Netanyahu in Congress: J'lem will not be divided

sexta-feira, 21 de maio de 2010

quinta-feira, 20 de maio de 2010

FESTA DE SHAVUOT



Aos amigos e amigas do Brasil: Shalom Alechem!


Estamos no segundo dia de Shavuot. Façam a FESTA DE SHAVUOT como nunca a fizeram, entendam-na como nunca a entenderam, percebam dela os matizes como nunca perceberam, celembrem-na como nunca a celebraram!


Shavuot é o passo-a-passo contado desde Pessach, é o resultado de um processo que se inicia com a Mão do Eterno liberando cada um de nós das correntes egípcias, dos entulhos, dos venenos religiosos, das desventuras de caminhar sem luz, nas trevas e sem sentido. O processo de libertação que vai do momento em que Moshè, sem sandalhas, fica diante do Eterno, diante do inextingüível fogo da sarsa e se torna expressivo no Sinai, com a entrega das primeiras letras da Torá!


Um processo de formação da consciência na Torá que, sobretudo, é a consciência da liberdade e de sua necessária responsabilidade. Celebrar Shavuot é entrar no processo de liberdade, fazer parte dele, beber dele e se tornar,finalmente, homem liberto, imagem dos Elohim! A cada celebração, a cada processo de conscientização vamos nos tornando mais esta imagem e, na plenitude dos nossos dias, seremos, também, a semelhança!


Shavuot, a Festa de Shavuot, é aquela diante da qual ensinamos aos nossos filhos o sabor da liberdade e, ao mesmo tempo, abençoamos o Nome (Baruch HaShem) pelo presente maior, mais que nossa saúde, mais que nossos corpos, mais que nossos sentimentos, mais que nossas produções acadêmicas e intelectuais, mais que nossos familiares e nossas relações conjugais.


Abençoamos o Nome na Festa de Shavuot porque sem a Torá, entregue neste dia, nossa saúde seria debilitada pelos nossos opressores e por aqueles que se apoderam das nossas vidas. Sem a Torá, nossos corpos seriam escravizados, acorretandos, marcados, tatuados, levados de uma lado a outro e, finalmente, mortos, partidos e lançados aos cães. Sem a Torá, nossos sentimentos seriam confusos e ficaríamos expostos aos ódios, às frustrações, à depressão, aos conflitos interiores e, assim, teríamos um universo emocional frágil. Sem a Torá, o que produzimos nada é, o que escrevemos perde o sentido, nossas produções acadêmicas e intelectuais ficam vazias de sentido e direção, despejamos nossa energia no vazio das relações coisificadas, onde tudo se converte em coisa e dinheiro. Sem a Torá, nossos filhos seriam arrancados de nossas mãos e, desde o ventre, marcados para morrer, para serem lançados pelos precipícios por ordem de algum faraó enlouquecido, nossos filhos seriam amarrados ao pé das pirâmides e seriam consumidos pelo vento e pela areia do deserto. Sem a Torá, não saberíamos mais o que é amar a pessoa ao nosso lado e o que é viver com a pessoa ao nosso lado!


Por isso, meus amigos e amigas, celebrem a Festa de Shavuot! Sintam nela a Misericórdia do Eterno e o sentido de nossas vidas! Tomem seus filhos e filhas pelas mãos, e os pequenos nos braços, convidem suas esposas e esposos, levantem-se de suas cadeiras, e caminhem até o Aron HaKodesh e olhem. Olhem o Sêfer Torá ali, e cantem diante dele, abençoem o Nome diante dele, se abracem diante dele, pulem e dancem diante dele - o Sêfer Torá, e nada mais que o Sêfer Torá, é o presente do Eterno, B"H, para cada um de nós. Digam para seus filhos: Eis o Sêfer Torá que o Eterno nos deu no dia de Shavuot, para nos fazer um povo livre, inteligente, sábio, com discernimento, com esclarecimento!


Ao brindarem, ao erguerem suas taças com o bom vinho, alegrem-se com vigor e vida! E dediquem alguma Brachá para mim também, a fim de, permita o Eterno, estar com cada um de vocês em algum tempo futuro e festivo!


Nas Bênçãos


Pietro Nardella-Dellova

della Sinagoga Scuola