero numerosi, dopo il 63 avanti l’E.V., venuti con Pompeo, conquistatore della Giudea; quindi, la Comunità Ebraica di Roma, la Sinagoga romana e più antica del Papato. Ed esisteva una Diaspora ebraica anche prima dell’avvento del Cristianesimo (Babilonia, Alessandria, Comunità minori scaglionate lungo le coste del Mediterraneo); naturalmente, non di proporzioni così vaste come quella che doveva formarsi dopo la distruzione di Gerusalemme per opera di Tito.
ב
Sappiamo che Giulio Cesare rispettava l’osservanza delle prescrizioni ebraiche: nell’anno sabbatico gli Ebrei erano esonerati dal pagare il loro tributo allo Stato romano. E che gli Ebrei residenti in Italia mandassero regolarmente in Palestina il loro contributo per il Tempio (1), lo apprendiamo anche dall’orazione di Cicerone "Pro Flacco", tenuta nel 59 av. l’E.V. Flacco, già propretore in Asia, era stato accusato di concussione (de repetundis); e nel processo intentatogli figurano come testimoni Ebrei della provincia d’Asia, i quali accusano Flacco dì essersi appropriato del denaro che essi dovevano inviare a Gerusalemme. Dice Cicerone nella Difesa: Cum aurum ludaeorum nomine quotannis ex Italia et ex omnibus nostris provinciis Hierosolymam exportari soleret, Flaccus sanxit edicto ne ex Asia exportari liceret. Quis est, iudices, qui hoc non vere laudari possit? (2) (Essendo consuetudine che dall’Italia e da tutte le nostre province, tutti gli anni venga esportato oro a Gerusalemme, a nome dei Giudei, Flacco sancì con un editto che non fosse lecito esportarlo dall’Asia. E chi è, o Giudei, che non abbia a lodare ciò?).
(2) Orazio in due satire (Sat. 1, 4 e Sat. 1, 9) accenna al proselitismo ebraico nella Roma del suo tempo.
ג
Nel 66 d. l’E. V. i Giudei, esasperati dalle angherie dei procuratori romani, si ribellano; ha così inizio la Guerra giudaica, che dura 4 anni. C’erano allora in Palestina due partiti, di cui quello degli Zeloti, che voleva la guerra a oltranza, ebbe il sopravvento. Nel 69 viene posto l’assedio a Gerusalemme, che, malgrado F accanita resistenza e gli atti di leggendario valore compiuti dai Giudei, viene conquistata, da Tito il 9 di Av dell’anno seguente; il Tempio è dato alle fiamme. Secondo le leggi di guerra, i vincitori potevano disporre della vita e delle proprietà dei vinti; ed ai Giudei era riservata la sorte comune ai vinti. Una parte di essi fu destinata a perire nel circo (ad circenses) e mandata a Cesarea; una parte fu inviata nelle miniere in Sardegna (ad metalla), dove nessuno poteva sopravvivere a lungo; e una parte ancora fu portata a Roma (circa 97 mila) e adibita alla costruzione del Colosseo; altri furono venduti come schiavi: tutti i mercati dì schiavi dell’Oriente erano pieni di schiavi giudei: Dopo la rivolta di Bar Kochba (132-135) al tempo dell’imperatore Adriano, soffocata nel sangue dal Romani nel 135 d. l’E. V., molte altre migliaia di Giudei furono venduti come schiavi. Ma vivendo, come già ricordato, molti Ebrei fuori della Palestina anche prima di tali avvenimenti, essi si adoperarono per raccogliere denaro per il riscatto degli Ebrei schiavi; questa attività fu chiamata Pidion ha-shvuim, ossia: "riscatto dei prigionieri"; e in tal modo molti Ebrei furono liberati.
ד
Oltre alla Comunità ebraica di Roma, già molto numerosa, c’erano in quell’epoca Comunità ebraiche a Venosa e Siracusa dove si trovano tuttora catacombe ebraiche - ed è, questa, un’altra prova che nelle persecuzioni del tempo erano accomunati Cristiani ed Ebrei; ed abbiamo pure notizia di Ebrei che abitavano in varie altre città italiane dell’Impero romano (Ostia, Ravenna, Ferrara, Bologna, Milano, Capua, Napoli).
ה
Nel 313 l’imperatore Costantino emana l’Editto di Milano, che doveva porre fine alle persecuzioni contro i Cristiani, ai quali si dovevano pure restituire i beni confiscati. Ma questo Editto proclama anche la tolleranza di tutti gli altri culti. Da questo momento la situazione della Chiesa cristiana si capovolge: da perseguitata, o da sola o insieme al nucleo ebraico, diviene di questo la persecutrice, i martiri che la Chiesa ha avuto sono in numero di gran lunga inferiore a quello di quanti hanno subito il martirio per colpa dei Cristiani. Tutte le calunnie scagliate dai pagani contro i Cristiani quand’essi formavano ancora una setta in seno all’ebraismo, vengono ora ritorte da questi contro gli Ebrei: esempio tragico è il cosiddetto "omicidio rituale", che per secoli e secoli fu origine di sanguinose persecuzioni e di cui ci dà notizia per la prima volta il vescovo di Lione Agobardo, vissuto nel IX secolo.
ו
Da ora in poi la storia degli Ebrei in Italia è in gran parte storia delle relazioni fra Ebrei e Papato; secondo la concezione della Chiesa, gli Ebrei dovevano sopravvivere per dimostrare al mando la verità dei Vangeli, e perciò mai da Roma essi furono cacciati; anzi, questa è l’unica città dell’Occidente con un’antica Comunità di Ebrei, da cui essi non furono mai espulsi.
ז
Dopo la conquista della Sicilia da parte degli Arabi, importanti Comunità ebraiche si formarono nell’Isola. Nel 1282 la Sicilia passa sotto la dominazione spagnola; da questo momento la sorte degli Ebrei siciliani è legata alle vicende della Spagna. Degli Ebrei in Sicilia, il primo a darne notizia è Beniamino da Tudela (Navarra), vissuto nel XII sec., il secolo di Maimonide, il secolo d’oro della letteratura ebraica; il quale, per i suoi viaggi - ch’egli compì dal 1160 al 1173 - fu chiamato il Marco Polo degli Ebrei. Intorno al 1160 Beniamino da Tudela parte da Saragozza, diretto a Marsiglia e a Genova; da qui passa in Toscana, dove si ferma a Lucca e Pisa, visita Bologna e Roma (dov’è papa Alessandro III); quindi si spinge a Otranto, da dove si imbarca per Corfù. Al suo ritorno dall’Oriente si ferma in Sicilia, e ci dà interessanti notizie sulla vita degli Ebrei siciliani, che esercitavano quasi esclusivamente l’arte dei tessitori e dei tintori. Il ricordo di questa professione è rimasto in alcuni cognomi di Ebrei d’origine siciliana: Croccolo, Cremisi (come nei paesi tedeschi c’è il cognome Farber, o Ferber, che significa: tintore), e la tassa che gli Ebrei dovevano pagare come Ebrei, era detta appunto tassa dei tintori. E quando, alla fine del Medio Evo, gli Ebrei vengono cacciati dalla Sicilia, l’arte del tessitori scompare dall’Isola. Erano in tutto 37 mila; la Comunità più importante era a Palermo (circa 3 mila Ebrei). Fra le Comunità della Bassa Italia, due soprattutto erano fiorenti: Bari e Otranto, ambedue centri culturali ebraici.


Fonte: http://www.morasha.it

segunda-feira, 9 de março de 2009

Do SILÊNCIO ou, diálogo com uma pessoa que se movimenta em direção ao Judaísmo

Do SILÊNCIO ou, diálogo com uma pessoa que se movimenta em direção ao Judaísmo
por Rav Pietro Nardella-Dellova
da Sinagoga Scuola, Beit Midrash

B”H - ב״ה

א
E, então, uma pessoa me procurou, pois vinha em direção ao mundo judaico e, por isso mesmo, encheu-se de satisfação e falou-me da sua vontade de conhecer o Judaísmo para encontrar D’us, quiçá, vislumbrar um caminho e vencer o mal (ou Mal, como está mais acostumado)... Mas, porventura, -eu perguntei a ele- já te ocorreu que HaShem (ou D’us, se quiser) não quer (e nem pode) ser encontrado?
ב
Por acaso, já pensou na possibilidade do Judaísmo não ser um caminho nem te dar certeza alguma sobre um mundo que não será alcançado? Pensou, ainda, que, na formação judaica, não há preocupação nenhuma com o mal ou o bem (ou Mal e Bem, se quiser) e nem há teologia alguma a ser apreendida? Pensou nisso?Pois bem, no Judaísmo não estudamos, não procuramos e nem vendemos HaShem. O Judaísmo não tem como escopo o encontro com Ele. Não podemos dizer nada sobre o Mal ou o Bem, vez que são fantasias persas, gregas e medievais. Mas, apenas, nos ocupamos dos comportamentos bons ou maus, das escolhas boas ou más.
ג
No Judaísmo, não nos projetamos em um mundo futuro e, sendo futuro (se o for), virá natural, independente e dentro do que HaShem possa pretender... Não há mágicas, não há fórmulas nem rezas que possam modificar os tempos, os ciclos e Vontade do Eterno! E, assim, sem futuro nem surpresas, aprendemos a olhar nossas mãos, nossos pés, nossos olhos, nossos ouvidos, nosso corpo, nossos sentimentos, nossos conhecimentos e tudo aquilo que se nos chega para realização.
ד
Ensinamos aos nossos filhos que um precipício é mesmo um precipício (e não um conceito). Ensinamos que um jardim é mesmo um jardim (e não uma fantasia). E deixamos claro que, sobre nossa mesa, um pão deve ser justo, feito por mãos justas e adquirido com recursos justos, pois, ao pronunciarmos alguma palavra (entre nós) não o fazemos para agradecer (pois filhos não agradecem a seus pais), mas, ao menos as pronunciamos para abençoar o Nome de HaShem, a fim de termos certeza de que aquele pão não tem outra origem senão a de justiça, bondade e leveza...
ה
Ensinamos, também, que um inimigo é mesmo um inimigo (um inimigo sempre!) E o melhor para nós, é que o inimigo esteja bem, tranqüilo, ocupado (muito ocupado) e que more longe de nossas casas, longe mesmo! Mas, o inimigo não é “alguma coisa” caída do “céu”, um ser sobrenatural, um revoltado em “bereshit” ou um ente espiritual com desejos sexuais.
ו
O inimigo tem mãos e pés, tem fome e sede, tem visão e olfato, assim como nós. Mas, ele, o inimigo, não tem mesa nem pão justo, não tem limites nem conhece princípios. Diferente de nós, quando ele tem fome, come sem medida nem critério. Por isso lança as mãos e avança seus pés, não se importando com este ou com isso. E quando vê ou percebe alguma coisa, o inimigo quer para si, em um incontrolável desejo mimético, arrebatador, destruidor e fatal.
ז
Por isso, sempre desejamos que nossos inimigos tenham tudo, ocupem-se bastante e fiquem muito cansados, a fim de que se esqueçam de nós, dos nossos portões, dos nossos bens, dos nossos filhos e de nossas vidas. Mas, nós, que não sabemos nada dos seus portões, dos seus bens e dos seus filhos, todavia, não nos esquecemos deles, nunca nos esquecemos que são inimigos...).
ח
No Judaísmo não discutimos conceitos teológicos, não defendemos dogmas religiosos, não buscamos fiéis ou infiéis, não levamos ninguém para a Sinagoga, não formamos missionários. Não desprezamos nem aprovamos a religião de outrem, pois o Judaísmo é o nosso melhor silêncio, um singular e respeitoso silêncio. E assim, nunca estamos nas praças ou esquinas (nem nos palcos). O palco não é, de fato, para judeus...
ט
Ao contrário, estamos envolvidos com o nosso suor, com os nossos livros, com as nossas Sefirôt. Mas, não estudamos o Eterno e sequer pronunciamos o seu Nome! Não pedimos nada a Ele, mas com um profundo e respeitoso sentimento de gratidão e reverência, abençoamos seu Nome, todas as manhãs e todas as tardes e, ao anoitecer, olhamos para nossos filhos, cobrindo-os ternamente e lançando-os na Presença de HaShem...
י
Amamos festas, contamos no dedo os dias que faltam para a próxima festa e o que devemos fazer para que elas sejam alegres, maravilhosas e humanas. Nossas Festas não projetam nada de mágico para o futuro nem devem ser lidas como profecias. Nossas Festas são apenas Festas de memória, com as quais, contamos a nossa história (para os nossos filhos).
כ
Sim, meu caro, com elas contamos a nossa própria história, por isso mesmo, há milênios, fazemos o mesmo pão da amargura e cativeiro, e não comemos, naquele período, fermentos para não nos esquecermos de que sair da escravidão é um ato apressado, um ato que não permite conforto nem reflexão. Não temos nenhuma vergonha de dizer, em nossas Festas, que fomos escravos! Comemoramos nossas colheitas, o nosso momento de constituição integral no Sinai, e comemoramos nossos novos períodos de trabalho, muito trabalho, lembrando-nos das más ações, dos maus comportamentos em um ciclo completo, das privações, das cabanas (nas quais moramos).
ל
Ademais, lembramos dos momentos em que nossos inimigos destruíram nossos palácios, nossos altares e, de como, fortalecidos em nossos princípios, nos livramos deles, lutando, lutando muito, com espadas, garfos e pedras (reais). Lembramos do nosso estado em terra estranha e dos governos, persas ou nazistas, que tentaram nos apagar da história e de como pessoas do nosso povo, de carne e ossos (homens e mulheres) mantiveram seus propósitos claros, seu amor inabalável e, com sabedoria, utilizaram tudo o que haviam aprendido em casa, com seus pais e irmãos, para decidirem por alguma coisa, para fazerem alguma coisa e definirem que não temos que desaparecer da terra.
מ
Nossas dias não são ocupados, integral e tresloucadamente, com lufa-lufa continuado. Não! Nós paramos, sim, há um dia, deliciosamente especial, em que paramos para comer um pão trançado, feito por uma mulher amável e satisfeita com HaShem. Paramos para beber o vinho, para comer frutas, doces e mel, para cantar com nossos filhos e filhas e, de mãos dadas, dançarmos, cutucando cada um deles, fazendo-lhes cócegas, dando gargalhadas e cheirando seus cabelos. Também, paramos, neste dia, para nos encontrar com outras pessoas a quem amamos, os nossos amigos que, como nós, que comeram do seu pão trançado, feito por suas mulheres amáveis e satisfeitas com HaShem, e que beberam do seu vinho e comeram frutas, doces e mel, que cantaram com seus filhos e filhas e, de mãos dadas, dançaram com eles, e os cutucaram, e lhes fizeram cócegas e deram gargalhadas, e cheiraram seus cabelos...
נ
Por isso mesmo, quando mais pessoas amigas estão juntas, todas sabem o que é pão trançado, vinho, doces, mel, filhos, filhas, mulheres amáveis e satisfeitas com HaShem, risos, gargalhadas e os motivos, todos os motivos, de não querermos trabalhar neste dia...
ס
Entretanto, quando um dos nossos amigos trabalha neste dia, e não podemos vê-lo em nossos encontros, isso não nos aborrece nem encanta. De fato, não mandamos nenhum espia em sua casa, nenhum missionário e, muito menos, um profeta! Não investigamos nosso irmão nem nossa irmã, pois, no Judaísmo, cada qual é responsável por si mesmo e, assim como as letras do alfabeto hebraico, cada qual vale por si mesmo, tem seu peso e sua medida (que ninguém procura conhecer, pois é a medida indecifrável de cada um).
ע
A responsabilidade, em nós, alcança níveis de grandeza e profundidade, de peso e substância, mas ela é individual, singular e intransferível. Desde a tenra idade somos esclarecidos no comportamento, somos ensinados no exemplo de nossos pais e de nossas mães (sim, no Judaísmo conhecemos bem as palavras pai e mãe!). Aprendemos a fazer, a concretizar, a transformar um tijolo em castelo, uma página em biblioteca e, assim, somos exercitados continuamente ao aprofundamento, ao estudo e à busca pelo saber. Freqüentamos mais lojas de livros usados que restaurantes...
פ
Desenvolvemos, assim, naturalmente, o respeito por aqueles que, eventualmente, sejam nossos mestres, nossos professores. Porém, eles não são nossos guias espirituais, não são nossos pastores nem nos conduzem a lugar algum. São mestres que nos ensinam a Torá e o Talmud, e que nos incentivam a ensinar a Torá e o Talmud, transformando-nos em mestres e professores, que ensinam a Torá e o Talmud... Eles, os mestres, não são nossos donos e donos de nossas casas, porque o que têm em mãos e nos legam, é de tal modo precioso, grandioso e essencial que, por conta disso, exatamente disso, aprendemos que nossa casa é nosso jardim, nosso recanto e uma projeção de nós mesmos.
צAprendemos que nossas casas refletem o nosso amor por Jerusalém.
ק
Ah, Jerusalém... Jerusalém é o nosso centro. E dali, aprendemos a olhar o mundo, o universo, o kosmos... Ali, especialmente ali, nos reencontramos como um povo, como seres humanos que venceram a morte, as câmaras de gás e toda sorte de maldades, que suplantaram as dores e renasceram! A cidade de Melech David e de Melech Sh’lomo, a Poesia e a Sabedoria de mãos dadas!
ר
Não, não meu caro, Judaísmo não é solidão. Somos calorosamente sociáveis. Judaísmo é silêncio realizador, fogo que queima sem discurso, energia que faz e refaz a nossa alma.
שSe quiser andar conosco, poderá vir. Sim, você poderá vir (por que não?). Mas, não pretenda sair pelo mundo, tentando consertá-lo com o Judaísmo, nem voltar-se contra seus antigos pares, incriminando-os, derrotando-os e causando-lhes dissabores. Não faça isso!Se quiser, venha. Mas, se vier e viver como judeu, você não se fará melhor que seus antigos companheiros, nem poderá lhes dizer coisa alguma.
ת
Apenas apontará para si mesmo (apenas para si mesmo!) um comportamento único, próprio, sobretudo, se perceber que nosso D’us será seu D’us e que nosso Povo será seu Povo e, assim, não poderá fazer (nem permitir que se faça) aos outros o que lhe parecer odioso, injusto e indecente a si mesmo.
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Fondi (Hotel dei Fiori), Itália, em 8 de Tamuz, 5768 (11 de luglio, 2008)
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© copyright do autor, não reproduzir sem expressa autorização!
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© Pietro Nardella-Dellova. Mestre em Direito pela USP – Universidade de São Paulo. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Rav na Sinagoga Scuola/Beit Midrash. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO, NO PEITO, ADSUM e de Centenas de Artigos na Coluna Café & Direito ®. Autor das Teses “A Crise Sacrificial do Direito” (USP) e “A Palavra Como Construção do Sagrado” (PUC-SP). Professor universitário de Direito.
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