Netanyahu in Congress: J'lem will not be divided

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

CAFÉ & DIREITO: חי VIDA ou, A energia de duas letrinhas hebraicas

CAFÉ & DIREITO: חי VIDA ou, A energia de duas letrinhas hebraicas: "חי Duas letrinhas hebraicas! hete ח yud י Hete vale 8 (oito) e Yud vale 10 (dez). 'hete' é o medo e a força da vida, a unidade do Ete..."

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dietro ai ristoranti cinesi - Il mercato della carne di cane Cina - Olt...




*
Questo è cane! Vorrete???
O preferirete Pollo? O Topo? O Mucca? O Bue? O Pesce? O Balena? O Delfino? O Pecora?
Mangiare della carne è proprio dell'Alien della persona affetta da alienazione mentale!Bahhhhhhhhhh !!!!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

shana tova - שנה טובה - להורים

Às Comunidades Judaicas na Diáspora, por ocasião do Ano Novo judaico de 5771, por Shimon Peres

Às Comunidades Judaicas na Diáspora,
por ocasião do Ano Novo judaico de 5771
por Shimon Peres

Com o início de um novo ano, a esperança para a paz parece tangível. Enquanto nos concentramos na reunião de cúpula em Washington, oramos para que este encontro culmine com a assinatura de um tratado de paz histórico entre Israel e os palestinos, trazendo tranqüilidade, prosperidade e segurança para os povos da região.

Em busca de um futuro comum e melhor, o povo judeu da Diáspora e de Israel devem trabalhar em conjunto para o benefício das gerações que estão por vir e por um futuro mais brilhante. Neste contexto, é imperativo que um espírito de fraternidade e de um vínculo estreito com Israel continue a ser parte da educação judaica e sionista da juventude judaica na Diáspora. Eu acredito que a experiência de visitas a Israel desempenhe um papel importante na tarefa de atingir este objetivo.

Em um período em que as tentativas de deslegitimar Israel como um Estado judeu são implacáveis, é essencial que nós, tanto em Israel como o povo judeu em todo o mundo, busquemos frustrar estes esforços. Devemos mobilizar as nossas forças para denunciar as mentiras e destacar os valores do povo judeu através dos séculos, com base nos Dez Mandamentos, bem como os valores morais e éticos que constituem os alicerces do nosso país e nosso povo.

É também vital nos alinharmos com a comunidade internacional na luta contra os líderes fanáticos, munidos de armas nucleares, que negam o Holocausto e fazem apelos para a destruição do Estado de Israel.

Em um mundo onde a ciência e a tecnologia de ponta ocupam uma alta posição, Israel continua na vanguarda dos avanços nestes domínios. De fato, temos orgulho da professora Ada Yonath, do Instituto Weizmann, que recebeu o Prêmio Nobel de Química, e do Professor Elon Lindenstrauss, da Universidade Hebraica, que foi agraciado com a prestigiosa Medalha Fields de Matemática, por suas conquistas e por trazer tal crédito para Israel e para o povo judeu.

Nossa missão para o próximo ano é reforçar a nossa unidade em questões que afetam o destino e o futuro de todos nós. Devemos trabalhar juntos em harmonia e chegar a acordos através do diálogo. A solidariedade, fraternidade, tolerância e a compreensão são os alicerces de uma família forte e segura. Não podemos, nem devemos, permitir que divergências nos separarem. Devemos dedicar-nos em coletividade para o bem-estar do povo judeu.

Neste espírito, eu transmito os meus melhores votos para os nossos irmãos em todo o mundo por um ano de paz, alegria, saúde e prosperidade.

Shana Tova U'Metukah

Shimon Peres
Presidente de Israel

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CAFÉ & DIREITO: O EU-TU e o EU-OUTRO ou, A DISTÂNCIA ENTRE AMAR E ...

CAFÉ & DIREITO: O EU-TU e o EU-OUTRO ou, A DISTÂNCIA ENTRE AMAR E ...: "Pietro Nardella-Dellova

Um certo (e bom) aluno perguntou-me sobre as relações entre o amar e o direito, sobre o alcance das relações dial..."

VÉSPERA DE ROSH HASHANÁ ou, OS DIAS VOLTARAM!

CAFÉ & DIREITO: VÉSPERA DE ROSH HASHANÁ ou, OS DIAS VOLTARAM!: "por Pietro Nardella-Dellova especialmente dedicado à Gigia e Gigi

Os dias voltaram! Os dias voltaram! Venham todos, venham e vejam - m..."

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Líderes judíos del mundo se reunieron en Jerusalem

El Presidente Shimón Peres abrió la cita anual que reúne a la Junta Directiva del CJM
----------------------------

JERUSALEM (CJL) - Con un discurso de bienvenida del Presidente Shimón Peres se inauguró la reunión de la Junta Directiva del Congreso Judío Mundial. Este encuentro se llevó a cabo en la ciudad de Jerusalem que fue el escenario donde líderes comunitarios y funcionarios políticos se unieron bajo una consigna clara: "En apoyo al Estado de Israel". (Haga click en la imagen para ver el video completo del discurso).

Líderes comunitarios del mundo entero participaron del evento en el que también estuvieron presentes el ex primer ministro español José María Aznar, la ex canciller y líder de la oposición Tzipi Livni, el actual Ministro de Defensa Ehud Barak, el director del Banco de Israel, Stanley Fischer y el gran rabino de Tel Aviv Meir Lau, entre otras destacadas personalidades de la política y la diplomacia.

En el transcurso de las dos jornadas, la Junta Directiva del CJM otorgó una mención de honor para el Premio Nobel Elie Wiesel como "Guardián de Jerusalem" y rindió un homenaje a los soldados de las Fuerzas de Defensa de Israel por haber sido los primeros en establecer un hospital de campaña en Haití después del devastador terremoto que azotó al país.

Un día antes de la inauguración de dicho encuentro, 25 delegados de comunidades judías latinoamericanas convocadas por el Congreso Judío Latinoamericano (CJL), se dieron cita en la ciudad de Jerusalem con el fin de compartir experiencias acerca del desarrollo de la vida judía en la región. Funcionarios de la cancillería israelí participaron de la reunión y Venezuela, uno de los países que ha sufrido incidentes antisemitas en los últimos dos años, presentó un informe de su situación actual.

Esta reunión se enmarcó en la estrategia general de trabajo del CJL que consiste en un intercambio permanente de información entre las comunidades judías regionales para acompañarlas y conocer tanto sus necesidades como sus avances y así poder transpolar experiencias exitosas de un punto a otro del continente.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CAFÉ & DIREITO: ABISMO ou, REVISITANDO AS PALAVRAS

CAFÉ & DIREITO: ABISMO ou, REVISITANDO AS PALAVRAS: "ABISMO ou, REVISITANDO AS PALAVRAS Pietro Nardella-Dellova noi conosciamo la terra con la terra, l’acqua con l’acqua, il fuoco con il fuoc..."

domingo, 8 de agosto de 2010

CAFÉ & DIREITO: O AMOR É FESTA (l'amore è una festa)

CAFÉ & DIREITO: O AMOR É FESTA (l'amore è una festa): "א O amor é festa! ב O sopro poético é capaz de levar a lugares desconhecidos, para além e aquém e arrebenta caixas registradoras, a frieza d..."

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Casacos de Pele



No leito um filho dorme e se perde de tristeza / que lhe cria o monstro do amanhã... / no leito um filho dorme / e enterra em seu pesado sonho / todo o sonho de ser feliz e de sorrir / no leito um filho dorme e cria à boca o escarro / com que há de nos cumprimentar no dia porvir / no leito um filho dorme e nutre / ao ventre / o amargo de não entender o porquê dorme / e geme / e sua / e treme / e morre...

(A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS, Pietro Nardella-Dellova. Ed.m Scortecci, 2009, pág. 29

domingo, 4 de julho de 2010

CONGRESSO MONDIALE DI KABBALAH

COSTRUIRE L’AMBIENTE SPIRITUALE:

COSA E’ UN CONGRESSO DI KABBALAH

E PERCHE’ PARTECIPARE AD UN CONGRESSO

Caro amico, cara amica,

il 24 e 25 luglio prossimi Roma offrirà la grande opportunità di partecipare ad un Evento importantissimo al quale sarà connesso l’intero globo: il Mega Congresso di Kabbalah dal titolo “Costruire l’Ambiente Spirituale”.

Ma cosa è un Congresso di Kabbalah e, soprattutto, perché parteciparvi? Un Congresso è un’esplosione di sensazioni uniche, che raramente riusciamo a provare nella vita quotidiana dalla quale veniamo costantemente assorbiti.
Lo studio in sé stesso serve a poco se poi non lo concretizziamo durante un Congresso: non esistono parole per esprimere un sentimento d’amore autentico, giusto? Ecco, questa è la precisa sensazione che ognuno di noi si appresta a vivere interiormente non appena accede e oltrepassa le porte della connessione con gli altri. Il 24 e 25 luglio accadrà proprio questo, preparatevi ad un tuffo nella sensazione di sé che si unisce agli amici, una sensazione unica e rara! La possibilità di comprendere ciò che studiamo sperimentandolo, perché solo con l’esperienza diretta si attua il metodo corretto per lo studio della Kabbalah.
Sarebbe un pò come studiare una ricetta di cucina e poi soffermarsi a guardare le bellissime immagini raffiguranti il piatto già pronto: in realtà non avremmo compreso affatto cosa significhi cucinare il piatto, mescolare gli ingredienti, assaporarne il gusto, e presentarlo pronto affinché i nostri amici invitati possano goderne il risultato.
Quindi cosa aspettare? La Spiritualità va vissuta e questa è l’opportunità per fare il primo grande passo verso quell’aspetto di noi che il Punto nel Cuore ha cominciato ad illuminare!

Iscriviti oggi stesso, prenota il tuo posto speciale nell’Ambiente che hai sempre desiderato esistesse: ORA TUTTO CIO’ E’ REALE, DEVI SOLO TENDERE LA MANO ED AFFERRARLO!

Gente Humilde Chico Buarque - Cadê minha infância?

domingo, 13 de junho de 2010

POR ISRAEL Y POR LA PAZ



POR ISRAEL Y POR LA PAZ


Comunicado de las comunidades judías de América Latina,
representadas por el Congreso Judío Latinoamericano


Las comunidades judías de América Latina, representadas por el Congreso Judío Latinoamericano, expresan su pesar ante la violencia y pérdida de vidas producidas durante la acción del ejército israelí, el 31 de mayo de 2010, por la cual debió tomar control de un barco que se dirigía ilegalmente hacia Gaza.

Lamentamos que los organizadores de dicha acción política se negaran a utilizar los canales existentes para la entrega de ayuda humanitaria en la franja de Gaza, tal como lo hacen regularmente organizaciones como el Comité Internacional de la Cruz Roja y las Naciones Unidas. Ello desnuda que la operación no tenía un propósito "humanitario", sino que buscaba apoyar a la organización terrorista Hamas, que niega la paz y el derecho a la existencia del Estado de Israel. Como quedo evidenciado muchos de los tripulantes de estos barcos no eran pacifistas sino provocadores y extremistas.

Es preocupante que gran parte de la cobertura mediática internacional haya omitido el contexto general del conflicto Palestino- Israelí, que sirvió de marco de resonancia para este incidente. Consideramos fundamental que las partes de este conflicto reconozcan el mutuo derecho a su existencia como estados soberanos, viviendo en paz y seguridad, uno al lado del otro. Nos ánima una visión de dos estados ?uno judío y otro palestino- viviendo en paz y seguridad, prosperando e iluminando al mundo con el aporte de sus culturas. Sin embargo, todavía hay quienes creen en la solución de un estado en lugar del otro, llamando a la aniquilación del Estado de Israel. Tal es la posición del grupo terrorista Hamas y de países como la República Islámica de Irán, que apoyan y financian el terrorismo.

El pueblo judío se caracteriza por su pluralismo y diversidad, sin embargo, en nuestras comunidades impera un denominador común: El apoyo al Estado de Israel. Resulta inaceptable que con el pretexto de criticar acciones de su gobierno se cuestione su legitimidad y derecho a la existencia. Es igualmente preocupante que bajo la cara del antiisraelismo se enmascare una nueva forma del viejo antisemitismo.

La historia de nuestra región ha probado que la convivencia entre judíos y árabes es posible. Deseamos compartir con el mundo este mensaje, y no importar a nuestra región un conflicto que es ajeno. Abogamos para que los gobiernos de nuestros países participen en la creación de condiciones para el dialogo, rechazando las condenas automáticas que no ayudan al entendimiento entre las partes, y sólo fortalecen a los violentos que instigan o desarrollan las acciones como la que hoy lamentamos.


CONGRESO JUDÍO LATINOAMERICANO - CONGRESSO JUDAICO LATINO AMERICANO

Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas Asociación Mutual Israelita Argentina Círculo Israelita de La Paz - Bolivia Confederação Israelita do Brasil Comunidad Judía de Chile Confederación de Comunidades Judías de Colombia Centro Israelita Sionista de Costa Rica Congregación B'nei Israel de Costa Rica Comunidad Judía del Ecuador Comunidad Israelita de El Salvador Comunidad Judía de Guatemala Comunidad Judía de Honduras Comité Central de la Comunidad Judía de México Congregación Israelita de Nicaragua Congreso Judío Panameño Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá Consejo Representativo Israelita del Paraguay Asociación Judía del Perú Comité Central Israelita del Uruguay Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela Federación Sefaradí Latinoamericana Confederación Latinoamericana Maccabi WIZO - Latinoamérica Na'amat Consejo Internacional de Mujeres Judías Confederación Sionista Latinoamericana.

domingo, 6 de junho de 2010

DEPOIMENTO DE UMA BRASILEIRA QUE PRESENCIOU A "FLOTILHA HUMANITÁRIA"



Depoimento de uma
brasileira que presenciou
a "Flotilha Humanitária"


Ana Luiza Tapia

----------------

Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos. Eu estava lá! Ninguém me contou. Não li no jornal. Não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e com muitas cores. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do Exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do Exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender o tamanho da situação). O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que todos os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo nosso Exército a Gaza. Isso porque cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza. Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não há armamento no navio, qual é o problema de que ele seja inspecionado? Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E foram gratuitamente atacados: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram atendidos e resgatados por nós, eu e minha equipe e enviados para os melhores hospitais em Israel.
Entre nós, nove feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e seis tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. Além de agressores, são também ingratos. Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. Lotado de armas brancas e material para confecção de bombas caseiras. Onde é que está o pacifismo da ONU??? Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. Mas jamais vamos permitir que matem os nossos soldados.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? Eles não entendem que foram usados como ferramenta contra Israel, e que a intenção nunca foi enviar ajuda a Gaza e sim gerar polêmica e criar ainda mais oposição internacional. E continuam sem entender que dar força ao terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. Não só a Israel, mas ao mundo todo. E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E que o Brasil já tem problemas demais sem resolver. Tem mais gente passando fome que Gaza. Tem muito mais gente morrendo vítima da violência urbana no Rio do que mortos nas guerras daqui. E passar a cuidar dos problemas daí. Dos daqui, cuidamos nós.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. Mas sei que quem os controla hoje é. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o extermínio de todo o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor, encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

SOLDADOS DE ISRAEL CORRIAM PERIGO DE VIDA: REAÇÃO FOI DE AUTODEFESA, por Giora Becher



Soldados corriam perigo de vida;
reação foi de autodefesa


Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil


----------

Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado. Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo. O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência.
Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar". Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frota, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer". Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000.
É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda. A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel. Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.
Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas (sobre) quebrar o cerco de Israel". A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos. Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.
Os organizadores estavam cientes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod. Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa. Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses. O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.

Publicado na Folha de São Paulo

CEGADOS PELO ÓDIO, por Rinaldo Azevedo




Cegados pelo ódio

Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja


--------------

O noticiário sobre a intervenção das forças de segurança de Israel na tal flotilha que rumava para Gaza foi verdadeiramente estarrecedor. Não se trata, obviamente, de endossar a violência desse ou daquele. E acho compreensível que pesem dúvidas e suspeitas sobre a força empregada, que pode ter sido excessiva etc e tal. Até aí, o jornalismo pode ir sem delinqüir, sem abrir mão de sua tarefa. O que não pode é desprezar os fatos. E os fatos são estes:

1 - A organização que liderava a ajuda humanitária é a turca IHH, liderada por Bülent Yildirim, ligado ao Hamas. Sobre essa ligação, há evidências presentes. E suspeitas fundadas de que tenha mantido contato com os jihadistas e com a Irmandade Muçulmana;

2 - Pode-se ser contrário ao bloqueio a Gaza - o territorial é feito pelo Egito, embora se silencie a respeito. Mas ele existe. Enquanto existe, tentar furá-lo é promover um ato hostil a Israel;

3 - O país já havia afirmado que não permitiria que os barcos chegassem a Gaza;

4 - O cerco à flotilha, antes da intervenção, foi antecedido de uma demorada tentativa de negociação. As forças de segurança de Israel queriam que os barcos se dirigissem a uma cidade israelense, onde os ditos suprimentos seriam desembarcados. Avisaram que não seguiriam viagem. Inútil! Os “pacifistas” não aceitaram;

5 - Há outras maneiras de fazer a ajuda humanitária chegar à Faixa de Gaza. Furar o bloqueio, por mais estúpido que ele fosse, corresponde a submeter Israel a uma espécie de humilhação. Especialmente se o organizador do evento é um amigo do Hamas. Levar adiante tal proposta é apostar no pior;

6 - O vídeo deixa evidente que os “pacifistas” atacaram os soldados de Israel, depois de esgotadas as negociações. Fala-se do filme, mostra-se o filme, fica confirmada a agressão. Mas o texto de condenação a Israel, sem matizes, segue adiante;

7 - Há sete soldados israelenses feridos - dois deles por tiros. Teriam ferido a si mesmos só para criar um pretexto verossímil para matar pessoas? Por que, então, já não atiraram quando estavam no helicóptero?;

8 - Uma jornalista da TV árabe Al Jazeera acompanhava o grupo e assegura que os soldados israelenses estão mentindo. Ela acompanhava o grupo? Não me digam!;

9 - Com que então um grupo de “humanistas” organizados por Bülent Yildirim - não consegui saber se ele estava em algum dos barcos; é provável que não - iria conseguir desmoralizar o bloqueio imposto por Israel na marra?

10 - Mas por que o bloqueio existe? Ele é parte só da natural perversidade daquela gente? Não! Eu não endosso isso ou aquilo, mortes muito menos. Se cabe alguma censura a Israel, ela se deve à operação militar propriamente, que pode não ter sido a mais hábil, fornecendo pretexto verossímil para todos os seus inimigos, que são muitos. Mas isso é só uma hipótese por enquanto. Faltam dados para saber se houve uso excessivo da força. Podem gritar à vontade. “Humanistas” como esses já fizeram coisas piores.

É assustador que o alinhamento com uma causa e o ódio - sim, o ódio! - a Israel impeçam muita gente de ver o que está diante de seus olhos. Ou pior: mesmo vendo, fazem de conta que não está ali.

O ANTI-ÊXODUS, por José Roitberg




O anti-êxodus

José Roitberg, jornalista


-----------------------

Muitas pessoas acham que as imagens que as embaixadas de Israel estão circulando pelo YouTube são "auto-explicativas" e suficientes. Não são. Basta perceber que a divulgação foi mundial e os três vídeos inicialmente liberados tiveram um baixo impacto nas primeiras 10 horas com menos de 400 views para os vídeos mais importantes e 8.000 views para o menos importante. Cerca de 20 horas depois o vídeo mais importante dos três já passava de meio milhão de views, mas é pouco. O vídeo mais relevante foi passado nesta madrugada dezenas de vezes pela CNN, FOX e SKY, mas não pela BBC e pode ser encontrado acessando aqui - são as imagens laterais aproximadas feitas a partir de um dos barcos israelenses. Nestas imagens vê-se o primeiro soldado que desceu pela corda sendo imediatamente espancado, subjugado e atirado do convés superior para o inferior e o segundo soldado também sendo subjugado e barbaramente espancado no chão por vários "patifistas" armados com canos de ferros, barras de ferro e porretes de madeira: armas mortais. E mesmo que as tropas do IDF tenham feito uma abordagem com armas não letais, no momento em que a vida dos primeiros soldados está em risco, os soldados restantes tem que atirar. E atiraram. Mas as imagens não foram liberadas até o momento.
A pedra estava cantada desde o início desta ação "patifista." Era uma provocação. Era uma ação para causar uma reação violenta por parte de Israel e ganhar mídia e simpatia pela causa palestina no mundo inteiro. Funcionou com perfeição. Conseguiram até mesmo nove mártires mortos e trinta e poucos feridos, recebidos aos gritos de "Deus É Grande" pelos que os aguardavam na Turquia. Heróis na luta contra os judeus sionistas. Infelizmente a opção de Israel foi pelo cenário da força e do confronto ao invés de esvaziar o plano inteiro permitindo a passagem do comboio. Não há nada nestes navios que já não tenha entrado em Gaza pelo Egito. Não encontraram nada na vistoria, porque esse era o plano muito claro desde o início para qualquer pessoa com bom senso.
Muitas das ações palestinas contra Israel ao longo do tempo repetem as ações dos judeus contra os ingleses do Mandato. O nosso Êxodus foi exatamente isso: encher o navio com sobreviventes do Holocausto e forçar o bloqueio naval britânico. O navio foi atacado, mortos, feridos, todos presos em Chipre. As cenas comoveram a opinião pública mundial. Os palestinos resolveram criar o Êxodus deles, uma ação aberta de provocação e conseguiram. A grande diferença é que o nosso navio trazia pessoas desesperadas que sobreviveram as piores torturas, doenças, fome e a perspectiva da morte a cada instante. Pessoas que não tinham mais famílias massacradas pelos nazistas e simpatizantes. Pessoas que não tinham mais casas ou negócios, roubados por seus vizinhos cristãos com a certeza de que os judeus levados pelos nazistas nunca mais voltariam. Pessoas que não tinham nada e procuravam a vida.
O navio deles, por outro lado, veio cheio de militantes de esquerda radical, cheio de muçulmanos procurando a morte por Allah, cheio de militantes anti-americanos e antissemitas. Entre eles, nenhum terrorista ou líder de coisa nenhuma, pois estes, armaram todo o cenário e deixaram sua massa de manobra ignorante ser abatida e presa. Deus é grande, mas está do nosso lado e não do lado deles. Algum dia vão aprender isso. E há uma pergunta que os sites e livros revisionsitas nazistas, que os sites antissemitas fazem: "Os judeus não aprederam nada com o Holocausto?" Aprenderam sim! Aprenderam que se alguém levantar um porrete para espancar um judeu até a morte, vai ser morto em legítima defesa! O povo judeu depois do Holocausto não é o povo judeu de antes do Holocausto. Há 65 anos não somos mais os judeus levados para a morte sem reagir! Não somos mais como nossos bisavós e trisavós na Polônia, na Ucrânia, na Letônia, na Lituânia e na Romênia que aceitavam ser espancados por cristãos sempre com a ordem familiar, rabinical e comunitária de não reagir, pois a reação significava a morte. Muitos reagiram e morreram. Muitos foram mortos sem reagir pelo prazer do antissemita. Isso é antes do Holocausto e não durante.
Quantos judeus ao longo da história seja nos pogroms soviéticos, seja nos pogroms da Rússia imperial, seja na Peste Negra, seja por um período de seca, ou de alagamentos, seja por uma epidemia, seja por uma acusação de torturar uma hóstia de missa, seja pela passagem dos Cruzados pela França e Estados Germânicos foram mortos a pauladas, com enxadas, com facões, com lanças, com marretas e com machados, sendo trucidados, desmembrados, estraçalhados em praça pública na frente de seus vizinhos jubilosos? E os gestos são os mesmos: judeus caídos, porretes e barras subindo e descendo da forma mais covarde possível. E por cada paulada destas uma morte é pouco! E que Deus abençoe nossos garotos e sua coragem para descer por aquela corda com a certeza do que os aguardava.

ISRAEL AGE EM LEGÍTIMA DEFESA, por Floriano Pesaro



Israel age em legítima defesa

Vereador Floriano Pesaro


-----

Quem estabelece o limite do direito de se defender? Quando é que agimos? Qual a atitude a tomar diante de um perigo iminente? Quantos avisos devemos emitir antes de tomar uma ação? Será que é justo ficar de braços cruzados esperando, torcendo para que algo mais grave não se concretize, algo que pode colocar em risco nossa existência? Ou devemos agir e evitar qualquer perigo que ameace vidas? Israel, avisou. Israel esperou pela sensatez. Israel chegou no limite. E Israel agiu! Já houve mortes demais, atentados demais, terrorismo demais! Não há como ser leniente. Não é porque alguns ingênuos e incautos compram a propaganda maniqueísta da esquerda retrógrada palestina, que vê apenas um lado da questão, que Israel deixará de tomar todas as legítimas e necessárias medidas para a preservação de seu país, de sua população, de seu direito à existência. Já cansamos de ver situações em que pessoas bem intencionadas são usadas como escudo, como pano de fundo para que atos extremos sejam perpetrados.
A flotilha não seguia como uma ação humanitária, mas como uma provocação com o intuito de apoiar o regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza, sustentado pelo regime dos Aiatolás do Irã. Israel não pode permitir o livre fluxo de armas, de foguetes e mísseis, é por este motivo que Israel deve examinar as mercadorias que entram na região. A política de Israel é simples: qualquer ajuda humanitária para Gaza pode entrar. O que é inadmissível é a capacidade de que sejam transportados materiais bélicos. Devemos buscar um caminho legítimo de paz, evitar situações semelhantes, em que um ato de agressão fantasia-se de ajuda humanitária e Israel tem que tomar todas as medidas necessárias para garantir o seu direito de existir e de se proteger

OS PIRATAS DA PAZ, por Moisés Rabinovici



Os piratas da paz

Moisés Rabinovici, ex-correspondente
do Estado de São Paulo em Israel


--------------------------------------------------------------------------------

O choque entre a marinha israelense e a Flotilha da Liberdade levantou ondas de protesto e indignação no mundo e imediato tsunami condenatório sobre Israel. Mas a maré está baixando e emergem algumas verdades que naufragaram sob o peso do coro dos pacifistas – na verdade, piratas da paz. A primeira verdade: rejeitados apelos e propostas para evitar o confronto, já que a Flotilha da Liberdade estava decidida a furar o bloqueio militar, comandos israelenses começaram a descer por corda de um helicóptero no navio turco Mavi Marmara. Um a um, os soldados foram recebidos pelos militantes dos direitos humanos a golpes de barra de ferro, facadas e pauladas. Um foi jogado ao mar. De outro retiraram o fuzil. Um linchamento, contido a tiros.
A segunda verdade: Israel se deixou cair na armadilha. A Flotilha da Liberdade, organizada pelo movimento Gaza Livre e a ONG turca Insani Yardim Vakfi, dispunha de um canal aberto pelos israelenses para levar sua ajuda humanitária até Gaza. Só ancorar em Ashdod, passar pela alfândega e seguir pela estrada, tão curta que os mísseis do Hamas a atravessam inteira. Mas não: Bülent Yildrim, o humanitário-pacifista-chefe turco, é amigão de Ismail Haniya, o chefão do Hamas. Aos dois conviriam alguns mártires. E agora eles os exibem ao mundo. A terceira verdade. Por que abordar a Flotilha da Liberdade? Esta era uma pergunta que se fazia ontem em Israel, país de tantos estrategistas de guerra quantos de técnicos de futebol no Brasil. A marinha poderia simplesmente bloquear o caminho. Ante alguma insistência, elevar o tom: um disparo de advertência. Teimosia? Acertar as máquinas dos navios e deixá-los singrar a esmo nas turbulentas águas políticas do Oriente Médio.
Yasser Arafat também quis navegar contra Israel. Em 1988, batizou um navio de “O Retorno” e o lotou de refugiados palestinos. O serviço secreto israelense o esperou ancorar em Chipre, escala também da Flotilha da Liberdade, e o sabotou ao ponto de só navegar a remo. Ironia do destino: Arafat partiu para o exílio num navio chamado Atlântida, o continente e sua Palestina perdidos. Uma opção final seria deixar um só dos seis navios ir até Gaza, sob escolta, sem considerar um precedente aberto. A quarta verdade. Foi um massacre: durante o dia inteiro, o tsunami contra Israel rendeu bandeiras queimadas, protestos diante de embaixadas, passeatas, declarações oficiais de protesto e deixou até o nosso chanceler Celso Amorim "chocado", ele que não se abala com os mortos de Teerã e nem de Cuba. Os israelenses sempre perdem a guerra de Hasbará, palavra hebraica para esclarecimento. Quando pensam em esclarecer, o barulho da maioria automática do mundo árabe os sufoca. Em qualquer situação, serão culpados. Uma Flotilha da Liberdade jamais tentará aportar no Irã, na Coréia do Norte ou em Havana. Há pouco tempo, os turcos ameaçavam romper com Israel se não recebessem armas israelenses que compraram. São as contradições israelenses. Uma é armar o seu próprio inimigo. Outra: ontem à noite, membros do Conselho de Segurança da ONU pediram que Israel acabe com o bloqueio a Gaza – e foi o que Israel fez, exatamente, em 2005, para então virar o alvo de uma chuva constante de mísseis contra sua população civil – e daí o bloqueio e a Flotilha da Liberdade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ISRAEL TEM O DIREITO DE SE DEFENDER E FAZER VALER O BLOQUEIO MARÍTIMO A GAZA






GIORA BECHER
ESPECIAL PARA A FOLHA

Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado.
Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo.
O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência. Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar".

Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frot a, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer".

Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000.

É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda.

A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel.

Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.

ALVO

Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas [sobre] quebrar o cerco de Israel".

A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos.

Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.

Os organizadores estavam ci entes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Gaza.

Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod.

Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa.
Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses.

O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.

GIORA BECHER, 60, é embaixador de Israel no Brasil

HA SHOA - O HOLOCAUSTO Reducir la ignorancia es ahuyentar los prejuicios




BUENOS AIRES (CJL) - La información que circula entre los estudiantes acerca de la "Shoá", sus inicios, sus técnicas empleadas para la aniquilación y las terribles heridas que dejó en la civilización humana crece cada día con el hallazgo de papers, documentos, listados y objetos hurtados que son repatriados a sus verdaderos herederos. La Argentina es uno de los países que forma parte de la Task Force para la Cooperación Internacional en Educación, Recordación e Investigación del Holocausto, el ministerio de Educación incluyó el tema en sus manuales de estudio y promueve la capacitación de docentes para que sean trasmisores de la historia.

Entre ellos está el Juez Federal argentino Daniel Rafecas, un abanderado como pocos, en la causa de la transmisión de la historia del Holocausto que no duda por un segundo que educar sobre la Shoá es la mejor herramienta para prevenir un nuevo genocidio.

"Los actos discriminatorios están relacionados con prejuicios y los prejuicios subsisten en base a la ignorancia. Si nosotros removemos esa ignorancia con información y educación, reducimos y eliminamos los prejuicios y esto reducirá inevitablemente el odio de toda índole", afirmó el magistrado.

Rafecas aseguró además que "si alguien tiene una verdadera vocación de justicia, la Shoá debe servir como un motor que impulsa a actuar dado que es el episodio de injusticia más grave que sufrió la humanidad "por la magnitud que tuvo, por las técnicas modernas industriales que se aplicaron y por la absoluta inocencia de las víctimas."

Su propio estimulo no se reduce a la dimensión del acontecimiento histórico sino a vivir y sentir su tarea de transmisor como "una reivindicación del papel que cumplió la Argentina en aquellos años, antes, durante y después del Holocausto", refugio de criminales nazis.

Por estos días el Juez Rafecas acaba de regresar de España a donde fue invitado por Casa Sefarad-Israel para disertar junto al ex Juez Baltazar Garzón sobre el aspecto judío de la represión durante la última dictadura militar en la Argentina, tema que conoce de sobra debido a su actuación en la causa Primer Cuerpo de Ejército, en la que se investigan delitos contra los derechos humanos cometidos durante el último gobierno de facto.

"En el marco de esa causa hemos demostrado el especial ensañamiento que había de todo el terrorismo de Estado para con los detenidos de condición judía y que el hecho de ser judío en un centro de detención clandestino acarreaba mayor riesgo de terminar en la nómina de desaparecidos y esto está probado", sostuvo Rafecas.

Daniel Rafecas es además consejero académico del Museo de la Shoá y tiene un compromiso filosófico con la lucha por la protección y promoción de los derechos humanos integrales. No debería ser una virtud destacable cuando se trata de un magistrado pero lo es porque su compromiso trasciende lo discursivo.








sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FESTA DE SHAVUOT



Aos amigos e amigas do Brasil: Shalom Alechem!


Estamos no segundo dia de Shavuot. Façam a FESTA DE SHAVUOT como nunca a fizeram, entendam-na como nunca a entenderam, percebam dela os matizes como nunca perceberam, celembrem-na como nunca a celebraram!


Shavuot é o passo-a-passo contado desde Pessach, é o resultado de um processo que se inicia com a Mão do Eterno liberando cada um de nós das correntes egípcias, dos entulhos, dos venenos religiosos, das desventuras de caminhar sem luz, nas trevas e sem sentido. O processo de libertação que vai do momento em que Moshè, sem sandalhas, fica diante do Eterno, diante do inextingüível fogo da sarsa e se torna expressivo no Sinai, com a entrega das primeiras letras da Torá!


Um processo de formação da consciência na Torá que, sobretudo, é a consciência da liberdade e de sua necessária responsabilidade. Celebrar Shavuot é entrar no processo de liberdade, fazer parte dele, beber dele e se tornar,finalmente, homem liberto, imagem dos Elohim! A cada celebração, a cada processo de conscientização vamos nos tornando mais esta imagem e, na plenitude dos nossos dias, seremos, também, a semelhança!


Shavuot, a Festa de Shavuot, é aquela diante da qual ensinamos aos nossos filhos o sabor da liberdade e, ao mesmo tempo, abençoamos o Nome (Baruch HaShem) pelo presente maior, mais que nossa saúde, mais que nossos corpos, mais que nossos sentimentos, mais que nossas produções acadêmicas e intelectuais, mais que nossos familiares e nossas relações conjugais.


Abençoamos o Nome na Festa de Shavuot porque sem a Torá, entregue neste dia, nossa saúde seria debilitada pelos nossos opressores e por aqueles que se apoderam das nossas vidas. Sem a Torá, nossos corpos seriam escravizados, acorretandos, marcados, tatuados, levados de uma lado a outro e, finalmente, mortos, partidos e lançados aos cães. Sem a Torá, nossos sentimentos seriam confusos e ficaríamos expostos aos ódios, às frustrações, à depressão, aos conflitos interiores e, assim, teríamos um universo emocional frágil. Sem a Torá, o que produzimos nada é, o que escrevemos perde o sentido, nossas produções acadêmicas e intelectuais ficam vazias de sentido e direção, despejamos nossa energia no vazio das relações coisificadas, onde tudo se converte em coisa e dinheiro. Sem a Torá, nossos filhos seriam arrancados de nossas mãos e, desde o ventre, marcados para morrer, para serem lançados pelos precipícios por ordem de algum faraó enlouquecido, nossos filhos seriam amarrados ao pé das pirâmides e seriam consumidos pelo vento e pela areia do deserto. Sem a Torá, não saberíamos mais o que é amar a pessoa ao nosso lado e o que é viver com a pessoa ao nosso lado!


Por isso, meus amigos e amigas, celebrem a Festa de Shavuot! Sintam nela a Misericórdia do Eterno e o sentido de nossas vidas! Tomem seus filhos e filhas pelas mãos, e os pequenos nos braços, convidem suas esposas e esposos, levantem-se de suas cadeiras, e caminhem até o Aron HaKodesh e olhem. Olhem o Sêfer Torá ali, e cantem diante dele, abençoem o Nome diante dele, se abracem diante dele, pulem e dancem diante dele - o Sêfer Torá, e nada mais que o Sêfer Torá, é o presente do Eterno, B"H, para cada um de nós. Digam para seus filhos: Eis o Sêfer Torá que o Eterno nos deu no dia de Shavuot, para nos fazer um povo livre, inteligente, sábio, com discernimento, com esclarecimento!


Ao brindarem, ao erguerem suas taças com o bom vinho, alegrem-se com vigor e vida! E dediquem alguma Brachá para mim também, a fim de, permita o Eterno, estar com cada um de vocês em algum tempo futuro e festivo!


Nas Bênçãos


Pietro Nardella-Dellova

della Sinagoga Scuola

quarta-feira, 31 de março de 2010

PESSACH NAPOLITANO OU, UMA HAGADÁ ALTERNATIVA (para o Pessach 5770)


PESSACH NAPOLITANO ou,
UMA HAGADÁ ALTERNATIVA
(para o Pessach 5770)
Pietro Nardella-Dellova



Olhei primeiramente para meus filhos, quero dizer, meu grande e amado filho (e seu filho) e minhas pequenas e amadas filhas e, também, para os outros meus filhos, quero dizer, aqueles a quem protejo com ensinamentos judaicos e sobre os quais abro minha mão e dedos em dois ש (shim) formando o peso de um ה (heh). Também, abro minha mão e dedos em dois ש (shim) formando o peso de um ה (heh) sobre o grande e amado filho (e seu filho) e sobre as pequenas e amadas filhas, mas, neste caso, além desta Bênção singular e milenar, ainda os beijo, dou-lhes cócegas, vou descabelando-os, brincando de esconde-esconde e enrolando com eles pelo chão.

Os outros filhos, a quem protejo com ensinamentos judaicos, até me abraçam, de vez em quando, mas o grande e amado filho (e seu filho) e as pequenas e amadas filhas, além de me abraçarem de forma a sentir cumplicidade de sempre para sempre, também podem me jogar ao chão (ainda mais o grande e amado filho), seja de casa ou da areia de uma praia, e lançarem travesseiros sobre minha cabeça, cobrirem meu corpo de areia molhada, e tirarem algum cravinho que insiste em ficar. Ah, sim, o filho do meu filho pode fazer estas e qualquer outra coisa!

Então, despertei (no sono de uma tarde) quando as velas foram acesas pelas delicadas mãos femininas, e estávamos todos ali, reunidos em torno de uma mesa cheia de pratos deliciosos (e sem chametz!). Coisas significativas para um Sêder de Pessach! (Não, Pessach não é a “Páscoa”, ainda que qualificada como “judaica”!!!! Pessach é Pessach, e Páscoa é outra coisa!) Uma mesa possível apenas a um judeu napolitano sem preocupação com o Vesúvio, que canta o dia inteiro “O Sole Mio” e abençoa os filhos com cócegas, gargalhadas e, também, com segredinhos hereditários da Torá! Mesa feita por uma judia veneziana que mantém delicadeza, fineza e os detalhes musicais de quem navega em gôndolas e canta o dia inteiro “Hatikvá”, abençoando as filhas tão somente com sua presença musical!

E chamei os grandes e os pequenos, em torno desta mesa de madeira rústica (porque precisa durar para sempre!), para ocuparem suas cadeiras de madeira rústica (porque precisam durar para sempre!). Em uma mesa de Pessach de um judeu napolitano todos podem rir, gargalhar, jogar papelzinho uns nos outros, interromperem a fala, chorar, cantar (porque precisa durar para sempre!!!!). Não há espaço para a formalidade desafinada, seja da Idade Média ou da Europa oriental, nem para cara feia (porque isso precisa durar para sempre!!).

E começamos a relembrar o tempo em que éramos todos escravos e servos no Egito, em que o trabalho era uma opressão e o sol derretia nossa pele, carne e alma, feitos em sangue pelo estalo do chicote. O tempo em que tínhamos que alimentar os carneirinhos e ovelhas dos norte-africanos porque eram bichinhos sagrados e nós, amarrados completamente, éramos reduzidos a vermes e escória. Éramos coisas entre coisas! Relembramos, também, que a vida era não vida, que a existência naquelas terras era amarga como o fel. Relembramos, ainda, que nossos pés fediam de tanto barro que tínhamos que amassar para sustentar os desvarios faraônicos e a perversidade dos seus fiscais. E, relembramos, sobretudo, de como nossa boca secava no sal, na areia e no vinagre - e a voz ficava embargada, matando nossos tenores, barítonos, baixos, sopranos e contraltos e nossos instrumentos musicais deterioravam em desuso. Nossas mulheres gemiam diuturnamente e nossos filhos, contaminados com dengue e malária, desdentados e cheios de vermes, tremiam por toda a noite, e durante o dia ficavam nos cantos. E, ainda, à mercê de um faraó que acordava de vez em quando, das suas sombras noturnas, querendo lançar nossos filhos no precipício ou afogá-los no Nilo. Ele vivia querendo transformar nossas crianças em cuscuz para seus abutres. E nós não podíamos tocar-lhes porque nossas mãos estavam sangrando, e nossos pés em carne viva. Nossos olhos enceguecidos não podiam ver como nossas mulheres eram belas! Enfim, os fiscais gritavam o dia todo, e a noite toda. Eles tinham suas tavernas e o vinho, e nós não tínhamos nem um boteco nem uma pinguinha naquela sujeira egípcia!

Então, parei destas lembranças amargas! Olhei para o centro da mesa (de madeira rústica porque precisa durar) e vi as Matzôt – as nossas Matzôt! E olhei nos olhos do grande e amado filho (e seu filho), e das pequenas e amadas filhas, e resmunguei a minha Hagadá napolitana, feita apenas de duas palavras. Uma delas é Càspita! (a outra não revelo!) e comecei a rir o riso dos vivos, ao ponto de perder o fôlego e ficar engasgado, comecei mesmo a gargalhar, vermelho (e sem pinguinha) e joguei carinhosamente a Kipá sobre eles, e ficamos jogando coisas uns nos outros. E todos nós começamos a rir, a rir, a rir e a rir, em risos sonoros (porque isso precisa durar para sempre!!!)

Porque as Matzôt me fizeram lembrar que um dia paramos de gemer como doentes e paramos, também, de ranger como coisas, erguemos a cabeça, olhamos para cima e começamos a gritar, a desobstruir nossas gargantas, e começamos a andar na Luz, e lembramos que tínhamos Avraham, Ytzchak e Ya’akov como pais e que seu D’us era nosso D’us, e os segredos da fundação do mundo estavam em nossas mãos, em nossa alma e em nossa pele! E uma força veio, assim, aos músculos e ao universo interior! Despertamos neste dia e acariciamos os cabelos de nossos pequenos filhos e o rosto de nossas esposas - e isto nos robusteceu! Não fomos amassar barro nem fazer tijolos naquele dia e, enquanto os egípcios estavam lambendo os cães, resolvemos comer os seus carneirinhos "sagrados" por toda noite, fixando-os nos olhos (refiro-me aos egípcios!) e transformamos todo amargor, brutalidade, opressão e barro, em energia efetiva! E, logo, em um único bastão concentramos as Forças da Criação para fazer justiça de dez arpões contra nossos inimigos e seus chicotes! E fomos, assim, feito gente, para a nossa Liberdade no deserto, deixando todo o Egito de joelhos, em prantos, na escuridão fúnebre, com suas cabeças de vento perverso e seus cães deificados!

Pois bem, Pessach é também isso: virar as costas para aqueles montes de pedras (e excrementos) fedorentas do Egito que formam pirâmides para faraós tresloucados e mumificados, que atraem gente incauta e estúpida. Pedras, montes de pedras e montes de ossos em riso mórbido perpétuo. Virar as costas significa deixar, também, dez pragas (menos uma, por humanidade) para trás e sair rumo à liberdade, que só é possível no encontro direto e íntimo com a Torá e com a Luz. Por isso mesmo, comer Matzá é como uma delícia sem fim!!!!

Nos dias de hoje, um monte de gente cria, ainda, seus castelinhos e ossuários, suas pirâmides malcheirosas, seus labirintos fermentados de estupidez, loucura, deficiência, opressão e betume asfáltico religioso, querendo nos arrastar... E por absoluta humanidade, substituo a praga dos primogênitos (que me entristece muito) por uma sonora, eloqüente e evidente flatulência de desprezo, pois a liberdade é cara, muito cara, caríssima. Nove pragas e flatulências sem fim aos que ficarem brincando com os ossos faraônicos e fizerem casinhas na areia do além Nilo! Todas as pragas (mais uma!) para os que nos penduraram, e nos queimaram, e destruíram nossas muralhas e nosso Beit HaMikdash, e nos caluniaram, e nos perseguiram em nome das criações de Constantino, e nos sufocaram, e queimaram nossos rolos, e nos proibiram de falar hebraico, e destruíram nossas casas, e nos fizeram andar de lugar em lugar, e nos levaram aos campos de concentração e nos transformaram em pó, e explodiram suas psicoses em nossos lugares públicos de Jerusalém.

E qual o porquê das flatulências e gases mortais? Porque foi tudo o que descobriram dos opressores "cabeça de cão", foi tudo o que criaram e deixaram em seus sarcófagos e, ainda, foi toda a herança medieval nazista e fascista. Mas nós, carregando a alma de nossos antepassados nos tornamos um Povo, um Leão, um Suplantador - e resolvemos viver! E, assim, com amor pela vida nos tornamo uma Nação eterna e nos orgulhamos disso!!!! E em cada Pessach transferimos aquela mesma alma aos filhos, pequenos ou grandes - mas sempre amados, muito amados (porque isso precisa durar para sempre!!!).

Nossos reis não foram idiotas cobertos de tinta, mas, foram Poetas e Sábios, guerreiros e plenos das Forças da Criação!!! Nossos reis venceram gigantes com estilingue e pedrinhas, e nossos inimigos não resistiram a uma nota da lira davídica ou a um "bate-papo" salomônico...

E continuamos, assim, de costas para os tijolos da perversidade e desprezando os ossos egípcios roídos por deuses cães!

Ecco!!!! E fiz meu primeiro brinde desta tarde: L’chaim! E disse ao filho: “abra sua boca e esquente suas cordas vocais, e cante uma canção em tenor absoluto – qualquer canção, pois somos livres para cantar qualquer canção” (porque isso precisa durar para sempre!). E disse, também, a uma das pequenas filhas: “arme o arco de seu violino e lance-o para as Alturas, corte as nuvens e atinja as Forças absolutas do Eterno, pois Ele é o D’us de nossos pais e os cães foram enterrados nos subterrâneos das pirâmides” (e isso precisa durar para sempre!). À outra das pequenas disse: “abra seu piano, dedilhe uma melodia, qualquer nota, qualquer tecla, mostre suas mãozinhas fazendo música e criando, assim, a prece que nos eleva e nos constitui (porque isso precisa durar para sempre!). E, adiante, disse ao filho do meu filho: “vem, pequeno, seu nome é o nome do profeta a quem dedicaremos esta quarta taça de vinho, porque o vinho é nosso, e abrimos a porta a ele porque somos livres e, ainda, germinaremos em nosso meio a completude sefirótica de Mashiach” (e isso durará para sempre!!)



Pessach de 5770 (março 2010)

© Pietro Nardella-Dellova é Escritor e Poeta. Coordena Curso de Direito e leciona Direito Civil e Crítica Literária em graduação e pós-graduação. Mestre em Direito pela USP e Mestre em CRe pela PUC/SP. Pós-graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org/tex), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS. Outros textos, contato e informações vejam em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/ e pelo e-mail professordellova@libero.it

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Midrash sobre a Parashá Shemot ou, Elohim e as Forças da Criação

Midrash sobre a Parashá Shemot ou, Elohim e as Forças da Criação!
por Pietro Nardella-Dellova
da Sinagoga Scuola – Beit Midrash

Livro/Parashá: Shemot: Shemot (Êx) 1:1 a 6:1

B"H

“… e os filhos de Israel estavam ainda gemendo por causa de seu jugo. Quando eles gritaram em virtude de sua escravidão, seus apelos vieram diante de Elohim (23). E Elohim ouviu seus gritos, e Elohim lembrou-se de seu Pacto com Avraham, Itzchak e Ya’akov (24). E Elohim viu os filhos de Israel e interessou-se Elohim (25)…” (Shemot 2: 23-25)

Esta Parashá, Shemot (nomes), inicia o livro com o mesmo nome, o Segundo Livro da Torá!

Antes o Eterno era parte da experiência e da historia individual de alguns, entre os quais, homens da envergadura de Seth, Enosh, Chanoch, entre outros, até nossos patriarcas Avraham, Itzchak e Ya’akov e, então, sendo invocado individualmente, como em Bereshit 4:26 e, depois, conhecido como sendo o D-us dos patriarcas, indicados pelos nomes! Mas, após anos no Egito e a situação de servidão e opressão, surge um elemento novo a partir dos filhos de Ya’akov, cujos nomes estão no inicio desta Parashá (v. 1:1-6). Surge um povo, surge uma nação, submetida e oprimida pelo Faraó! Surgem (1:7) os B’nei Yisrael (os filhos de Israel). Passagem impropriamente traduzida para varias línguas como “israelitas”. É melhor manter o que está em hebraico, ou seja, a expressão B’nei Yisrael (filhos de Israel) e não israelitas!
A coletividade chama-se “b’nei Yisrael” e isso lhes será luz e libertação adiante.

Não apenas israelitas, mas, filhos de Israel! E sua situação, uma espécie de Galut antecipada, é tormentosa! Por isso mesmo, os filhos de Israel gemiam diuturnamente. Viviam em dor profunda e em estado de desamparo, um longo tempo (v. 2:23) de gemido, de estado de decadência e fragilização. E mantiveram-se em gemido continuado.
Mas, um dia, o estado passivo de “gemido” deu lugar a um estado “ativo” e, assim, fez-se um movimento, deu-se um passo efetivo, ainda que tênue, mas dentro de um contexto de verbo, de ação, de proatividade. No mesmo 2:23 encontramos que os filhos de Israel, deixando de “gemer”, “gritaram” e “apelaram”! E somente quando eles gritaram, os seus apelos chegaram diante do Eterno. Mas, não gritaram apenas – gritaram em direção ao Eterno, o D-us de seus pais!

E nesta mesma passagem aparece por cinco vezes a palavra Elohim (אלהים aspecto da Justiça do Eterno). Em nenhum momento aparece aqui a expressão das quatro letras que formam o Tetragrama (יהוה aspecto da Misericórdia do Eterno). Neste sentido, nos recordamos que, ao criar o mundo o Eterno também se manifestou como Elohim. Aqui, em Shemot, os filhos de Israel estão pedindo "justiça" contra a opressão a que foram submetidos! Em Bereshit 1:1 a 2:1-3, desde o primeiro movimento de Bereshit até a criação do Shabat, aparece apenas a expressão Elohim, voltado para organização dos elementos. E, somente após tudo feito é que a Misericórdia se junta à Justiça (Adonai יהוה Elohim אלהים), em Bereshit (Gên) 2:4 e, a partir de então, com a dupla expressão do Eterno, ou seja, Misericórdia/Justiça (Adonai יהוה Elohim אלהים) o homem, integral, é formado (Bereshit 2:7).

No caso desta Parashá, o que ocorre com o grito “dirigido” e canalizado, o grito que supera o estado doentio e inerte de “gemido constante”, e em absoluta conexão com os patriarcas e com o D-us de seus pais “O D-us de Avraham, Ytzchak e Ya’akov” é que as mesmas forças da criação, em seu aspecto de Justiça (Elohim) aparecem, pois o Eterno dirige as mesmas forças não, ainda, a favor dos filhos de Israel, mas contra a opressão e opressores egípcios. Na superação do gemido pelo grito e, ainda, na movimentação do Eterno (Shemot 2: 23-25). Por cinco vezes encontramos neste trecho a expressão Elohim.

Isto significa dizer que todas as forças da criação estavam concentradas como repercussão do grito dos filhos de Israel, em valor/intensidade dos sete Espíritos do Eterno, pois as cinco vezes Elohim, constituem-se Sete (a palavra Elohim vale cinco, que é a letra heh ה, e seu resultado é Sete). No início da criação é a Ruach (רוח) Elohim (אלהים)(Bereshit 1:1) que organiza tempo/espaço. Ruach é o elemento feminino da criação e seu valor é sete (רוח). São os Sete Espíritos do Eterno conforme Yeshayahu (Is) 2:11. Portanto, temos a multifacetada força da criação, multiplicativa, com bênçãos multiplicativas, desde Bereshit 1:1 até o Shabat, em 2:3. Quando multiplicamos o valor de Ruach pelo valor de Elohim, obtemos 35. Pois são exatamente 35 vezes que a expressão Elohim aparece em todos sete períodos da criação. São as forças da criação, os Sete Espíritos do Eterno, simbolizados pela Menorá (castiçal de sete luzes/velas) e são, conforme o Profeta Yeshayahu: o Espírito de Adonai, o Espírito de Sabedoria, o Espírito de Discernimento, o Espírito de Conhecimento, o Espírito de Força, o Espírito de Conselho e o Espírito de Temor ao Eterno.

O Eterno se importa com o grito dirigido, de forma consciente e determinada, pelos filhos de Israel, e um movimento é feito em direção ao povo de Israel, mas para estabelecer justiça primeiramente. A expressão Elohim, na passagem comentada por mim, multiplica-se por si mesma cinco vezes e resulta em Sete, concentrando as mesmas Forças da Criação para estabelecer Justiça. E, na seqüência, aparece diante de Moshe rabenu (Moisés, nosso mestre) logo na passagem posterior (Shemot 3:2) o aspecto da Misericórdia do Eterno. Aparece o Malach מלאך Adonai יהוה(Emissário do Eterno). Malach מלאך equivale a dez, a plenitude da manifestação do Eterno, porque Moshè seria o responsável por receber e ensinar a Torá, a Instrução. Ou seja, ao grito que repercute diante do Eterno, encontramos, primeiramente, a Justiça contra a opressão/opressor (Elohim) e, na seqüência, a Misericórdia (Adonai) para, algum tempo depois, apresentar a Torá: Instrução! A palavra Moshè משה tem como valor, tanto o doze, representando a unidade das doze tribos de Israel em torno da Torá, como três, representando o ideal dos patriarcas de Israel (Avraham, Itzchak e Ya’akov).

Tanto em Bereshit 1:1 a 2: 1-3, como nesta passagem, Shemot 2:23 a 3:1-6, vemos a conexão da efetividade criativa com conclusão na Misericórdia. No primeiro momento, o Eterno, com sua multiplicativa Ruach Elohim cria os setes períodos e, finalmente, o homem especial. Neste caso, o Eterno, com a mesma Ruach Elohim está criando a base de uma nação. Antes, ele era o D-us individual, agora será o D-us de uma nação. Desde Adam, o Eterno ensinou a Torá (oral), aquela da percepção individual, de formação individual. Agora, Ele dará a Torá (escrita) responsável pela formação e unidade de todos os filhos de Israel. Podemos, a partir deste momento, fazer o movimento objetivo em direção ao processo de libertação de nós e de nossos filhos.

Em síntese, quando o Eterno cria os sete primeiros períodos com Justiça e conclui com Misericórdia/Justiça. Nesta passagem, novamente, o grito desperta a Justiça, mas o devir (movimento transformador) ao chamar Moshè, é feito com Misericórdia! Após o movimento gerado pelo grito dos filhos de Israel, veremos de forma efetiva as Dez Pragas sobre os opressores e as Dez palavras sobre os oprimidos! No primeiro caso, a Justiça; no segundo, a Misericórdia!

Como seres humanos, vivemos em muitos conflitos, opressões e angústias que, comumente, são convertidos em gemidos continuados que não fazem além de aumentar o sofrimento, pois o gemido não traz em si uma força libertadora, mas, apenas um estado de autodestruição e abatimento. Podemos passar anos de nossa vida no estado de embriaguez emocional, no resmungo noturno, ou ainda, diuturno! É um lamentável desperdício de energia! E quando nos conscientizamos do que somos, ou de onde viemos, das nossas energias sendo sugadas pelo opressor, do nosso tempo sendo utilizado pelo explorador, da nossa vida esvaindo-se de nossa mão.

Quando amargamos a experiência de nossos filhos sendo condenados à morte, como o que ocorreu naquele tempo, conforme Shemot 1: 15-22, em relação às crianças hebréias, algo em nós pode mudar. E, vencemos o estado de letargia do resmungo noturno por ações mais objetivas, positivas. A isto chamamos proatividade. E uma voz em nós clama por Justiça, e quando esta voz em nós clama por Justiça, as forças luminosas da criação se concentram sobre nós! Mas, também recebemos ajuda horizontal, das pequenas luzes, daqueles que estão ao nosso redor, daqueles que caminham conosco e se incomodam com a injustiça imposta sobre nós. É a Luz e são as pequenas luzes! É o Eterno e são aquelas pessoas formadas em seu coração e intelecto, em sua alma e seu espírito, por critérios e princípios de Justiça.

Na dimensão vertical, por cinco vezes aparece a expressão Elohim com um heh ה aderente explosivo formando a inteira expressão האלהים (DEZ!) quando do grito dos filhos de Israel. Na dimensão horizontal, das pequenas luzes humanas, ou seja, daquelas pessoas que se incomodam com a injustiça e agem a fim de coibi-la, emudecê-la ou desfazê-la, pois não há, nem no plano vertical (O Eterno) nem no plano horizontal (As Pessoas) justiça discursiva, justiça de sentimentos bons, mas justiça de ação, de efetividade! Assim, na dimensão horizontal, aparecem pessoas com Justiça efetiva, e no caso dos hebreus, para resistir ao mandado do Faraó de condenação à morte das crianças, duas mulheres, Shifrá שפרה e Puá פועה simplesmente agiram para fazer Justiça em Shemot 1: 15-22 (seus nomes aparecem ligados a Elohim) e, alguns anos depois, o próprio Moshè, então, um jovem homem, age com Justiça no episódio em que mata um egípcio, Shemot 2: 11-12. Seu nome, mais adiante está ligado à Adonai (Misericórdia).

Mas, quando nos movimentamos (devir) para superar a curva descendente da injustiça e para por fim a períodos de esgotamento físico, emocional, intelectual e social (corpo, alma, espírito e relação eu-tu), é sobremaneira condicional que o façamos com consciência. A consciência é o motor, é a alavanca, é o passo positivo adiante. Com ela sabemos a quem nos dirigir, com ela canalizamos energia ao ponto certo, com ela não nos perdemos na enxurrada idolátrica ou nos desvarios emocionais. E quando sabemos o que estamos fazendo ou necessitando, e, principalmente, a quem nos dirigimos, é seguro que alcancemos nosso propósito.

O Eterno e o nosso próximo! O vertical e o horizontal. Esta relação vertical/horizontal não escapa nem da análise mais superficial das Luchot HaBrit (Pedras da Aliança), sendo cinco Palavras para a dimensão vertical e outras cinco para a dimensão horizontal.

Se lemos as Dez Palavras de forma proativa, chegamos à ação que se espera de nós e à alma da Torá. Eu explico melhor.

As Dez Palavras, inicialmente em Shemot 20: 1-14, são: Eu Sou o Eterno...; Não tenhas outros deuses...; Não tomes o Nome do Eterno em vão...; Lembra/Guarda o Shabat...; Honra teu pai e tua mãe...; Não cometas homicídio...; Não cometas adultério...; Não roubes...; Não atestes como falsa testemunha...; Não tenhas inveja...

Lendo, então, de forma proativa, devemos nos dirigir ao Eterno lembrando Seu aspecto Misericórdia/Justiça, pois nesta primeira Palavra aparecem Adonai Elohim, como Luz vertical. Este caminho que nos leva à compreensão do Eterno não permite a intermediação ou criação de deuses quaisquer, como segunda Palavra. Ao avançarmos no vertical, devemos fazê-lo com plena consciência do que significa invocar Justiça e Misericórdia. E, portanto, lembrar e guardar o Shabat, pois nele a verticalidade é expressivamente clara! E na quinta Palavra, a que diz respeito ao pai e à mãe, encontramos o ponto inicial da verticalidade, ainda, em relação à Misericórdia e Justiça, pois mãe tem relação direta com a Ruach (elemento feminino de justiça criativa do Eterno) enquanto pai com a Misericórdia. Portanto, nas primeiras cinco Palavras o vertical impera. Enquanto isso, no plano horizontal, muito mais que uma série de comportamentos que importam em um “não fazer algo”, temos uma leitura mais precisa da proatividade. Não apenas não cometer o homicídio, mas promover a vida; não apenas não cometer adultério, mas criar um ambiente digno e afetuoso de relação perfeita; não apenas não roubar, mas agir de tal forma a que seu pão seja justo em todos os sentidos; não apenas não atestar como falsa testemunha, mas intervir contra o falso testemunho e não apenas não ter inveja, mas apoiar e ajudar o próximo a ter, a construir e a estabelecer seu universo de bens necessários.

E por que sabemos disso? Porque o Eterno se manifesta em Misericórdia e Justiça, porque o Eterno atua, faz e realiza. Vejamos. Não basta entender e compreender o Eterno como o D-us que nos tirou da casa da servidão, é preciso não ceder à inclinação aos deuses (bons ou maus). É preciso não invocar o Eterno sem consciência plena. É preciso compreender que Ele criou o Shabat e vivenciar, experienciar o Shabat, viver o Shabat que, neste caso, aparece como a organização do tempo vertical, diante do tempo horizontal (o sagrado e o profano) e o pai e a mãe como elementos verticalizadores da nossa ação. No mesmo sentido, ou seja, da proatividade, encontramos a horizontalidade das Pedras da Aliança. Pois muitos poderiam dizer: “eu não dou falso testemunho e nem pratico o homicídio...”, mas a questão seria compreendida de forma passiva, quando sabemos que diante do Eterno o procedimento deve ser ativo. Assim, a passividade é não cometer homicídio, mas a proatividade é fazer com que a vida seja protegida. E assim por diante...

No caso das parteiras Shifrá e Pua, elas não apenas não mataram as crianças, mas promoveram a vida! No caso de Moshè, a sua proatividade exigiu que defendesse o hebreu das mãos do egípcio! No caso de Pinchas (Bamidbar “Núm.” 25: 6-8) quase oitenta anos depois, foi uma ação contra a injustiça do lashon hará feito contra Moshè rabenu...

Voltar-se para a Luz, para o Eterno, e para as pequenas luzes, nossos próximos, a fim de aplicar nesta relação vertical/horizontal todos os princípios norteadores de nosso comportamento e ação para, em tempo eventual, solicitarmos a ajuda do Eterno e dos nossos próximos. Sem o diálogo que se efetiva com o vertical e horizontal não podemos sobreviver, muito menos viver uma vida de plenitude!

Shemot significa “nomes”. E o diálogo entre EU-TU exige nomes. Se tivermos o Nome do Eterno, ainda que não o utilizemos por zelo, e soubermos quem Ele é, teremos o diálogo. Se tivermos o nome de nossos pais Avraham, Ytzchak e Ya’akov, e de nossas parteiras, Shifrá e Puá, e de Moshè, teremos o diálogo horizontal plenificado. Assim, é preciso criar um ambiente dialógico com o Eterno e com aqueles que nos apoiarão, finalmente, na luta contra a morte e a opressão!

Sadle Brook, NJ, 10 janeiro, 2010

© NÃO REPRODUZIR SEM MENCIONAR A FONTE (link) e AUTORIA

Nas Bênçãos

© Pietro Nardella-Dellova. É Coordenador de Curso de Direito. Professor Universitário, Escritor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em CRE pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor dos livros AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92), FIO DE ARIADNE (org./co-aut. 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICIAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, Ed. Scortecci, 2009.

Mais textos, contato e informações, veja em seu Blog Café & Direito: http://nardelladellova.blogspot.com/

Midrash sobre a Parashá Shemot ou, Elohim e as Forças da Criação

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O POÇO E O PÊNDULO (The Pit and the Pendulum )

O Poço e o Pêndulo é um filme de terror / suspense norte-americano de 1961 ,a versão mais atual é esta do video 1991 com ator Lance Henriksen (da série de tv milênio). Baseado no conto clássico de Edgar Allan Poe do mesmo nome.Um grande clássico .só quem tem o dvd sabe ...he he he .apreciem ...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SHABAT VAIECHI וַיְחִי - Bereshit "Genesis" 47:28 a 50:26


Estimados amigos e amigas, Shalom aleichem!

Desejo-lhes um MARAVILHOSO SHABAT, PLENO DE SHALOM!!!!

A Parasha deste Shabat e' VAIECHI וַיְחִי (Bereshit "Gen" 47:28 a 50:26). Com ela, terminamos o Livro de Bereshit e, tambem, a formacao estrutural do povo judeu! Ya'akov avinu esta dando as ultimas bencaos e orientacoes.

Conforme suas palavras, 48:7 e 49: 29-32, Abraham e Sarah, Ytzchak e Rivkah e Rahel e Leah - enfim, todos os patriarcas e matriarcas, estao mortos e sepultados e ele mesmo, Ya'akov 49:33, em pouco sera reunido aos seus pais, maes e esposas.

Cada um dos patriarcas e cada uma das matriarcas escreveu uma historia de Bereshit. Todos trouxeram os elementos de formacao do "homem" 'a imagem do Eterno. Dai' porque as letras da expressao VAIECHI וַיְחִי (vav, yod, chet, yod) somam 7 (sete), como somam sete os tres patriarcas e quatro matriarcas! Sete e' o numero da completude, do trabalho "per-fectum", ou seja, pronto e acabado! Sete sao os dias de formacao, incluindo o Shabat! Sete sao as caracteristicas ativas da Ruach HaElohim (Yeshayahu "Isaias" 11:2) expressivamente acesas na Menorah! Enfim, Vaiechi e' o momento de encerrar um processo de formacao e, com ele, a experiencia marcante de Abraham, Ytzchak e Ya'akov com o Eterno. 'A partir de entao, o Eterno sera' lembrado pelas geracoes como "HaShem", o D-us de Abraham, Ytzchak e Ya'akov.

E neste momento, como se ve logo no inicio desta Parashah, Ya'akov chama Yosef, em um ato de transferencia de responsabilidade para com a tradicao do povo judeu. Por que Yosef? Porque ele esta na Galut e porque dele, de sua descendencia, saira' o Mashiach Ben Yosef, cujo principal papel e' preparar o caminho, com luta e guerra, para o reino do Mashiach Ben David (da casa de Yehudah).

Ya'akov morre "Bereshit 49:33" e todos seus filhos o enterram (Bereshit 50:12), sob a protecao de Yosef (Bereshit 50:4). E neste instante, apos o sepultamente de Ya'akov, a historia de dor, intriga e odio entre Yosef e seus irmaos, resolvida 17 anos antes (Bereshit 47:28), e' retomada pelos irmaos de Yosef que temem, apos a morte de seu pai, uma vinganca de Yosef. Seus irmaos estavam temerosos. Quando esta noticia chegou aos ouvidos de Yosef (Bereshit 50:17), ele chorou!

Yosef amadureceu. Seus irmaos precisavam, ainda, confirmar algo que ja havia sido resolvido anos antes. Yosef os recebe e lhes faz ver que: "...voces podem ter pensado em me fazer o mal, mas o Eterno fez resultar em bem, Ele fez resultar no que realmente foi, ou seja, a vida de uma grande nacao tem sido preservada...".

Apos a morte de Ya'akov e, assim, a finalizacao do processo de formacao do povo judeu, temos um primeiro teste, para Yosef, o de esclarecer a seus irmaos o que significa "preservar uma grande nacao". Mas, se em Vaiechi, olhamos para traz, para os patriarcas e matriarcas, ate' o momento de sua morte, tambem, olhamos o presente, ou, para Yosef e seus irmaos em Galut (no Egito). E, ainda, olhamos para o futuro, para um tempo de esperanca em Eretz Yisrael (terra de Israel), para um tempo em que os judeus serao reunidos em Israel. Enfim, olhamos para um tempo de Mashiach Ben David. E isto e' expressivamente registrado em Bereshit 50:25, na voz de Yosef: "...quando o Eterno lhes conceder esta providencia especial, voces devem levar meus restos deste lugar..."

Finalmente, temos uma estrutura, uma substancia, uma formacao. Temos experiencias boas e mas! O que vamos fazer a respeito com esta heranca???

(texto sem acentos, pois o computer nao os tem)

Shabat Shalom, New York, 1 janeiro 2010 (15 Tevet 5770)

Nas Bencaos,

© Pietro Nardella-Dellova. É Professor e Consultor de Direito. Mestre em Direito pela USP. Mestre em Ciências da Religião pela PUC/SP. Pós-Graduado em Direito Civil e em Literatura. Formado em Direito e em Filosofia. Mestre na Sinagoga Scuola. Membro da UBE – União Brasileira dos Escritores. Autor das Obras: AMO (89), NO PEITO (89), ADSUM (92) e FIO DE ARIADNE (org./co-aut., 94), A PALAVRA COMO CONSTRUÇÃO DO SAGRADO (98), A CRISE SACRIFICAL DO DIREITO (2001) e, agora, do A MORTE DO POETA NOS PENHASCOS E OUTROS MONÓLOGOS, SP: Ed. Scortecci, 2009, 312 p.. Confira mais no Blog Café & Direito http://nardelladellova.blogspot.com/ e para contactar utilize o e-mail: professordellova@libero.it*