Netanyahu in Congress: J'lem will not be divided

domingo, 13 de junho de 2010

POR ISRAEL Y POR LA PAZ



POR ISRAEL Y POR LA PAZ


Comunicado de las comunidades judías de América Latina,
representadas por el Congreso Judío Latinoamericano


Las comunidades judías de América Latina, representadas por el Congreso Judío Latinoamericano, expresan su pesar ante la violencia y pérdida de vidas producidas durante la acción del ejército israelí, el 31 de mayo de 2010, por la cual debió tomar control de un barco que se dirigía ilegalmente hacia Gaza.

Lamentamos que los organizadores de dicha acción política se negaran a utilizar los canales existentes para la entrega de ayuda humanitaria en la franja de Gaza, tal como lo hacen regularmente organizaciones como el Comité Internacional de la Cruz Roja y las Naciones Unidas. Ello desnuda que la operación no tenía un propósito "humanitario", sino que buscaba apoyar a la organización terrorista Hamas, que niega la paz y el derecho a la existencia del Estado de Israel. Como quedo evidenciado muchos de los tripulantes de estos barcos no eran pacifistas sino provocadores y extremistas.

Es preocupante que gran parte de la cobertura mediática internacional haya omitido el contexto general del conflicto Palestino- Israelí, que sirvió de marco de resonancia para este incidente. Consideramos fundamental que las partes de este conflicto reconozcan el mutuo derecho a su existencia como estados soberanos, viviendo en paz y seguridad, uno al lado del otro. Nos ánima una visión de dos estados ?uno judío y otro palestino- viviendo en paz y seguridad, prosperando e iluminando al mundo con el aporte de sus culturas. Sin embargo, todavía hay quienes creen en la solución de un estado en lugar del otro, llamando a la aniquilación del Estado de Israel. Tal es la posición del grupo terrorista Hamas y de países como la República Islámica de Irán, que apoyan y financian el terrorismo.

El pueblo judío se caracteriza por su pluralismo y diversidad, sin embargo, en nuestras comunidades impera un denominador común: El apoyo al Estado de Israel. Resulta inaceptable que con el pretexto de criticar acciones de su gobierno se cuestione su legitimidad y derecho a la existencia. Es igualmente preocupante que bajo la cara del antiisraelismo se enmascare una nueva forma del viejo antisemitismo.

La historia de nuestra región ha probado que la convivencia entre judíos y árabes es posible. Deseamos compartir con el mundo este mensaje, y no importar a nuestra región un conflicto que es ajeno. Abogamos para que los gobiernos de nuestros países participen en la creación de condiciones para el dialogo, rechazando las condenas automáticas que no ayudan al entendimiento entre las partes, y sólo fortalecen a los violentos que instigan o desarrollan las acciones como la que hoy lamentamos.


CONGRESO JUDÍO LATINOAMERICANO - CONGRESSO JUDAICO LATINO AMERICANO

Delegación de Asociaciones Israelitas Argentinas Asociación Mutual Israelita Argentina Círculo Israelita de La Paz - Bolivia Confederação Israelita do Brasil Comunidad Judía de Chile Confederación de Comunidades Judías de Colombia Centro Israelita Sionista de Costa Rica Congregación B'nei Israel de Costa Rica Comunidad Judía del Ecuador Comunidad Israelita de El Salvador Comunidad Judía de Guatemala Comunidad Judía de Honduras Comité Central de la Comunidad Judía de México Congregación Israelita de Nicaragua Congreso Judío Panameño Consejo Central Comunitario Hebreo de Panamá Consejo Representativo Israelita del Paraguay Asociación Judía del Perú Comité Central Israelita del Uruguay Confederación de Asociaciones Israelitas de Venezuela Federación Sefaradí Latinoamericana Confederación Latinoamericana Maccabi WIZO - Latinoamérica Na'amat Consejo Internacional de Mujeres Judías Confederación Sionista Latinoamericana.

domingo, 6 de junho de 2010

DEPOIMENTO DE UMA BRASILEIRA QUE PRESENCIOU A "FLOTILHA HUMANITÁRIA"



Depoimento de uma
brasileira que presenciou
a "Flotilha Humanitária"


Ana Luiza Tapia

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Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história. Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos. Eu estava lá! Ninguém me contou. Não li no jornal. Não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e com muitas cores. Como vocês sabem, eu estou servindo com médica na medicina de emergência do Exército de Israel, departamento de trauma. Isso significa: medicina em campo.
4:30h da manhã de segunda-feira: meu telefone do Exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza? Pedido de ajuda da força médica, garantir que não faltarão médicos. Minha ordem: aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos, o helicóptero virá me buscar na base. No caminho, me explicam a situação. Há um navio da ONU tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender o tamanho da situação). O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que todos os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod em Israel e todos os suprimentos devem ser transportados pelo nosso Exército a Gaza. Isso porque cerca de 14 mísseis tem sido lançados de Gaza contra Israel diariamente. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por agora.
O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmo entregariam a carga a Gaza. Assim, diante de um navio com 95% de civis inocentes (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer aos comandantes do navio que parassem para inspeção em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e se não houvesse armamento ele poderia seguir rumo a Gaza. Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não há armamento no navio, qual é o problema de que ele seja inspecionado? Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.
5:00h - Minha chegada em Gaza. Exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. E foram gratuitamente atacados: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados. Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Cerca de 50 pessoas se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo. Todos os demais 22 feridos entre os tripulantes do navio, foram atendidos e resgatados por nós, eu e minha equipe e enviados para os melhores hospitais em Israel.
Entre nós, nove feridos. Tiros, facadas e espancamento. Um deles ainda está em estado gravíssimo após concussão e seis tiros no tronco. Meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para inspecionar um navio da ONU e não ferir ninguém. E não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro, nem o segundo tiro. Fomos punidos por confiar no suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos a intenção do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens praticamente desarmados para dentro do navio. Ele teria sim sido atacado pelo mar. E agora todos os que ainda levantam a voz contra Israel estariam no fundo mar.
Depois de atender os nossos soldados, me juntei a outra parte da nossa equipe que já cuidava dos tripulantes. Mesmo com braceletes dizendo médico em quatro línguas (inglês, turco, árabe e hebraico) e estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir. Um deles cuspiu no nosso cirurgião. Um outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. Além de agressores, são também ingratos. Eu trabalhei por 6 horas seguidas atendendo somente tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e ajuda foram oferecidos por Israel. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. Lotado de armas brancas e material para confecção de bombas caseiras. Onde é que está o pacifismo da ONU??? Na terça-feira, fui visitar não só os nossos soldados, mas também os feridos do navio. Essa é a política que Israel tenta manter: nós não matamos civis como os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. Mas jamais vamos permitir que matem os nossos soldados.
Só milionário idiota que acha lindo ser missionário da ONU não entende que guerra não é lugar para civis se meterem. Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso? Eles não entendem que foram usados como ferramenta contra Israel, e que a intenção nunca foi enviar ajuda a Gaza e sim gerar polêmica e criar ainda mais oposição internacional. E continuam sem entender que dar força ao terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. Não só a Israel, mas ao mundo todo. E o presidente Lula precisa também entender que desta guerra ele não entende. E que o Brasil já tem problemas demais sem resolver. Tem mais gente passando fome que Gaza. Tem muito mais gente morrendo vítima da violência urbana no Rio do que mortos nas guerras daqui. E passar a cuidar dos problemas daí. Dos daqui, cuidamos nós.
Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. De raiva, de raiva de ver que especialmente no Brasil, muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias são absolutamente destorcidas. E isso é lamentável. Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. Mas sei que quem os controla hoje é. E que esta guerra não é só contra Israel. O Islamismo prega o extermínio de todo o mundo não árabe. Nós só somos os primeiros da lista negra. Por favor, encaminhem este e-mail aos que ainda não entendem que guerra é guerra e que os terroristas não são coitadinhos. Eu prometo escrever da próxima vez com melhores notícias e melhor humor. Tenho algumas boas aventuras pra contar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

SOLDADOS DE ISRAEL CORRIAM PERIGO DE VIDA: REAÇÃO FOI DE AUTODEFESA, por Giora Becher



Soldados corriam perigo de vida;
reação foi de autodefesa


Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil


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Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado. Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo. O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência.
Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar". Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frota, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer". Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000.
É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda. A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel. Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.
Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas (sobre) quebrar o cerco de Israel". A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos. Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.
Os organizadores estavam cientes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod. Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa. Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses. O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.

Publicado na Folha de São Paulo

CEGADOS PELO ÓDIO, por Rinaldo Azevedo




Cegados pelo ódio

Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja


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O noticiário sobre a intervenção das forças de segurança de Israel na tal flotilha que rumava para Gaza foi verdadeiramente estarrecedor. Não se trata, obviamente, de endossar a violência desse ou daquele. E acho compreensível que pesem dúvidas e suspeitas sobre a força empregada, que pode ter sido excessiva etc e tal. Até aí, o jornalismo pode ir sem delinqüir, sem abrir mão de sua tarefa. O que não pode é desprezar os fatos. E os fatos são estes:

1 - A organização que liderava a ajuda humanitária é a turca IHH, liderada por Bülent Yildirim, ligado ao Hamas. Sobre essa ligação, há evidências presentes. E suspeitas fundadas de que tenha mantido contato com os jihadistas e com a Irmandade Muçulmana;

2 - Pode-se ser contrário ao bloqueio a Gaza - o territorial é feito pelo Egito, embora se silencie a respeito. Mas ele existe. Enquanto existe, tentar furá-lo é promover um ato hostil a Israel;

3 - O país já havia afirmado que não permitiria que os barcos chegassem a Gaza;

4 - O cerco à flotilha, antes da intervenção, foi antecedido de uma demorada tentativa de negociação. As forças de segurança de Israel queriam que os barcos se dirigissem a uma cidade israelense, onde os ditos suprimentos seriam desembarcados. Avisaram que não seguiriam viagem. Inútil! Os “pacifistas” não aceitaram;

5 - Há outras maneiras de fazer a ajuda humanitária chegar à Faixa de Gaza. Furar o bloqueio, por mais estúpido que ele fosse, corresponde a submeter Israel a uma espécie de humilhação. Especialmente se o organizador do evento é um amigo do Hamas. Levar adiante tal proposta é apostar no pior;

6 - O vídeo deixa evidente que os “pacifistas” atacaram os soldados de Israel, depois de esgotadas as negociações. Fala-se do filme, mostra-se o filme, fica confirmada a agressão. Mas o texto de condenação a Israel, sem matizes, segue adiante;

7 - Há sete soldados israelenses feridos - dois deles por tiros. Teriam ferido a si mesmos só para criar um pretexto verossímil para matar pessoas? Por que, então, já não atiraram quando estavam no helicóptero?;

8 - Uma jornalista da TV árabe Al Jazeera acompanhava o grupo e assegura que os soldados israelenses estão mentindo. Ela acompanhava o grupo? Não me digam!;

9 - Com que então um grupo de “humanistas” organizados por Bülent Yildirim - não consegui saber se ele estava em algum dos barcos; é provável que não - iria conseguir desmoralizar o bloqueio imposto por Israel na marra?

10 - Mas por que o bloqueio existe? Ele é parte só da natural perversidade daquela gente? Não! Eu não endosso isso ou aquilo, mortes muito menos. Se cabe alguma censura a Israel, ela se deve à operação militar propriamente, que pode não ter sido a mais hábil, fornecendo pretexto verossímil para todos os seus inimigos, que são muitos. Mas isso é só uma hipótese por enquanto. Faltam dados para saber se houve uso excessivo da força. Podem gritar à vontade. “Humanistas” como esses já fizeram coisas piores.

É assustador que o alinhamento com uma causa e o ódio - sim, o ódio! - a Israel impeçam muita gente de ver o que está diante de seus olhos. Ou pior: mesmo vendo, fazem de conta que não está ali.

O ANTI-ÊXODUS, por José Roitberg




O anti-êxodus

José Roitberg, jornalista


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Muitas pessoas acham que as imagens que as embaixadas de Israel estão circulando pelo YouTube são "auto-explicativas" e suficientes. Não são. Basta perceber que a divulgação foi mundial e os três vídeos inicialmente liberados tiveram um baixo impacto nas primeiras 10 horas com menos de 400 views para os vídeos mais importantes e 8.000 views para o menos importante. Cerca de 20 horas depois o vídeo mais importante dos três já passava de meio milhão de views, mas é pouco. O vídeo mais relevante foi passado nesta madrugada dezenas de vezes pela CNN, FOX e SKY, mas não pela BBC e pode ser encontrado acessando aqui - são as imagens laterais aproximadas feitas a partir de um dos barcos israelenses. Nestas imagens vê-se o primeiro soldado que desceu pela corda sendo imediatamente espancado, subjugado e atirado do convés superior para o inferior e o segundo soldado também sendo subjugado e barbaramente espancado no chão por vários "patifistas" armados com canos de ferros, barras de ferro e porretes de madeira: armas mortais. E mesmo que as tropas do IDF tenham feito uma abordagem com armas não letais, no momento em que a vida dos primeiros soldados está em risco, os soldados restantes tem que atirar. E atiraram. Mas as imagens não foram liberadas até o momento.
A pedra estava cantada desde o início desta ação "patifista." Era uma provocação. Era uma ação para causar uma reação violenta por parte de Israel e ganhar mídia e simpatia pela causa palestina no mundo inteiro. Funcionou com perfeição. Conseguiram até mesmo nove mártires mortos e trinta e poucos feridos, recebidos aos gritos de "Deus É Grande" pelos que os aguardavam na Turquia. Heróis na luta contra os judeus sionistas. Infelizmente a opção de Israel foi pelo cenário da força e do confronto ao invés de esvaziar o plano inteiro permitindo a passagem do comboio. Não há nada nestes navios que já não tenha entrado em Gaza pelo Egito. Não encontraram nada na vistoria, porque esse era o plano muito claro desde o início para qualquer pessoa com bom senso.
Muitas das ações palestinas contra Israel ao longo do tempo repetem as ações dos judeus contra os ingleses do Mandato. O nosso Êxodus foi exatamente isso: encher o navio com sobreviventes do Holocausto e forçar o bloqueio naval britânico. O navio foi atacado, mortos, feridos, todos presos em Chipre. As cenas comoveram a opinião pública mundial. Os palestinos resolveram criar o Êxodus deles, uma ação aberta de provocação e conseguiram. A grande diferença é que o nosso navio trazia pessoas desesperadas que sobreviveram as piores torturas, doenças, fome e a perspectiva da morte a cada instante. Pessoas que não tinham mais famílias massacradas pelos nazistas e simpatizantes. Pessoas que não tinham mais casas ou negócios, roubados por seus vizinhos cristãos com a certeza de que os judeus levados pelos nazistas nunca mais voltariam. Pessoas que não tinham nada e procuravam a vida.
O navio deles, por outro lado, veio cheio de militantes de esquerda radical, cheio de muçulmanos procurando a morte por Allah, cheio de militantes anti-americanos e antissemitas. Entre eles, nenhum terrorista ou líder de coisa nenhuma, pois estes, armaram todo o cenário e deixaram sua massa de manobra ignorante ser abatida e presa. Deus é grande, mas está do nosso lado e não do lado deles. Algum dia vão aprender isso. E há uma pergunta que os sites e livros revisionsitas nazistas, que os sites antissemitas fazem: "Os judeus não aprederam nada com o Holocausto?" Aprenderam sim! Aprenderam que se alguém levantar um porrete para espancar um judeu até a morte, vai ser morto em legítima defesa! O povo judeu depois do Holocausto não é o povo judeu de antes do Holocausto. Há 65 anos não somos mais os judeus levados para a morte sem reagir! Não somos mais como nossos bisavós e trisavós na Polônia, na Ucrânia, na Letônia, na Lituânia e na Romênia que aceitavam ser espancados por cristãos sempre com a ordem familiar, rabinical e comunitária de não reagir, pois a reação significava a morte. Muitos reagiram e morreram. Muitos foram mortos sem reagir pelo prazer do antissemita. Isso é antes do Holocausto e não durante.
Quantos judeus ao longo da história seja nos pogroms soviéticos, seja nos pogroms da Rússia imperial, seja na Peste Negra, seja por um período de seca, ou de alagamentos, seja por uma epidemia, seja por uma acusação de torturar uma hóstia de missa, seja pela passagem dos Cruzados pela França e Estados Germânicos foram mortos a pauladas, com enxadas, com facões, com lanças, com marretas e com machados, sendo trucidados, desmembrados, estraçalhados em praça pública na frente de seus vizinhos jubilosos? E os gestos são os mesmos: judeus caídos, porretes e barras subindo e descendo da forma mais covarde possível. E por cada paulada destas uma morte é pouco! E que Deus abençoe nossos garotos e sua coragem para descer por aquela corda com a certeza do que os aguardava.

ISRAEL AGE EM LEGÍTIMA DEFESA, por Floriano Pesaro



Israel age em legítima defesa

Vereador Floriano Pesaro


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Quem estabelece o limite do direito de se defender? Quando é que agimos? Qual a atitude a tomar diante de um perigo iminente? Quantos avisos devemos emitir antes de tomar uma ação? Será que é justo ficar de braços cruzados esperando, torcendo para que algo mais grave não se concretize, algo que pode colocar em risco nossa existência? Ou devemos agir e evitar qualquer perigo que ameace vidas? Israel, avisou. Israel esperou pela sensatez. Israel chegou no limite. E Israel agiu! Já houve mortes demais, atentados demais, terrorismo demais! Não há como ser leniente. Não é porque alguns ingênuos e incautos compram a propaganda maniqueísta da esquerda retrógrada palestina, que vê apenas um lado da questão, que Israel deixará de tomar todas as legítimas e necessárias medidas para a preservação de seu país, de sua população, de seu direito à existência. Já cansamos de ver situações em que pessoas bem intencionadas são usadas como escudo, como pano de fundo para que atos extremos sejam perpetrados.
A flotilha não seguia como uma ação humanitária, mas como uma provocação com o intuito de apoiar o regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza, sustentado pelo regime dos Aiatolás do Irã. Israel não pode permitir o livre fluxo de armas, de foguetes e mísseis, é por este motivo que Israel deve examinar as mercadorias que entram na região. A política de Israel é simples: qualquer ajuda humanitária para Gaza pode entrar. O que é inadmissível é a capacidade de que sejam transportados materiais bélicos. Devemos buscar um caminho legítimo de paz, evitar situações semelhantes, em que um ato de agressão fantasia-se de ajuda humanitária e Israel tem que tomar todas as medidas necessárias para garantir o seu direito de existir e de se proteger

OS PIRATAS DA PAZ, por Moisés Rabinovici



Os piratas da paz

Moisés Rabinovici, ex-correspondente
do Estado de São Paulo em Israel


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O choque entre a marinha israelense e a Flotilha da Liberdade levantou ondas de protesto e indignação no mundo e imediato tsunami condenatório sobre Israel. Mas a maré está baixando e emergem algumas verdades que naufragaram sob o peso do coro dos pacifistas – na verdade, piratas da paz. A primeira verdade: rejeitados apelos e propostas para evitar o confronto, já que a Flotilha da Liberdade estava decidida a furar o bloqueio militar, comandos israelenses começaram a descer por corda de um helicóptero no navio turco Mavi Marmara. Um a um, os soldados foram recebidos pelos militantes dos direitos humanos a golpes de barra de ferro, facadas e pauladas. Um foi jogado ao mar. De outro retiraram o fuzil. Um linchamento, contido a tiros.
A segunda verdade: Israel se deixou cair na armadilha. A Flotilha da Liberdade, organizada pelo movimento Gaza Livre e a ONG turca Insani Yardim Vakfi, dispunha de um canal aberto pelos israelenses para levar sua ajuda humanitária até Gaza. Só ancorar em Ashdod, passar pela alfândega e seguir pela estrada, tão curta que os mísseis do Hamas a atravessam inteira. Mas não: Bülent Yildrim, o humanitário-pacifista-chefe turco, é amigão de Ismail Haniya, o chefão do Hamas. Aos dois conviriam alguns mártires. E agora eles os exibem ao mundo. A terceira verdade. Por que abordar a Flotilha da Liberdade? Esta era uma pergunta que se fazia ontem em Israel, país de tantos estrategistas de guerra quantos de técnicos de futebol no Brasil. A marinha poderia simplesmente bloquear o caminho. Ante alguma insistência, elevar o tom: um disparo de advertência. Teimosia? Acertar as máquinas dos navios e deixá-los singrar a esmo nas turbulentas águas políticas do Oriente Médio.
Yasser Arafat também quis navegar contra Israel. Em 1988, batizou um navio de “O Retorno” e o lotou de refugiados palestinos. O serviço secreto israelense o esperou ancorar em Chipre, escala também da Flotilha da Liberdade, e o sabotou ao ponto de só navegar a remo. Ironia do destino: Arafat partiu para o exílio num navio chamado Atlântida, o continente e sua Palestina perdidos. Uma opção final seria deixar um só dos seis navios ir até Gaza, sob escolta, sem considerar um precedente aberto. A quarta verdade. Foi um massacre: durante o dia inteiro, o tsunami contra Israel rendeu bandeiras queimadas, protestos diante de embaixadas, passeatas, declarações oficiais de protesto e deixou até o nosso chanceler Celso Amorim "chocado", ele que não se abala com os mortos de Teerã e nem de Cuba. Os israelenses sempre perdem a guerra de Hasbará, palavra hebraica para esclarecimento. Quando pensam em esclarecer, o barulho da maioria automática do mundo árabe os sufoca. Em qualquer situação, serão culpados. Uma Flotilha da Liberdade jamais tentará aportar no Irã, na Coréia do Norte ou em Havana. Há pouco tempo, os turcos ameaçavam romper com Israel se não recebessem armas israelenses que compraram. São as contradições israelenses. Uma é armar o seu próprio inimigo. Outra: ontem à noite, membros do Conselho de Segurança da ONU pediram que Israel acabe com o bloqueio a Gaza – e foi o que Israel fez, exatamente, em 2005, para então virar o alvo de uma chuva constante de mísseis contra sua população civil – e daí o bloqueio e a Flotilha da Liberdade.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ISRAEL TEM O DIREITO DE SE DEFENDER E FAZER VALER O BLOQUEIO MARÍTIMO A GAZA






GIORA BECHER
ESPECIAL PARA A FOLHA

Durante a madrugada de 31 de maio, soldados da marinha israelense embarcaram em uma frota de seis navios que tentavam violar o bloqueio marítimo em Gaza. Militantes a bordo do Marmara Mavi atacaram os soldados com armamentos como pistolas, facas e paus, ferindo-os e deixando dois soldados em estado grave e três em estado moderado.
Os navios que reagiram de forma pacífica à operação foram escoltados ilesos, como acontecera anteriormente com navios que tentaram violar o bloqueio marítimo.
O ataque contra os soldados israelenses foi premeditado. As armas utilizadas foram preparadas com antecedência. Huwaida Arraf, um dos organizadores da flotilha, afirmou com antecedência ao evento: "Os israelenses vão ter que usar a força para nos parar".

Bulent Yildirim, o líder do IHH (Fundo de Ajuda Humanitária) e um dos principais organizadores da frot a, disse pouco antes do embarque: "Vamos resistir, e a resistência irá vencer".

Os militantes incitaram a multidão embarcada gritando "intifada!", relembrando a revolta dos palestinos na Cisjordânia e na faixa de Gaza em protesto à ocupação israelense entre 1987-1993 e novamente no ano 2000.

É preciso ressaltar que o grupo organizador das embarcações tem orientação antiocidental e radical. Juntamente com as suas legítimas atividades humanitárias, apoia redes islâmicas radicais como o Hamas e elementos da jihad global, como a Al Qaeda.

A ação de Israel contra a frota está fundada na lei marítima internacional. O Hamas, que controla Gaza, já lançou mais de 10 mil foguetes contra civis israelenses e atualmente está envolvido no contrabando de armas e suprimentos militares na região, por terra e mar, a fim de fortalecer suas posições e continuar seus ataques contra Israel.

Sob a lei, Israel tem o direito de proteger a vida dos seus civis de ataques do Hamas e tem tomado medidas para se defender, incluindo o bloqueio marítimo para travar o rearmamento do Hamas.

ALVO

Os organizadores da frota deixaram claro que seu alvo principal era o bloqueio marítimo. Greta Berlin, porta-voz da frota, disse à agência de notícias AFT, em 27 de maio, que "esta missão não é sobre a entrega de suprimentos humanitários, mas [sobre] quebrar o cerco de Israel".

A frota recusou repetidas ofertas de Israel para que os suprimentos fossem entregues no porto de Ashdod e transferidos por passagens terrestres existentes, em conformidade com os procedimentos estabelecidos.

Se, por um lado, os organizadores afirmam ter preocupação humanitária com os moradores de Gaza, por outro eles não têm preocupações semelhantes com o destino do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit e se recusaram a fazer uma chamada pública para permitir que ele fosse visitado pela Cruz Vermelha em Gaza.

Os organizadores estavam ci entes de que suas ações eram ilegais. Sob o direito internacional, quando um bloqueio marítimo está em vigor, nenhuma embarcação pode ingressar na área bloqueada. Em conformidade com as obrigações de Israel sob esta lei, os navios foram avisados várias vezes sobre o bloqueio marítimo ao longo da costa de Gaza.

Ao ficar claro que a frota tinha a intenção de violar o bloqueio, os soldados israelenses, que não empunhavam armas, embarcaram nos navios e os redirecionaram para Ashdod.

Foram recebidos de forma violenta nas embarcações onde dois israelenses foram baleados, um esfaqueado e outros atacados com tacos, facas, machados e objetos pesados. Os soldados israelenses corriam perigo de vida e agiram em autodefesa.
Em Ashdod, a carga da frota e os itens de ajuda humanitária serão transferidos por terra para a faixa de Gaza. Os membros da frota que necessitam de assistência estão em instalações médicas israelenses.

O restante do grupo será submetido a procedimentos de imigração aplicáveis em casos de tentativas de entrada ilegal.

GIORA BECHER, 60, é embaixador de Israel no Brasil

HA SHOA - O HOLOCAUSTO Reducir la ignorancia es ahuyentar los prejuicios




BUENOS AIRES (CJL) - La información que circula entre los estudiantes acerca de la "Shoá", sus inicios, sus técnicas empleadas para la aniquilación y las terribles heridas que dejó en la civilización humana crece cada día con el hallazgo de papers, documentos, listados y objetos hurtados que son repatriados a sus verdaderos herederos. La Argentina es uno de los países que forma parte de la Task Force para la Cooperación Internacional en Educación, Recordación e Investigación del Holocausto, el ministerio de Educación incluyó el tema en sus manuales de estudio y promueve la capacitación de docentes para que sean trasmisores de la historia.

Entre ellos está el Juez Federal argentino Daniel Rafecas, un abanderado como pocos, en la causa de la transmisión de la historia del Holocausto que no duda por un segundo que educar sobre la Shoá es la mejor herramienta para prevenir un nuevo genocidio.

"Los actos discriminatorios están relacionados con prejuicios y los prejuicios subsisten en base a la ignorancia. Si nosotros removemos esa ignorancia con información y educación, reducimos y eliminamos los prejuicios y esto reducirá inevitablemente el odio de toda índole", afirmó el magistrado.

Rafecas aseguró además que "si alguien tiene una verdadera vocación de justicia, la Shoá debe servir como un motor que impulsa a actuar dado que es el episodio de injusticia más grave que sufrió la humanidad "por la magnitud que tuvo, por las técnicas modernas industriales que se aplicaron y por la absoluta inocencia de las víctimas."

Su propio estimulo no se reduce a la dimensión del acontecimiento histórico sino a vivir y sentir su tarea de transmisor como "una reivindicación del papel que cumplió la Argentina en aquellos años, antes, durante y después del Holocausto", refugio de criminales nazis.

Por estos días el Juez Rafecas acaba de regresar de España a donde fue invitado por Casa Sefarad-Israel para disertar junto al ex Juez Baltazar Garzón sobre el aspecto judío de la represión durante la última dictadura militar en la Argentina, tema que conoce de sobra debido a su actuación en la causa Primer Cuerpo de Ejército, en la que se investigan delitos contra los derechos humanos cometidos durante el último gobierno de facto.

"En el marco de esa causa hemos demostrado el especial ensañamiento que había de todo el terrorismo de Estado para con los detenidos de condición judía y que el hecho de ser judío en un centro de detención clandestino acarreaba mayor riesgo de terminar en la nómina de desaparecidos y esto está probado", sostuvo Rafecas.

Daniel Rafecas es además consejero académico del Museo de la Shoá y tiene un compromiso filosófico con la lucha por la protección y promoción de los derechos humanos integrales. No debería ser una virtud destacable cuando se trata de un magistrado pero lo es porque su compromiso trasciende lo discursivo.